Ao longo de todo o meu percurso como Educadora sempre mantive uma postura de professora reflexiva. Perguntando-me a cada final de aula o que deu certo, o que não deu. Como os alunos reagiram a cada provocação por mim feita, sobre os resultados obtidos e os motivos de sucesso e fracasso a cada proposta apresentada e o que fazer para melhorar minha ação.
Identifiquei-me muito com o texto de Isabel Alarcão apresentado pela interdisciplina do Seminário Integrador V, pois ela trata da importância de um professor reflexivo.
Percebo que muitos colegas se negam a refletir sobre sua ação pedagógica tamanha a sua prepotência. Talvez também por medo de dar-se conta do quanto suas aulas estão sendo ineficientes. Ou por puro conforto. E como diz o texto:" Difícil sobretudo pela falta de vontade de mudar." Continuam assumindo um lugar de poder absoluto diante dos alunos, com um discurso onde os todos os problemas da não aprendizagem são os estudantes, as famílias, o sistema, enfim, nunca se incluem como causa do fracasso dos discentes, e, muitas das vezes, eles são a maior causa de tudo. E pior, se ofendem quando são questionados pela equipe diretiva.
No ambiente em que trabalho percebo que ser reflexivo ou parcialmente reflexivo (pois a reflexão nunca é uma auto-reflexão) é algo que ainda tem muito a progredir.
Nessa minha caminhada, encontrei algumas colegas que juntamente comigo, conseguem ser humildes o suficiente para perceber que algo em nossa prática, nossa maneira de olhar os alunos, a forma que planejamos nossas aulas, precisa ser diferente.
Isabel Alarcão traz em sua fala a diferenciação que John Dewey(1933) traz do pensamento reflexivo de rotina guiado por impulso, hábito, tradição ou submissão à autoridade daquela reflexão baseada na vontade, no pensamento, em atitudes de questionamento e curiosidade, na busca da verdade e da justiça. "Sendo processo simultaneamente lógico e psicológico, combina a racionalidade da lógica investigativa com a irracionalidade inerente à intuição e à paixão do sujeito pensante; une cognição e afectividade num ato específico, próprio do ser humano."
Referências:
ALARCÃO, I. Professor Reflexivo. Extraído de ALARCÃO,I. (org.) - Formação reflexiva de Professores - estratégias de supervisão. Editora Porto. Porto, Portugal, 1996.
DEWEY, J. (1933) How we Tflink. Chicago, D.C Heath.

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