No eixo 6, fiz uma postagem que falava de avaliação como ponto de partida. Durante esse ano, com base nas avaliações diagnósticas elaborei alguns instrumentos de registros que me auxiliaram a planejar novas estratégias de ensino.
Elaborei uma planilha onde ficava impresso, quais letras os alunos já conheciam, quais precisavam do auxílio do alfabeto e quais não sabiam nem com auxílio do alfabeto. Com essa planilha, pude observar quais as letras que a turma menos conhecia e enfatizar o trabalho com ela. Por exemplo, verifiquei que a vogal E era pouco conhecida por muitos alunos. Durante uma atividade m que eles tinham que tirar da sacola uma vogal, para identificá-la, coloquei varias letras E, pois assim muitos deles tirariam a letra E. Fiz várias outras atividades dando ênfase a letra E e hoje, quase todos já reconhecem a letra E.
PORTFÓLIO DE APRENDIZAGEM DE JAQUELINE VIEGAS PEREIRA
domingo, 2 de junho de 2019
Todos Podem Aprender
No Eixo 6 fiz uma postagem sobre a inclusão e nesse ano estou com uma aluna de inclusão evoltei a refletir sobre esse tema.
A H. é uma menina adorável que tem 6 anos e está no 1º ano. Ela tem problemas neurológicos que o impedem de avançar em sua aprendizagem. Além disso, parece estar regredindo cognitivamnte. Sabia escrever seu nome, agora mesmo com auxílio do crachás não consegue escrevê-lo corretamente.
A monitora de inclusão que o acompanha comete alguns equívocos que exigem uma intervenção minha. Por exemplo, como ela apresenta dificuldades para escrever devido a sua coordenação motora, a monitora escreveu prara ela o nome dela. Pergunto: Como a menina vai aprender a escrever o nome se ela não escrever. os ditos especiais são vistos como incapazes até por aqueles que mais deveriam acreditar neles.
É preciso compreender que todas as crianças podem aprender, cada uma a seu modo, mas nós enquanto educadores, precisamos apostar sempre, acreditar, incentivar.
"Os olhos do professor são o espelho do alunos, disse Madalena Freire em uma palestra, se ele olhar pra nós e nos nossos olhos não estiver refletindo algo que lhe dê confiança e coragem de enfrentar os desafios, ele não irá adiante.
Precisamos além de acreditar, buscar meios para que todos possam aprender, considerando suas limitações e esquemas de pensamento.
A H. é uma menina adorável que tem 6 anos e está no 1º ano. Ela tem problemas neurológicos que o impedem de avançar em sua aprendizagem. Além disso, parece estar regredindo cognitivamnte. Sabia escrever seu nome, agora mesmo com auxílio do crachás não consegue escrevê-lo corretamente.
A monitora de inclusão que o acompanha comete alguns equívocos que exigem uma intervenção minha. Por exemplo, como ela apresenta dificuldades para escrever devido a sua coordenação motora, a monitora escreveu prara ela o nome dela. Pergunto: Como a menina vai aprender a escrever o nome se ela não escrever. os ditos especiais são vistos como incapazes até por aqueles que mais deveriam acreditar neles.
É preciso compreender que todas as crianças podem aprender, cada uma a seu modo, mas nós enquanto educadores, precisamos apostar sempre, acreditar, incentivar.
"Os olhos do professor são o espelho do alunos, disse Madalena Freire em uma palestra, se ele olhar pra nós e nos nossos olhos não estiver refletindo algo que lhe dê confiança e coragem de enfrentar os desafios, ele não irá adiante.
Precisamos além de acreditar, buscar meios para que todos possam aprender, considerando suas limitações e esquemas de pensamento.
sábado, 1 de junho de 2019
CERTEZAS PROVISÓRIAS E DÚVIDAS TEMPORÁRIAS
Fiz uma postagem sobre o texto "A Cegueira do Conhecimento" de Edgar Morim onde ele fala que todo conhecimento é inacabado. Que a escola precisa abrir espaço para novas perguntas. Inclusive que o professor precisa questionar suas verdades. Com isso, pensando no meu Trabalho de Conclusão de Curso, onde decidi verificar a eficiência de um novo método de alfabetização e dedicar minha pesquisa a isso, pude perceber o quanto é importante pesquisarmos, abrir espaços para as perguntas, nem que seja para reafirmar nossas certezas. Foi o que aconteceu comigo durante o Estagio e escrita do TCC. Com meu trabalho, pude reafirmar a minha certeza de que o método fônico não é adequado para as crianças de classes populares, pois chegam, na sua grande maioria, em níveis Pré-Silábicos na escola e não tem estrutura cognitiva para compreender as sílabas. Elas não fazem relação da voz com a escrita.
Referência:
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 5
O Vocabulário do Professor faz a diferença na Aprendizagem
Fiz uma postagem em 2017, sobre a aplicação do método clínico, e durante essa semana, diante de uma situação de sala de aula, relembrei do que tinha observado durante a aplicação.
Quando o professor se dirige a um aluno, ele precisa tomar cuidado com o vocabulário que usa, pois às vezes, isso impede a compreensão por parte do educando.
Durante a aplicação do método, a palavra "quantidade" interferiu nas respostas do menino.
Nesta semana, as palavras maior e menor também interferiram no entendimento da atividade proposta. Os estudantes precisavam colar em ordem crescente as figuras que representavam roupas em um varal. No entanto, eu perguntava: "Qual é o maior?"ou "Qual é menor?" e as crianças pareciam não compreender. Quando passei a usar a expressão "mais pequeno, ou mais grande", os alunos compreenderam facilmente.
Às vezes, avaliamos um aluno com base em suas respostas e não percebemos isso. Precisamos conhecer e nos aproximar da realidade dos alunos, fazer com que nos entendam, para a partir disso, avançar em suas aprendizagens.
Comecei a perguntar assim: " Qual é o maior, o mais grande?"Assim, dava a oportunidade de estabelecer a relação de que maior referia-se ao "mais grande".
Quando o professor se dirige a um aluno, ele precisa tomar cuidado com o vocabulário que usa, pois às vezes, isso impede a compreensão por parte do educando.
Durante a aplicação do método, a palavra "quantidade" interferiu nas respostas do menino.
Nesta semana, as palavras maior e menor também interferiram no entendimento da atividade proposta. Os estudantes precisavam colar em ordem crescente as figuras que representavam roupas em um varal. No entanto, eu perguntava: "Qual é o maior?"ou "Qual é menor?" e as crianças pareciam não compreender. Quando passei a usar a expressão "mais pequeno, ou mais grande", os alunos compreenderam facilmente.
Às vezes, avaliamos um aluno com base em suas respostas e não percebemos isso. Precisamos conhecer e nos aproximar da realidade dos alunos, fazer com que nos entendam, para a partir disso, avançar em suas aprendizagens.
Comecei a perguntar assim: " Qual é o maior, o mais grande?"Assim, dava a oportunidade de estabelecer a relação de que maior referia-se ao "mais grande".
terça-feira, 21 de maio de 2019
Gestão Democrática na Escola
No Eixo V fiz uma postagem sobre a democratização do espaço escolar. Hoje, penso o quanto é importante para que as pessoas da comunidade escolar sintam-se acolhidas, respeitadas, ouvidas.
Na escola onde trabalho, a atual Direção tem como princípio básico a gestão democrática. Em todas as circunstância que precisa tomar uma decisão que envolva mais pessoas, ela solicita a opinião de todos, faz votação e todos podem dar sua opinião quando precisamos para definir ou avaliar algo.
Essa concepção de gestão nos torna participantes ativos e responsáveis por tornar o espaço escolar um lugar onde haja respeito, cooperação, autonomia e construção do conhecimento.
A construção do Projeto Político Pedagógico teve a participação de todos os professores. Foi uma "ginástica" conseguir reunir todos para momentos de verdadeira construção coletiva do documento que iria nortear o nosso trabalho, mas a Equipe Diretiva conseguiu e o documento foi todo construído coletivamente. Cada trio de pessoas ficou responsável de apresentar uma proposta sobre um tópico do PPP. Depois disso, discutia-se a proposta de cada trio, avaliava-se, acordava-se as mudanças e editava o documento na hora. Foi um trabalho muito sério e envolveu o comprometimento de todos. Isso, nos torna co-autores de uma projeto que é de todos.
DEMOCRATIZAÇÃO DO ESPAÇO ESCOLAR
Na interdisciplina Organização do Ensino Fundamental do PEAD 2 EixoV estudamos sobre a difícil caminhada rumo à gestão democrática nas escolas. A Constituição Federal de 88 e a LDB em 96, tornaram lei a gestão democrática nas escolas públicas e isso provocou muitas discussões, reflexões e mudanças dentro das escolas. iniciou-se um processo de democratização dentro do espaço escolar.
Muito há que se caminhar ainda, pois uma gestão democrática não se faz somente com documentos.
Quando falamos de gestão democrática estamos falando de diálogo com todos os envolvidos, estamos falando de coletividade na tomada de decisões sobre os recursos financeiros, pessoais, pedagógico, administrativo, estamos falando de justiça, de cooperação, de participação, de empoderamento de todos os segmentos, visando a qualidade do ensino, do espaço escolar, o respeito mútuo, a autonomia, a construção do conhecimento.
sábado, 13 de abril de 2019
Brincar com as letras na Educação Infantil. Por que não?
Fiz uma postagem no Eixo VII que tratava do currículo na Educação Infantil e relendo reforcei a minha ideia quanto a isso.
Estou trabalhando durante esse ano com uma turma de 1º ano e de acordo com a avaliação diagnóstica que fiz da turma, constatei que os alunos chegaram no 1º ano sem conhecer letras e nem sequer seus nomes, sendo que todos frequentaram a Pré-Escola na mesma escola. Isso trouxe para discussão dentro da escola o Currículo da Educação Infantil. É sabido que as crianças precisam brincar e interagir na Pré-escola, mas porque não brincar e interagir com as letras, com seus nomes, com as histórias. A escola está privando as crianças de aprender. Existe uma determinação da Secretaria de Educação que não se trabalhe letras, que não esteja exposto o alfabeto na parede, pois isso não compete à pré-escola. isso é uma "sacanagem" com as crianças de classes populares que não tem nenhum ou muito pouco contato com materiais escritos e vivências de leitura em casa. Eles começam o 1º ano em desvantagem em relação a outras crianças em que leitura e escrita em casa é frequente, pois vivenciam situações diversas de leitura e escrita e constroem muitos conceitos importantes. Não consigo aceitar que uma criança de 6 anos ainda não saiba o alfabeto e seu nome, pis muitas outras crianças aprendem isso com muita facilidade sem serem sacrificadas ou impedidas de brincar. Penso que é preciso reavaliar esse currículo da Educação Infantil com muita urgência, para que tenhamos no 1º ano um novo ponto de partida e a efetiva alfabetização dos alunos possa acontecer com mais facilidade, pois estamos em abril e eu estou inventando e reinventando atividades lúdicas e que sejam interessantes para que as crianças aprendam e reconheçam as letras do seu nome e de todo alfabeto. E se isso já viesse construído, poderiam estar mais adiante em seu processo de alfabetização.Construtivismo: Ação para aprender
Durante o Eixo VII, a Inderdisciplina do Seminário Integrador VII propôs uma atividade de avaliação onde tínhamos que analisar uma cena de sala de aula à luz da teoria estudada. Para isso foi pedido um resumo sobre alguns conceitos pré-estabelecidos. Lendo as postagens do Eixo VII, encontrei uma postagem sobre essa atividade e fiquei interessada em relembrar como tinha feito o tal resumo. Nessa leitura encontrei reflexões acerca do contrutivismo baseados em um texto de Lino Macedo. Esse texto traz a ideia do quanto é importante para a construção do conhecimento que o aluno possa agir, refletir, estabelecer relações. O vídeo que a interdisciplina de Cultura digital e mídias móveis disponibilizou trazem ideias que contribuiram para essa reflexão também, pois de nada adianta termos os recursos mais modernos em termos de exibição de imagens e vídeos se isso não provocar algo dentro da cabeça do nosso aluno. O que faz o indivíduo aprender é a capacidade dele pensar e de estabelecer relações na interação com o objeto de conhecimento em questão. É na ação que o indivíduo aprende, como diz Macedo. Na postagem anterior não tinha postado o resumo na íntegra e resolvi trazê-lo aqui, para facilitar futuras reflexões.
Segue o Resumo:
Segue o Resumo:
EDUAD 090 – SEMINÁRIO INTEGRADOR VII
Aluna Jaqueline Viegas Pereira
Leitura e produção de um resumo impresso ou manuscrito (até duas folhas frente
e verso) contendo citações e definições dos seguintes conceitos (além da
referência bibliográfica completa dos textos).
o Escola
democrática,
o Construtivismo na
ação pedagógica,
o Empirismo na ação
pedagógica,
o Maquinaria escolar.
RESUMO
CONSTRUTIVISMO E SUA
FUNÇÃO EDUCACIONAL
Lino Macedo
1.
O construtivismo
valoriza as ações, enquanto operações do sujeito que conhece.
Ao construtivismo interessam as
ações do sujeito que conhece. Estas, organizadas enquanto esquemas de
assimilação, possibilitam classificar, estabelecer relações, etc. sem o que
aquilo que, por exemplo, se fala ou se escreve para alguém não tem sentido para
ele. Ou seja, o que importa é a ação de ler ou interpretar o texto e não apenas
aquilo que, por ter-se tornado linguagem, pode por ele ser transmitido. Mas,
insisto não basta isso.
2. O construtivismo produz conhecimento em uma
perspectiva não formal ou, se se quiser, apenas formalizante.
A produção construtivista do
conhecimento é formalizante, mas não formalizada. Nela, forma e conteúdo, ainda
que não confundidos, são indissociáveis Daí, por exemplo, preferir-se na
aprendizagem da leitura e escrita da criança trabalhar a partir do nome dela ou
de textos que tenham sentido ou valor funcional em sua cultura. Tematizar é,
por isso, reconstruir em um nível superior aquilo que já realizamos em outro
nível. Tematizar é construir um novo conhecimento, para um velho e ignorado
saber, reduzido a sua boa ou má função instrumental.
3. No construtivismo o conhecimento é concebido como um
tornar-se antes de um ser - Contrastando
as duas posições de outro jeito: para o não construtivista a criança só saberá
escrever no final do ano, quando tiver repetido o processo de alfabetização (ou
dominado seus paradigmas); para o construtivista a criança já sabe escrever desde
o primeiro dia de aula, ainda que este seu saber conhecerá muitos
aperfeiçoamentos (no processo de sua necessária tematização), tal que se torne
mais legível e publicável para seu autor ou para um outro.
4. Ao construtivismo o conhecimento só tem sentido
enquanto uma teoria da ação (em sua perspectiva lógico-matemática) e não
enquanto uma teoria da representação.
5. O construtivismo é produto de uma ação espontânea ou
apenas desencadeada, mas nunca induzida.
O autor traça um parâmetro entre construtivismo e
não-construtivismo. Enquanto o construtivismo valoriza as ações enquanto
operações que o sujeito realiza, o não-construtivismo valoriza a reprodução de
um resultado esperado ou exigido. O construtivismo produz conhecimento a partir
do que é significativo, o não-construtivismo se preocupa com a transmissão,
descrição e explicação.
O professor construtivista se preocupa em fazer
provocações em para que o aluno na interação com o objeto e com o meio busque
as respostas e consequentemente, aprenda. Numa aula construtivista o barulho
produtivo se faz presente e é bem vindo, fruto da interação social e a ação dos
alunos. O erro tem papel importante para o professor construtivista. Pois a
partir das hipóteses dos alunos, equivocadas ou não, ele pode entender o processo
de aprendizagem em que o aluno se encontra.
O
sujeito aprende na ação com o objeto de conhecimento, na interação com o meio
físico, e aprende aquilo que é significativo para ele, além disso, esse objeto de conhecimento precisa estar
dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal, pois toda aprendizagem se dá
apoiada em estruturas anteriormente construídas, ou seja, existem conceitos
menos complexos que são pré-requisitos para a construção de conceitos mais
complexos. Para Piaget, aprender é criar
estruturas de assimilação, é coordenar ações formando esquemas, é a tomada de consciência por parte do
sujeito, possibilitando novas aprendizagens.
“Cada
novo patamar de desenvolvimento, conseguido devido ao processo de equilibração
ou de abstração reflexionante e das aprendizagens anteriores, abre um mundo de
possibilidades de aprendizagens que a
escola deveria preencher em vez de insistir em transmitir verbalmente,
conceitos inacessíveis à criança e ao adolescente e também, ao adulto.”
Categorias
|
Modelo Epistemológico
|
||
EMPIRISMO
|
APRIORISMO
|
CONSTRUTIVISMO
|
|
Aula
|
explicativa
expositiva
|
Laissez-faire
|
Prioriza a ação,
Leva em conta o processo do sujeito
O erro é ponto de partida
|
Disciplina
|
prioriza o silêncio, sem trocas
|
O aluno decide o que fazer e
como fazer.
|
Disciplina Intelectual
|
Conteúdo/
Conhecimento
|
Segue a sequencia
pré-estabelecida
|
Trazer à consciência daquilo
que já nasce com ele
|
É construído
Conhecimentos prévios são considerados
|
Professor
|
Centro da aula
Autoridade máxima
|
Auxiliar
Interfere o mínimo possível
|
Mediador
Intérprete de erros
|
Sujeito
|
Tábula-rasa
Passivo
Não Pensa
Não cria
Não age
|
Determina a ação
Centro de tudo
Aprende por si mesmo
Já traz os conhecimentos em sua herança genética
|
Age e se relaciona
é o centro do processo
Constrói conhecimento pela ação
|
Objeto
|
Imposto
Sem significado
|
Aparece ao natural
|
É alvo da ação do sujeito
Tem significado para o aluno.
|

Modelos Epistemológicos
da Aprendizagem: Empirismo, Apriorismo e Construtivismo.
No quadro acima é possível perceber o que caracteriza cada um dos modelos.
O empirismo é uma teoria que parte da ideia que o indivíduo chega
na escola como uma tábula rasa, que nada sabe e que
através de explicações ele passa a adquirir conhecimento. O Apriorismo
defende a ideia de que tudo é genético, o indivíduo já nasce com a aprendizagem
adormecida, com o dom para determinadas coisas, e tudo o que a escola precisa
fazer é oportunizar situações para que a aprendizagem desperte dentro dele. O
construtivismo trabalha com a ideia da ação sobre o objeto de conhecimento. O
professor atua como um provocador, um mediador das aprendizagens, mas que
através do contato com o meio social, e interagindo com o objeto, constrói
conhecimento. O sujeito é protagonista da sua aprendizagem.
O modelo epistemológico que sigo em meu trabalho de alfabetização
é o construtivismo. Todo o trabalho pedagógico se baseia no processo do aluno.
O erro é ponto de partida. O jogo está presente sempre. Os alunos interagem com
o objeto de conhecimento, confrontam hipóteses, conversam, discutem, ensinam
uns aos outros. Acredito que a escola não precisa ser chata, pode ser
interessante e divertida sem perder a seriedade.É muito triste ver salas de aula
com alunos enfileirados, ouvindo o professor, copiando, reproduzindo, em
silêncio, imóveis.
“Empirismo
é o nome desta explicação da gênese e do desenvolvimento do conhecimento. Sobre
a "tabula rasa", segundo a qual "não há nada no nosso intelecto
que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos", diz Popper (1991):
“Essa idéia não é simplesmente errada, mas grosseiramente errada..." (p.
160).”
“Uma proposta pedagógica relacional visa a sugar o mundo do
educando para dentro do mundo conceitual do educador.”
ESCOLAS
DEMOCRÁTICAS - As escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha
chamada de Pedagogia Libertária que se caracteriza por abordar a questão
pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade,
eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional
tradicional.
Segundo
Luckesi (1994) a pedagogia libertária espera que a escola exerça uma
transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e
autogestionário. A idéia básica é introduzir modificações institucionais, a
partir dos níveis subalternos que, em seguida, vão “contaminando” todo o
sistema. Uma escola democrática é uma escola que se baseia em princípios
democráticos, em especial na democracia participativa, dando direitos de
participação iguais para estudantes, professores e funcionários. Esses
ambientes de ensino colocam os alunos como os atores centrais do processo
educacional, ao engajar estudantes em cada aspecto das operações da escola,
incluindo aprendizagem, ensino e liderança. Os adultos participam do processo
educacional facilitando as atividades de acordo com os interesses dos
estudantes.
Outro
aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a
possibilidade de escolher o que querem fazer com seu tempo. Em muitas escolas,
não existe a obrigatoriedade de freqüentar as aulas. Os estudantes são livres
para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa
forma aprendem a ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na
velocidade e no aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está
praticando uma atividade que é do seu interesse. Os estudantes dessas escolas
são responsáveis por e têm o poder de dirigir seus estudos desde muito novos
As
salas de aula não são divididas por idade. As crianças dispõem-se em grupos
(pré- determinados pelos tutores no início do ano letivo) para realizar suas
respectivas atividades escolhidas, trabalhando em conjunto e interagindo com
diferentes idades e personalidades. Essas atividades necessitam de pesquisa em
livros e com os colegas para serem feitas. Em nenhum momento há a figura do
professor explicando ou anotando algo na lousa para ser copiado pelos alunos. O
professor é presente na sala de estudo para esclarecimentos de dúvidas (apenas
depois de questionar todos do grupo) e orientação, apenas quando for
consultado. Aos alunos portadores de deficiência mental (conforme o grau) não
há nenhum tipo de atenção especial. Os mesmos são dispostos nos grupos
pré-determinados para realizar suas atividades, organizadas com os respectivos
orientadores. Os professores dispostos nas salas de estudo também estão
disponíveis para auxiliar estes alunos da maneira que lhes for mais útil. Essa
perspectiva de aprendizado, no mesmo sentido dos outros alunos, estimula o
desenvolvimento próprio do aluno.
Na
escola democrática o professor deixa de ser autoridade ou transmissor do
conhecimento para tornar-se mediador das relações interpessoais e facilitador
do descobrimento.
Por
outro lado, a estrutura de gestão de uma escola democrática pressupõe a
reativação ou mesmo a constituição de mecanismos de participação, a exemplo dos
colegiados, que devem assumir funções não apenas de apoio à direção, mas de
consulta quanto à sua opinião e participando nas deliberações sobre assuntos
que remetam ao cotidiano escolar. Essa caracterização renovada dos colegiados
conduz a um olhar sobre eles enquanto órgãos efetivos de gestão colegiada,
abandonando os estereótipos de simples
Um
dos principais argumentos do fundador José Pacheco para justificar a
necessidade de mudança na abordagem pedagógica é que não passa de um grave
equívoco a idéia de que se poderá construir uma sociedade de indivíduos
personalizados, participantes e democráticos enquanto a escolaridade for
concebida como um mero adestramento cognitivo. No entanto para que haja a
mudança é necessário um grande reconhecimento das condições por todos os
envolvidos e um trabalho em equipe com o mesmo objetivo. Pacheco acredita que
qualquer escola pode aderir à democratização de seus alicerces, uma vez que
alunos, professores e funcionários em geral estiverem abertos e convencidos a
contribuírem para a democratização dos alicerces das instituições.
Modelos
Epistemológicos e Modelos Pedagógicos
Fernando Becker
traz em seu vídeo exibido pela Interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e
Currículo a importância de garantirmos o espaço do "Pensar" em nossas
salas de aula.
O inatismo
basea-se na ideia de que todos já trazem o conhecimento, que precisam apenas
trazer para a consciencia aquilo que já nascem sabendo. A ação do professor
nesse modelo epistemológico é inexistente.
Por muito tempo
e até hoje, vemos nas escolas uma pedagogia diretiva com bases epistemológicas
empiristas onde o aluno é mero receptor. O Professor dá a aula, dá a matéria e
o aluno tem a tarefa de reproduzir tudo o que o professor lhe passa. É a
conhecida educação bancária, onde tudo é depositado na ilusão de que o aluno
está aprendendo.
Na pedagogia
relacional com base epistemológica construtivista o aluno é desafiado, é
provocado a pensar e consequentemente na busca pelas respostas a construir
conhecimento.
“É a ação que dá significado às
coisas”, mas não a ação aprisionada: aprisionada pelo treinamento, pela
monotonia mortífera da repetição, pela predatória imposição autoritária. Mas
sim, a ação que num primeiro momento, realiza os desejos humanos, suas
necessidades e, num segundo momento, aprende simbolicamente o que realizou no
primeiro momento: não só assimilação, mas assimilação e acomodação; não só
reflexionamento, mas reflexionamento e reflexão, não só ação em primeiro grau,
mas ação de primeiro e e segundo graus- e de enésimo
grau, numa palavra, não só pratica, mas prática e teoria.”
O texto “A Maquinaria
escolar” de Júlia Varela e Fernando Alvarez-Uria, trata da infância e de seu conceito que nem
sempre foi o mesmo, pois as crianças eram vistas como mini adultos sem
restrições. Trata da escola como uma instituição de transformação da juventude,
fazendo das crianças, esperanças da igreja, súditos da autoridade real. As
crianças iam para escola para serem educadas, eram afastadas dos seus pais para
irem para colégios internos para não se desviarem do caminho traçado pela
igreja como o correto. Porém, contraditoriamente, eram castigadas e humilhadas
diante dos outros. O nível de pobreza de cada criança definia o tipo de
internato que frequentaria e o tratamento também era diferenciado. O fracasso
escolar era visto como incapacidade e o único responsável por isso era o aluno.
A escola vista como invenção da burguesia para civilizar os filhos dos
trabalhadores, fantasiada de “Direito de todos à educação” Transformando tábula
rasa em um bom trabalhador, honrado produtor. A escola assim como ela é e
sempre foi, está naturalizada e os poucos estudos a cerca da instituição
escolar são irrelevantes frente à história da Educação. A condição natural da
escola são alimentados por tratados pedagógicos que se perpetuam. Repensar a
escola é algo impensável e anti-natural. Os conteúdos se tornaram cada vez mais
inúteis, pois as vivências dos alunos de classes populares eram totalmente
diferentes da burguesia e seus
significados também.
“Limitar-nos-emos
pois simplesmente a esboçar as condições sociais de aparecimento de uma série
de instâncias no nosso entender fundamentais que, ao se amalgamar em princípios
deste século, permitiram o aparecimento da chamada escola nacional: 1. a
definição de um estatuto da infância. 2. a emergência de um espaço específico
destinado à educação das crianças. 3. o aparecimento de um corpo de especialistas
da infância dotados de tecnolo-gias específicas e de "elaborados"
códigos teóricos. 4. a destruição de outros modos de educação. 5. a
institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da
obrigatorie-dade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas
leis.”(p.02)
“Podem-se
ressaltar três influências, entre outras, que parecem ter sido decisivas na
constituição progressiva da infância: a ação educativa institucional exercida
em espaços tais como colégios, hospícios, hospitais, albergues, casas de
doutrina, seminários (não existem somente seminários para clérigos, mas também
seminários para nobres, além de seminários nos quais se instruem os jovens das
classes populares); a ação educativa da recém estreada família cristã; e, por
último, uma ação educativa difusa que, pelo menos do ponto de vista formal,
está especialmente vinculada às práticas de recristianização.”(P.05)
Referência: BECKER, Fernando. Modelos
pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto
Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em:
<https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
BECKER,
Fernando e MARQUES IWASKO, Tânia Beatriz. A Aprendizagem Humana: processo de
construção.
Referência: TOSTO, Rosanei. Escolas
Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil,
ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em:
<http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
Referência: MACEDO, Lino de. O Construtivismo
e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre,
p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em:
<https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
Referência: VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação,
São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em:
<https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
LUCKESI,
Cipriano Carlos. Filosofia da Educação – São Paulo: Ed. Cortez, 1994. Projeto
Político-Pedagógico da EMEF Amorim Lima. Disponível em: http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php
POPPER, Carl.
e ECCLES, John C. O eu e seu cérebro. Campinas: Papirus. Brasília: Editora da
UNB, 1991.
Vídeos
disponibilizados pela Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o
Enfoque da Psicologia II disponíveis em:
https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs,
acesso em 16/14/2018.
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