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domingo, 16 de dezembro de 2018

O Trabalho em Grupo

  Conforme COLLARES (2008), no cotidiano da escola as conversas, risos, contrariedades acontecem nas "brechas" das atividades escolares, no entanto, elas são muito importantes nas relações sociais da turma, pois definem vínculos e possibilitam muitas aprendizagens.
     A escola precisa transgredir o silêncio, supostamente necessário para aprender, e dar espaço para a conversa, para o movimento e o barulho produtivo.
     Em minha sala de aula os alunos estão, diariamente, organizados em grupo. A troca de ideias, a conversa, o movimento são  permitidos. No centro da sala, ficam materiais coletivos (lápis, cola, tesoura, etc.) onde quando necessário, os alunos pegam emprestados. Conheço professoras que exigem que cada aluno tenha seu material, e caso o aluno não tenha, ela organiza um kit e dá para cada um, para que não precisem levantar do lugar para pedir nada emprestado, o quanto mais imóveis e silenciosos, melhor.
                    Na aula sempre deixo os conflitos e contrariedades serem resolvidas no grupo, sempre incentivo os integrantes conversarem e se entenderem, com o mínimo de intervenção possível. Desse modo percebo que eles vão adquirindo autonomia para resolverem suas questões do grupo.
Alguns professores de Projetos Pedagógicos, que também trabalham com outras turmas, relatam o quanto é tranquilo o trabalho coletivo com eles, pois  são autônomos e se resolvem rapidinho, diferentes de outras turmas que não conseguem trabalhar em grupo devido a grande dificuldades que encontram de se entenderem, os conflitos são tão grandes que impedem a realização de algumas atividades.
Para trabalhar em grupo com os alunos é preciso entender que o barulho é inevitável, que os conflitos acontecem e precisam ser resolvidos, que a proposta de trabalho não pode ser cópia do quadro o tempo todo e que o movimento é bem vindo. Muitos professores não conseguem trabalhar sem silêncio e isso é um grande motivo para não propor trabalhos em grupo.

REFERÊNCIAS:
COLLARES, Darli.  O jogo no cotidiano da escola. Revista Projeto-Revista da Educação. Ano 8, nº 10, outubro de 2008.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Brincar é importante



Eu sempre garanti em meu planejamento semanal um momento onde as crianças pudessem brincar livremente. Fiz uma publicação no blog  no início do curso e agora, concluo que eu estava certa. Brincar realmente, é importante. 
Percebo o quanto eles aprendem a conviver com os colegas enquanto brincam, negociam brinquedos e brincadeiras, aprendem a ser tolerantes, exercitam a empatia, conseguem superar seu egoísmo, aprendem muito.
Durante a hora do brinquedo, muitas vezes, eles escolhem jogos pedagógicos, e isso me deixa muito feliz, pois os jogos propostos são realmente divertidos, se não não escolheriam num momento de jogo livre e com possibilidade de brincar com outros brinquedos.

No Moodle, a interdisciplina de Ludicidade e Educação disponibilizou um texto de Bruna Molozzi que esclarece alguns pontos importantes sobre a relevância do brincar.


"No âmbito moral, a atividade lúdica possibilita o exercício da autonomia. No jogo, a criança aprende a tomar decisões, fazer escolhas e refletir sobre a realidade, construindo relações cada vez mais independentes e seguras, reduzindo a dependência do adulto. "


Ao brincar em grupo com seus próprios brinquedos, as crianças também se desenvolvem socialmente. Ao emprestar ou pegar emprestado o brinquedo com o colega, a criança aprende a compartilhar e também se torna mais responsável, no momento em que deve zelar pelo brinquedo do colega.

"O desenvolvimento intelectual refere-se ao aprendizado da criança, que não está somente ligado à situações formais, maçantes e desinteressantes. O jogo está diretamente relacionado ao aprendizado, pois ele promove situações onde a criança desenvolve a curiosidade, a capacidade de expressar seu pensamento, elaborar ideias, perguntar e problematizar situações vivenciadas."
A atividade lúdica ainda pode promover o aprendizado de conteúdos formais, como por exemplo, nos conhecimentos lógico-matemáticos, em jogos que envolvam a classificação, contagem, quantidades, comparações. Também na área da motricidade, com brincadeiras que envolvam correr, saltar, esconder-se, acompanhar um ritmo. No âmbito da linguagem, através de “trava-linguas”, parlendas, cantigas de roda, entre outros.

"A atividade lúdica deve estar presente no cotidiano da criança, tanto no espaço familiar como na escola, pois através do jogo a criança pode ter um desenvolvimento mais saudável a completo, que envolve a socialização, o desenvolvimento moral e construção cognitiva."
Desenvolvimento do sujeito através do jogo

(Bruna Molozzi) 

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