segunda-feira, 23 de maio de 2016

O surdo como diferente e não como deficiente




“Contrário ao modo como muitos definem a surdez - isto é, como impedimento auditivo – pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos.” (WRIGLEY, 1996, p.13)
Depois de cursar a interdisciplinar de Libras, mudei meu olhar  e meus conceitos sobre os surdos. Eles se definem como diferentes e não como deficientes. Dei-me conta do quanto eu também os definia como deficientes. Mas, ao contrário, eles apenas se comunicam de forma diferente. “Pela ausência da audição, possuem uma  experiência visual e é usuário da língua de sinais. A língua de sinais é um dos fatores que leva a construção da identidade, comunidade e cultura surda.[...] Assim, a audição não é considerada como falta para os surdos.
                Ao assistir o vídeo “O perigo de uma história única” com Chimamanda Adichie, (https://youtu.be/wQk17RPuhW8 ) passei a refletir do quanto criamos conceitos incompletos a respeito de vários assuntos, lugares, pessoas, etc. a partir de uma única história. É importante pensar o quanto os meios midiáticos entre outras fontes de informação, limitam nosso olhar e, a partir do que eles mostram, criamos uma ideia que consideramos correta,  completa e  única sem nos darmos conta de que as histórias podem ir muito além daquilo que conhecemos.
Foi bem significativo e esclarecedor o estudo que fizemos nesse semestre na interdisciplinar de Libras.

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