A escola precisa transgredir o silêncio, supostamente necessário para aprender, e dar espaço para a conversa, para o movimento e o barulho produtivo.
Em minha sala de aula os alunos estão, diariamente, organizados em grupo. A troca de ideias, a conversa, o movimento são permitidos. No centro da sala, ficam materiais coletivos (lápis, cola, tesoura, etc.) onde quando necessário, os alunos pegam emprestados. Conheço professoras que exigem que cada aluno tenha seu material, e caso o aluno não tenha, ela organiza um kit e dá para cada um, para que não precisem levantar do lugar para pedir nada emprestado, o quanto mais imóveis e silenciosos, melhor.
Alguns professores de Projetos Pedagógicos, que também trabalham com outras turmas, relatam o quanto é tranquilo o trabalho coletivo com eles, pois são autônomos e se resolvem rapidinho, diferentes de outras turmas que não conseguem trabalhar em grupo devido a grande dificuldades que encontram de se entenderem, os conflitos são tão grandes que impedem a realização de algumas atividades.
Para trabalhar em grupo com os alunos é preciso entender que o barulho é inevitável, que os conflitos acontecem e precisam ser resolvidos, que a proposta de trabalho não pode ser cópia do quadro o tempo todo e que o movimento é bem vindo. Muitos professores não conseguem trabalhar sem silêncio e isso é um grande motivo para não propor trabalhos em grupo.
REFERÊNCIAS:
COLLARES,
Darli. O jogo no cotidiano da escola. Revista
Projeto-Revista da Educação. Ano 8, nº 10, outubro de 2008.

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