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segunda-feira, 20 de junho de 2016

As Fábulas e a Aprendizagem


As fábulas mostram pontos de vista do comportamento humano. Geralmente apresentam uma lição de moral que pode ser implícita ou não.
As fábulas, por serem textos curtos e de fácil memorização favorecem a reescrita . No texto “A Narrativa Fabulística- A fábula na sala de aula de Luis Camargo, disponibilizado pela Interdisciplina de Literatura  mostra que a reescrita é um procedimento fundamental, mas primeiro temos que fornecer muitos modelos de um mesmo gênero textual, para que o educando tenha várias referências. Se pedimos uma reescrita logo após o primeiro contato, geralmente a produção dos estudantes é muito semelhante ao original.
Geralmente, as fábulas apresentam animais como personagens.  Muitas atividades podem ser realizadas a partir de fábulas. As crianças adoram representar animais. É mais fácil expressar a raiva brincando de jacaré raivoso do que brincar de criança raivosa, e mais ainda, admitir que ela mesma tem sentimentos negativos. É importante oportunizar situações onde as crianças possam se expressar e elaborar seus conflitos internos.
Na minha sala de aula, eu não uso muito as fábulas para trabalhar literatura e reescrita. Mas com esse estudo na Interdisciplina de Literatura do curso de Pedagogia da UFRGS percebi o quanto podem ser ricas em termos de aprendizagem.

AVALIAÇÃO - ENSINO PELA PESQUISA - PPP


Na escola em que atuo estamos fazendo a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP). Os temas foram distribuídos entre duplas de professores que devem apresentar ao grupo alguma proposta referente ao tema para discussão, aprovação, adequação e inclusão no PPP.
O meu grupo recebeu o tema AVALIAÇÃO. Com isso, fui pesquisar o que já continha no PPP e possíveis mudanças necessárias acerca da avaliação. Como a metodologia aprovada pelo grupo foi Ensino pela Pesquisa, a proposta de avaliação precisa ser coerente com  ela.
Os anos iniciais e Ed. Infantil expressam o desempenho dos alunos através de Pareceres Descritivos e os anos finais, através de notas.
Passei a refletir sobre a melhor forma de sistematizar o desempenho dos estudantes que aprendem pela pesquisa. Através da nota, os estudantes não tem como saber quais os objetivos que não foram alcançados. Mas com isso, passei a me perguntar como aprovar ou não através de objetivos alcançados ou não? Qual o parâmetro?
 “Um processo verdadeiramente avaliativo é construtivo. Ao final de um período de acompanhamento e reorientação da aprendizagem , o educador pode testemunhar a qualidade do desenvolvimento de seu educando, registrando esse testemunho. A nota serve somente como forma de registro e um registro é necessário devido nossa memória viva ser muito frágil para guardar tantos dados, relativos a cada um dos estudantes. Não podemos e nem devemos confundir registro com processo avaliativo; uma coisa é acompanhar e reorientar a aprendizagem dos educandos outra coisa é registrar o nosso testemunho desse desempenho.”
Cipriano Carlos Luckesi, em uma entrevista concedida à Aprender a Fazer, publicada em IP – Impressão Pedagógica, publicação da Editora Gráfica Expoente, Curitiba, PR, nº 36, 2004, p.4-6.

Segundo Luckesi, avaliação e prova tem significados diferentes. A prova é um instrumento vinculado aos exames e não à avaliação. A avaliação é diagnóstica, serve para acompanhar reorientar a aprendizagem, ela é processo. E isso, não significa que não possa ser expressada através de uma nota que revele seu desempenho em um processo, mas que o estudante precisa ter claro o seu processo de aprendizagem e os objetivos a alcançar.
Na Interdisciplina Seminário Integrador III estamos trabalhando com Projetos de Aprendizagem, contribuindo muito com o meu entendimento acerca  de como Aprender pela Pesquisa, escolhida como a nova metodologia da escola. Onde o professor passa a ser mediador e o estudante protagonista de sua aprendizagem. Deixa de ser passivo, ouvinte para ativo e participativo.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ludicidade + Literatuta Infantil + Música = Aprendizagem Significativa






Com o estudo das interdisciplinas do terceiro eixo do CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA – MODALIDADE A DISTÂNCIA  DA UFRGS, pude  vivenciar e perceber a interdisciplinaridade na prática.
 Brincar com a música, com as palavras e com as rimas é trabalhar ao mesmo tempo com Música, com Literatura Infantil e a Ludicidade ( algumas das interdisiciplinas trabalhadas).  Todas elas estão interligadas, basta o professor fazer esse elo.  Depois de muito brincar com cantigas de roda no pátio com os estudantes, muitas atividades são possíveis. Pode-se propor a leitura da música, a análise de sua estrutura,  das rimas presentes, e das palavras presentes no texto.
Outros jogos e brincadeiras podem ser propostos a partir das músicas, tornando a alfabetização significativa pois partiu de uma vivência, que por ser lúdica, tem grande relevância para os educandos.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Literatura Infanto Juvenil - Uma análise crítica


As discussões e polêmicas  acerca das diferenças humanas estão, cada vez mais na pauta das mais variadas instituições e meios de comunicação. Dessa maneira, é importante estarmos atentos às obras de literatura oferecidas aos alunos, pois as mesmas podem estar reforçando estereótipos, preconceitos, discriminações, quase sempre de forma implícita. Como também pode ser  uma porta para a solução de conflitos internos vividos pelos alunos.
É preciso analisar criticamente as obras antes de ler ao aluno. Observar qual o efeito que as obras exercem sobre os alunos, pois é comum as crianças se identificarem com os personagens e elaborar conflitos internos.
 Na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem estudamos o texto “Nas Tramas da Literatura Infantil: Olhares sobre Personagens “Diferentes”  de Rosa Maria Hessel Silveira que mostra uma análise de obras literárias e as diferentes formas de cada uma abordar a diferença.
A escolha das obras a serem trabalhadas é subjetiva, pois os valores morais e éticos variam de educador para educador. E a forma como ele encara as “diferenças” pode ser determinante na escolha das obras literárias. Portanto, é necessário estarmos atentos para percebermos o quanto os nossos valores morais e religiosos podem estar influenciando nossas escolhas.



segunda-feira, 23 de maio de 2016

O surdo como diferente e não como deficiente




“Contrário ao modo como muitos definem a surdez - isto é, como impedimento auditivo – pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos.” (WRIGLEY, 1996, p.13)
Depois de cursar a interdisciplinar de Libras, mudei meu olhar  e meus conceitos sobre os surdos. Eles se definem como diferentes e não como deficientes. Dei-me conta do quanto eu também os definia como deficientes. Mas, ao contrário, eles apenas se comunicam de forma diferente. “Pela ausência da audição, possuem uma  experiência visual e é usuário da língua de sinais. A língua de sinais é um dos fatores que leva a construção da identidade, comunidade e cultura surda.[...] Assim, a audição não é considerada como falta para os surdos.
                Ao assistir o vídeo “O perigo de uma história única” com Chimamanda Adichie, (https://youtu.be/wQk17RPuhW8 ) passei a refletir do quanto criamos conceitos incompletos a respeito de vários assuntos, lugares, pessoas, etc. a partir de uma única história. É importante pensar o quanto os meios midiáticos entre outras fontes de informação, limitam nosso olhar e, a partir do que eles mostram, criamos uma ideia que consideramos correta,  completa e  única sem nos darmos conta de que as histórias podem ir muito além daquilo que conhecemos.
Foi bem significativo e esclarecedor o estudo que fizemos nesse semestre na interdisciplinar de Libras.