Mostrando postagens com marcador SI6; Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SI6; Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de novembro de 2017

APLICAÇÃO DO MÉTODO CLINICO



A interdisciplina de Desenvolvimento e  Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, solicitou que gravássemos um vídeo aplicando o método clínico, elaborado por Jean Piaget. 
Jean Piaget, trabalhou no Instituto Benet como auxiliar de pesquisa, aplicando provas de validação. Com isso, começou observar curiosidades sobre os erros apresentados: a) Respostas semelhantes em indivíduos com idades semelhantes; c) Justificativas semelhantes
Diante disso, começou a sentir a necessidade de outra metodologia para estudar e avaliar o raciocínio e não somente o erro; uma testagem capaz de verificar as estruturas do pensamento do sujeito. E elaborou o Método Clínico, mais flexível e melhor estruturado, inspirado na Psiquiatria, com o objetivo de seguir o pensamento do sujeito para conhecer sua forma de pensar
.
A experiência da aplicação do método clínico foi bem significativa para mim. Apliquei a prova de conservação de volume com meu filho de 9 anos, utilizando diferentes tipos de vidros e com líquido azul.
Uma das dificuldades que encontrei foi dominar os passos da prova, pois pensei que deveria ser tal qual mostra o vídeo do Ricardo postado no moodle, com todas aquelas transformações, optei por fazer um roteiro passos a passo e memorizá-lo.
Utilizei a pergunta "Tem a mesma quantidade?" na maioria das transformações,  por julgar que meu filho conhecia o conceito de quantidade. Porém, quando mudei a pergunta para "Tem o mesmo tanto de líquido?" a resposta dele mudou, pois para ele quantidade tinha a ver com a altura do líquido no vidro.  Observando o vídeo, penso que poderia utilizar menos e menores vidros, para facilitar as transformações. Acredito que consegui aplicar a prova sem induzir ou influenciar as respostas, o que é bem importante. Ele realizou quase todas as transformações, tornando a prova mais divertida e com maior participação por parte dele. Deixei bem claro para ele que não se tratava de certo ou errado, mas o importante era eu saber como ele pensava. Aprendi que a forma como formulamos a pergunta e o vocabulário que usamos são de fundamental importância para que a criança nos compreenda e possamos entender o seu pensamento. Estar ao lado da criança favorece a prova pois deixa a criança mais à vontade. Precisamos nos apropriar da teoria para que possamos agir com mais tranquilidade, fazendo as perguntas adequadas e para que esteja bem claro para nós o que queremos investigar. A pergunta "Quem tem mais?" não é adequada pois sugere à criança que algum lugar tem mais, sendo assim, o adequado é perguntar: "Tem o mesmo tanto?" ou "Ficou igual?" . É importante incentivar a criança a participar das transformações para que ela se sinta mais à vontade, mais participante e a prova se torna uma atividade mais lúdica.
É muito interessante entender como a criança pensa, entender sua lógica, para  sabermos para onde devemos direcionar o trabalho, com o intuito de contemplar seus esquemas de pensamento e propor provocações adequadas para que ela avance em seu processo de aprendizagem.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO



Jean Piaget dividiu o desenvolvimento cognitivo em quatro estádios. Cada estádio segundo ele, existe um “salto” qualitativo na compreensão e apreensão da realidade. 

Sensório-motor
Média até dois anos
Pré-operatório
Média dos 2 aos 7 anos

Operatório concreto
Média dos 7 aos 12 anos
Operatório formal
Média a partir dos 12 anos
Período marcado pela ação sobre a realidade, sem representação da mesma
Início da capacidade de representação da realidade
Capacidade para realizar operações a nível mental, porém, relativas ao mundo concreto
Pensamento probabilístico
Inteligência prática
Antropomorfismo
Capacidade para fazer classificações e seriações
Raciocínio sistemático, com controle de variáveis
Egocentrismo
Raciocínio transdutivo
Surge a noção de número
Capacidade para pensar em termos hipotéticos
Não conservação do objeto, ou seja, o objeto deixa de existir quando sai do campo visual
Pensamento irreversível
Surge a reversibilidade do pensamento
Pensamento proporcional
Anomia
Artificialismo
Surge a conservação das propriedades físicas do objeto, como quantidade, peso e volume
Capacidade de jogar jogos de regras

Pensamento mágico
Capacidade de jogar jogos de regras
Descentração do pensamento

Egocentrismo
Descentração do pensamento
Análise combinatória

Centração do pensamento
Autonomia moral


Autonomia moral



Pensamento intuitivo



Pensamento centrado na percepção



Animismo



Realismo



Realismo nominal



Heteronomia










segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ESCOLA COMO LABORATÓRIO E NÃO COMO AUDITÓRIO



Fernando Becker é Professor de Psicologia da Educação na UFRGS. É destaque na pesquisa na área da Educação no Brasil. Estuda duas grandes referências que contribuem para a Pedagogia que é Jean Piaget e Paulo Freire.
Becker defende a ideia de que a aula tem que ser mais laboratório e menos auditório. Onde os alunos possam experimentar, elaborar hipóteses, usar a intuição, fazer perguntas. Saindo da monotonia e inércia de reproduzir tudo o que o professor acha que ensina, tão comum nas escolas.  O professor precisa conhecer os processos de conhecimento e aprendizagem dos alunos para poder planejar para um aluno real, ao invés de planejar para um aluno irreal.

No vídeo Becker faz uma análise de alguns textos de Jean Piaget; Aprendizagem e Conhecimento (1959); Desenvolvimento e Aprendizagem (1972). Piaget situa a aprendizagem na equilibração, nas palavras de Becker, na frustração reflexionante. O desenvolvimento é um processo espontâneo ligado ao processo global da embriogênese. O desenvolvimento explica a aprendizagem e se relaciona com a totalidade das estruturas do conhecimento. O desenvolvimento possibilita a aprendizagem. Becker critica a escola que tenta ensinar aritmética às crianças que ainda não possuem a conservação do número construída. Ele coloca que a função da escola é aumentar a capacidade de aprender e não de acumular conteúdos. A escola precisa ser mais laboratório e menos auditório. Onde os alunos sejam instigados a pensar a construir conhecimento pela ação e interação e não a reproduzir conhecimentos que não fazem o menor sentido.

Referências: 

Vídeos disponibilizados pela Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II disponíveis em:

https://www.youtube.com/watch?v=mFbGcIopct4, acesso em 09/10/2017
https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs, acesso em 09/10/2017
 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

MODELOS EPISTEMOLÓGICOS

Na interdisciplina de Psicologia II do PEAD/2 da UFRGS estudamos sobre os modelos epistemológicos da Aprendizagem:  Empirismo, Apriorismo e Construtivismo. No quadro acima é possível perceber o que caracteriza cada um dos modelos.
O empirismo é uma teoria que parte da ideia que o indivíduo chega na escola como uma tábula rasa,  que nada sabe e que através de explicações  ele passa a adquirir conhecimento. O Apriorismo defende a ideia de que tudo é genético, o indivíduo já nasce com a aprendizagem adormecida, com o dom para determinadas coisas, e tudo o que a escola precisa fazer é oportunizar situações para que a aprendizagem desperte dentro dele. O construtivismo trabalha com a ideia da ação sobre o objeto de conhecimento. O professor atua como um provocador, um mediador das aprendizagens, mas que através do contato com o meio social, e interagindo com o objeto, constrói conhecimento. O sujeito é protagonista da sua aprendizagem.
O modelo epistemológico que sigo em meu trabalho de alfabetização é o construtivismo. Todo o trabalho pedagógico se baseia no processo do aluno. O erro é ponto de partida. O jogo está presente sempre. Os alunos interagem com o objeto de conhecimento, confrontam hipóteses, conversam, discutem, ensinam uns aos outros. Acredito que a escola não precisa ser chata, pode ser interessante e divertida sem perder a seriedade.É muito triste ver salas de aula com alunos enfileirados, ouvindo o professor, copiando, reproduzindo, em silêncio, imóveis.

domingo, 17 de setembro de 2017

APRENDIZAGEM



Na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II estamos estudando sobre o conceito de aprendizagem e como ela acontece. Ao ler o texto A Aprendizagem Humana: processo de construção, de  Fernando Becker e Tânia Marques reforcei a minha ideia de que a aprendizagem ocorre através da ação. Partindo de uma perspectiva da Epistemologia Genética da Psicanálise que considera a herança genética e do meio físico e social na gênese e no desenvolvimento do conhecimento e da afetividade humana.
Para que o indivíduo aprenda ele precisa desejar aprender, e o desejo pressupõe um sentido, uma necessidade, uma falta e envolve questões afetivas. Freud diz que se aprende por amor a alguém. O sujeito aprende na ação com o objeto de conhecimento, na interação com o meio físico, e aprende aquilo que é significativo para ele, além disso, esse objeto de conhecimento precisa estar dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal, pois toda aprendizagem se dá apoiada em estruturas anteriormente construídas, ou seja, existem conceitos menos complexos que são pré-requisitos para a construção de conceitos mais complexos. Para Piaget aprender é criar estruturas de assimilação, é coordenar ações formando esquemas, é a tomada de consciência por parte do sujeito, possibilitando novas aprendizagens. “Cada novo patamar de desenvolvimento, conseguido devido ao processo de equilibração ou de abstração reflexionante e das aprendizagens anteriores, abre um mundo de possibilidades de aprendizagens que a escola deveria preencher em vez de insistir em transmitir verbalmente, conceitos inacessíveis à criança e ao adolescente e também, ao adulto.” Infelizmente, a escola ainda continua numa concepção da Psicologia Gestáltica (aprendizagem por insight) ou da Psicologia do Comportamento (estímulo –resposta), desconsiderando os conhecimentos que os alunos já trazem consigo. Com aulas expositivas, explicativas onde a ação é limitada à reprodução do que o professor diz ou escreve.
REFERÊNCIAS
BECKER, Fernando e MARQUES IWASKO, Tânia Beatriz. A Aprendizagem Humana: processo de construção.