segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A CEGUEIRA DO CONHECIMENTO: O ERRO E A ILUSÃO - Edgar Morin


Todo o conhecimento um dia foi fruto de uma construção e reconstrução do pensamento, de uma descoberta, de um ponto de vista, por meio de uma linguagem, de uma interpretação e por isso, sujeito ao erro. O autor coloca que nenhum conhecimento está acabado, tudo pode ser contestado e questionado, não há conhecimento que em algum grau não esteja ameaçado pelo erro e pela ilusão.
A educação do “futuro” precisa abrir espaço para novas perguntas, para questionar o que está posto, e para isso não podemos, na qualidade de educadores, ensinar verdades absolutas, fechadas, como se fôssemos os detentores do saber, ao contrário abrir espaço para questionamento acerca do conhecimento. Assim como questionar o nosso saber, até que ponto nossas verdades ainda são válidas. Isso provoca insegurança, medo, mas ao mesmo tempo é desafiador pois nos leva a descobrir novas maneiras, a nos colocar como aprendente o tempo todo, nos leva a assumir um lugar de pesquisador e estar aberto à novas questões e consequentemente à novas aprendizagens.
Achei muito interessante o que o autor traz sobre a afetividade, por que ela é importante para a aprendizagem, mas ao mesmo tempo ela pode nos levar ao erro na interpretação do conhecimento.

Referência:
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 5 

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