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domingo, 2 de julho de 2017

AVALIAÇÃO COMO PONTO DE PARTIDA

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Penso que a avaliação é o ponto de partida para qualquer atividade docente, pois para planejar eu preciso conhecer quem é meu aluno, que vivências possui, que conhecimentos trazem. Portanto, antes de se pensar atividades para uma turma, eu preciso conhecer, eu preciso ouvi-los eu preciso observa-los.
De acordo com Jussara Hoffmann, a avaliação permite que acompanhemos as conquistas de nossos alunos, percebamos suas dificuldades e suas possibilidades ao longo do processo de aprendizagem.
Ao avaliar meu aluno, posso perceber onde a minha ação pedagógica está sendo eficiente e onde está falhando, permitindo assim, novos direcionamentos.
Como diz Jussara Hoffmann," avaliar é cuidar para que o aluno aprenda."
Essa avaliação ela é diária, a cada instante, a cada nova atividade. E é também reflexiva, pois preciso pensar o que levou meu aluno a responder dessa ou daquela maneira e achar meios que possibilite sua aprendizagem, muitas vezes, inventando diante do impossível.

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sábado, 3 de junho de 2017

GESTÃO DEMOCRÁTICA



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Após a leitura do texto  Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática” disponibilizado pela interdisciplina Organização e Gestão da Educação, é possível compreender que o conceito de administração escolar e administração empresarial são antagônicos pois cada uma delas apresenta objetivos diferenciados. Enquanto a administração empresarial tem fins lucrativos,  a administração escolar tem fins humanos, ou seja,   os objetivos da escola não são os mesmos que os da empresa, com isso, a forma de administrar tem um caráter diferenciado, levando em conta as suas especificidades.
A partir de uma perspectiva de gestão democrática a administração escolar tem uma função de mediação, onde os recursos sejam eles humanos, financeiros, materiais ou informacionais sejam utilizados mediante decisão coletiva de todos os envolvidos, na busca de atingir determinados fins.
“A (re)constituição de uma nova forma de organização e gestão é fundamental para que a escola cumpra bem suas principais funções: a produção e disseminação do saber historicamente produzido,” (Oliveira, Moraes, Dourado, p.04)
A escola municipal de Esteio, onde atuo, funciona dentro de uma perspectiva de gestão democrática onde tudo é decidido coletivamente através do Conselho Escolar, reuniões pedagógicas e administrativas. Toda a ação, seja ela administrativa ou pedagógica,  tem como foco principal o aluno, pois entende-se que é a serviço dele que a escola deve funcionar com o objetivo de construir conhecimento e formar cidadãos críticos, autônomos e conscientes de seus direitos e deveres. Com isso, os conceitos estudados os quais se relacionam com minha prática pedagógica são muitos, mas destacaria:  gestão democrática, participação, democracia, participação, projeto político pedagógico, mediação, comunidade escolar.
Referência:
OLIVEIRA, J. F., MORAIS, K. N., DOURADO, L.F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática: Sistemas de Ensino, Órgãos Deliberativos e Executivos, Regime de Colaboração, Programas, Projetos e Ações. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acesso: 3 de jun. 2017.

domingo, 28 de maio de 2017

MAPA CONCEITUAL

 “Desde os níveis mais elementares de pensamento há implicações entre significações. Para o caso da construção de mapas conceituais, quando estamos escolhendo uma relação entre dois conceitos (expressa por uma frase de ligação) estamos realizando, em última análise, uma implicação significante."
(PIAGET & GARCIA, 1989)

O mapa conceitual é uma ferramenta usada para organizar e representar o conhecimento. É uma forma de sistematizar as redes de significados que construímos cognitivamente, sendo representadas graficamente através de setas, linhas e sinais semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras (proposições). O processo é dinâmico à medida que o conhecimento vai sendo construído o mapa  pode ser modificado.

O mapeamento conceitual é uma técnica muito flexível, em razão disso pode ser usado em diversas situações e para diferentes finalidades, como técnica didática, estratégia de estudo, recurso de aprendizagem ou meio de avaliação.


A Metodologia de Pesquisa através dos Projetos de Aprendizagem estudadas na Interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação do PEAD apresentou como meta a elaboração de Mapas Conceituais realizados pelos alunos baseados nas pesquisas realizadas com nossas turmas.
A princípio achei que não era possível elaborar uma mapa conceitual com alunos de 2º ano, devido ao nível cognitivo dos alunos, pois estão em processo de alfabetização.
Comecei a ler o material disponibilizado pela interdisciplina e algumas ideias começaram a surgir. Foi então que resolvi propor a elaboração do mapa conceitual sem me deter ao conceito de conceito, de verbo etc. Fomos para o Laboratório de informática , através de projeção fui elaborando o mapa na frente deles  com a participação de todos. Fui fazendo as perguntas aos alunos e de acordo com as respostas que eles davam, de acordo com a nossa pesquisa, fui construindo o mapa conceitual.
Depois de pronto, os alunos liam o mapa seguindo as setas, o que foi motivo de muito interesse, pois eles conheciam o que estava escrito. A linguagem gráfica facilitou a leitura.
Fiquei bem satisfeita com o resultado do trabalho, pois aquilo que parecia impossível, aconteceu. Encontro algumas limitações para o trabalho com pesquisa com alunos pequenos, pois eles não dominam a leitura e isso requer um leitor e um escriba para que de fato consigam pesquisar.
Tenho levado o notebook para a sala, conectado à TV vou coletivamente conduzindo a pesquisa. Nossa escola tem Wi-fi o que facilita muito esse trabalho.
Segue o nosso mapa conceitual.
REFERÊNCIAS:

PIAGET, J.; GARCÍA, R. Hacia uma lógica de significaciones. México, Gedisa, 1989.

sábado, 20 de maio de 2017

O NOVO BEBÊ JOHNSON


Lembro que discutíamos no eixo II quando cursamos a Interdisciplina Infância de 0 a 10 anos, o quanto a mídia lança padrões de beleza e comportamento. Que as empresas fabricantes de produtos para bebês sempre traziam imagens de bebês de cor branca, fofinhos, olhos claros, atendendo as características do que chamamos de infãncia-soft.
 Porém, durante a semana das mães desse ano me surpreendi com a propaganda da Jonhson que em tom emocional e delicado, mostrava partes de um bebê, olhos, pés, mãos e pele, destacando as descobertas que acontecem na vida da mãe quando um bebê nasce. Até revelar que se trata de uma criança com Síndrome de Down. A assinatura da campanha é: “Para nós e para todas as mães, todo bebê é um bebê Johnson´s”.
Isso me trouxe alguns questionamentos. Será que as empresas juntamente com as produtoras estão investindo na diversidade? Pois  a mídia  mais frequentemente tem abordado esses temas valorizando  a diversidade e o respeito pelo outro.
Fiquei realmente emocionada quando no final da propaganda trata-se de uma criança com síndrome de Down, por ser algo inédito por parte da Jonhson pois as pessoas apresentam muitos preconceitos em relação a eles e percebo que a mídia começa a influenciar a sociedade de forma diferente, respeitando a diversidade.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

ANÁLISE DAS POSTAGENS DO BLOG DE UMA COLEGA



Na interdisciplina do Seminário Integrador V do curso de Pedagogia à Distância da UFRGS - PEAD 2, temos como tarefa analisar as postagens feitas no blog de uma colega e vice-versa. Está um trabalho bem interessante pois ao analisarmos as postagens de outra pessoa, nos damos conta também da qualidade das nossas postagens.
 Para que seja considerada uma postagem qualificada é necessário que além de descrever alguma ação, que façamos uma reflexão acerca do que descrevemos. Pude perceber que a grande maioria das postagens de minha colega eram reflexivas e o quanto estamos crescendo ao longo do curso. Agora, estou esperando a análise que ela fez das minhas postagens para comparar com a minha autoavaliação que estarei fazendo do decorrer dessa semana.
Penso que quando alguém analisa e avalia o que escrevo, me dá elementos para qualificar cada vez mais o meu trabalho enquanto escritora.
Segundo Alarcão (1996), "Educar para autonomia implica fazer um ensino reflexivo que, por sua vez, se baseia numa postura reflexiva do próprio professor."

Referências:
ALARCÃO, I. Professor Reflexivo. Extraído de ALARCÃO,I. (org.) - Formação reflexiva de Professores - estratégias de supervisão. Editora Porto. Porto, Portugal, 1996.
DEWEY,J (1933) How we Tflink. Chicago, D.C Heath.

 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

PROFESSOR REFLEXIVO

Ao longo de todo o meu percurso como Educadora sempre mantive uma postura de professora reflexiva. Perguntando-me a cada final de aula o que deu certo, o que não deu. Como os alunos reagiram a cada provocação por mim feita, sobre os resultados obtidos e os motivos de sucesso e fracasso a cada proposta apresentada e o que fazer para melhorar minha ação.
Identifiquei-me muito com o texto de Isabel Alarcão apresentado pela interdisciplina do Seminário Integrador V, pois ela trata da importância  de um professor reflexivo.
Percebo que muitos colegas se negam a refletir sobre sua ação pedagógica tamanha a sua prepotência. Talvez também por medo de dar-se conta do quanto suas aulas estão sendo ineficientes. Ou por puro conforto. E como diz o texto:" Difícil sobretudo pela falta de vontade de mudar." Continuam assumindo um lugar de poder absoluto diante dos alunos, com um discurso onde os todos os problemas da não aprendizagem são os estudantes, as famílias, o sistema,  enfim, nunca se incluem como causa do fracasso dos discentes, e, muitas das vezes, eles são a maior causa de tudo. E pior, se ofendem quando são questionados pela equipe diretiva.
No ambiente em que trabalho percebo que ser reflexivo ou parcialmente reflexivo (pois a reflexão nunca é uma auto-reflexão) é algo que ainda tem muito a progredir.
Nessa minha caminhada, encontrei algumas colegas que juntamente comigo, conseguem ser humildes o suficiente para perceber que algo em nossa prática, nossa maneira de olhar os alunos, a forma que planejamos nossas aulas, precisa ser diferente.
Isabel Alarcão traz em sua fala a diferenciação que John Dewey(1933)  traz do pensamento reflexivo de rotina guiado por impulso, hábito, tradição ou submissão à autoridade daquela reflexão baseada na vontade, no pensamento, em atitudes de questionamento e curiosidade, na busca da verdade e da justiça. "Sendo processo simultaneamente lógico e psicológico, combina a racionalidade da lógica investigativa com a irracionalidade inerente à intuição e à paixão do sujeito pensante; une cognição e afectividade num ato específico, próprio do ser humano."

Referências:
ALARCÃO, I. Professor Reflexivo. Extraído de ALARCÃO,I. (org.) - Formação reflexiva de Professores - estratégias de supervisão. Editora Porto. Porto, Portugal, 1996.
DEWEY, J. (1933) How we Tflink. Chicago, D.C Heath.

terça-feira, 11 de abril de 2017

ENCANTAMENTO COM PROJETOS DE APRENDIZAGEM


Ao longo de muitos anos trabalhei com Projetos nas minhas turmas. Porém, eram Projetos de Ensino, onde eu, enquanto professora, elencava assuntos que eu julgava pertinentes às turmas partindo dos interesses e necessidades dos alunos.
Desde o ano passado, começamos a trabalhar com Projetos de Aprendizagem, pois na reformulação do Projeto Político Pedagógico da escola, optamos por trabalhar com a metodologia "Educar pela Pesquisa" e concomitantemente, começamos a estudar no PEAD sobre Projetos de Aprendizagem.
Posso dizer que foi e está sendo muito interessante perceber o quanto a escola perde oportunidades de ensinar significativamente quando não ouve os alunos, as suas perguntas, quando não dá ouvidos à sua curiosidade. E como diz Paulo Freire, "todo conhecimento parte de uma curiosidade."
Na escola onde trabalho, o movimento na biblioteca aumentou assim como no laboratório de informática. Alunos agrupados pesquisando, preparando trabalhos para apresentar, interessados e motivados a aprender.
Percebo que, assim como os alunos,  os professores estão aprendendo muito, pois tiveram que reinventar sua forma de ensinar. Saíram da zona de conforto e estão enfrentando o desafio de trabalhar com o desconhecido. Perderam o poder do saber e empoderaram os alunos. Realmente é um movimento magnífico!