segunda-feira, 14 de novembro de 2016

CAMPO MULTIPLICATIVO



                Muitos professores acreditam que o ensino da  divisão e multiplicação devem ser posteriores ao de adição e subtração.
            “Pela teoria  dos campos conceituais, a compreensão dos  conceitos referentes a essas operações (divisão e multiplicação)  deve  começar a ser construída desde as primeiras séries, apesar  de muitas escolas ainda inserirem esse conteúdo somente  no currículo de turmas mais avançadas.” (extraído do site http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica2)
                Podemos trabalhar o campo multiplicativo sem trabalhar o algoritmo propriamente dito. Muitas atividades podemos propor para que a criança compreenda conceitos importantes.
                A interdisciplina de Representação do Mundo pela Matemática da Pedagogia à distância da UFRGS disponibilizou um site com muitos jogos virtuais que podem ser adaptados de acordo com a faixa etária de cada turma. http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica2/

                Segue abaixo uma adaptação que fiz de um jogo disponibilizado para trabalhar o quadro de dupla entrada.

PALAVRAS SECRETAS

4
CA
TA
VA
3
CO
GA
TE
2
MA
LA
LO
1
BO
SI
PO
0
NO
LU
TU

0
1
2
USANDO O CÓDIGO DESCUBRA AS PALAVRAS:
(1,0) (4,1) _________________________
(4,0)  (1,2) _________________________
(4,1) (0,2) __________________________
(1,0)  (2,1) __________________________
(3,0) (2,1) ­__________________________
(2,1) (4,1) __________________________
(1,2) (3,2) __________________________
(2,0) (2,1) __________________________
(0,1) (4,2) __________________________
(1,1) (0,0) __________________________
(3,1) (3,2) __________________________
AGORA USANDO AS SÍLABAS CRIE CÓDIGOS PARA SEU COLEGA DESCOBRIR

           

PROJETO DE APRENDIZAGEM



           
Na interdisciplina do Seminário Integrador IV do curso de Pedagogia à distância da UFRGS, nós estamos aprendendo sobre Projetos de Aprendizagem. Eu sugeri um tema e pesquisamos sobre ele. Claro que o foco do trabalho ficou  na elaboração do projeto, suas etapas, inclusive alguns projetos ainda estão em andamento.
            Eu e minha colega Iasmim optamos por pesquisar sobre as picadas dos mosquitos. Foi um trabalho bem interessante pois, além de descobrirmos coisas interessantes acerca dos mosquitos, pudemos “colocar a mão na massa” na construção do projeto. Construir o mapa conceitual baseado nas dúvidas e certezas provisórias foi uma tarefa que nos fez refletir muito sobre o que queríamos estudar.
            Trabalhar no pbwork sempre foi um desafio para mim, mas  como minha colega dominava as ferramentas e recursos do programa, aprendi muito com ela em relação a isso também. Isso comprova que quando trabalhamos coletivamente, temos inúmeras possibilidades de aprendizagem.
            Na escola onde trabalho estamos iniciando com a metodologia Educar pela Pesquisa, portanto, muito contribuiu para eu compreender como trabalhar com pesquisa em sala de aula e elaborar projetos de aprendizagem.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

VISITA A MUSEUS – Estabelecendo relações com o passado



As atividades culturais possibilitam aos alunos várias aprendizagens. Essa prática social  coletiva fortalece os laços de afeto e permite aos estudantes um deslocamento , uma inserção no mundo letrado , vivem experiências inéditas, permitindo um empoderamento que o conhecer oferece.
A visita a museus permite o contato com o passado, com aquilo que fez parte da nossa história. possibilitando que os estudantes construam conhecimentos relacionados às noções de tempo e espaço.
Maria Fernanda van Erven* e Sonia Regina Miranda** em seu artigo que trata da  pesquisa sobre as aprendizagens que se processam em museus colocam que “diferentes são os significados que os estudantes fazem diante de uma obra ou de um objeto de museu. A contemplação do belo e o grau de sensibilidade e diferente para cada indivíduo que faz relações com as suas experiências de vida. [...]O museu apresenta-se claramente, como um espaço de aprendizagem.”

*Graduada em História, Mestre em Educação, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
mariavanerven@gmail.com
**Doutora em Educação, Professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).  sonia.miranda@ufjf.edu.br



      
   

                  








segunda-feira, 31 de outubro de 2016

JOGO TOTAL 10

Os alunos quando jogam interagem com o objeto de conhecimento, dialogam, lidam com vitórias e frustrações, resolvem conflitos, precisam entender e respeitar as regras, aprendem muito e de forma lúdica. O jogo está sempre presente nas minhas aulas. O jogo total 10, trabalha com o campo aditivo.

TOTAL 10
Turma: 2º Ano
Faixa Etária: 7-8 anos
Material: 2 baralhos com cartas numéricas de 0 a 10
Participantes:  2 a 5
Modo de Jogar:
Objetivo: Conseguir o maior número de cartas somando os valores das cartas e obtendo um total 10.
O baralho fica no centro da mesa com as cartas viradas para baixo. O primeiro a jogar vira uma carta do monte. O segundo, vira outra carta e assim sucessivamente. Sempre após virar a carta o jogador tem a possibilidade de formar o total 10 com as cartas viradas e levar as cartas para si, se não conseguir, vira a carta e passa a vez. Ao terminar as cartas do monte, cada um conta as cartas conquistadas. Quem tiver mais cartas será o vencedor.
Os alunos podem registrar as diferentes frases matemáticas a partir do jogo.
RELATÓRIO DA ATIVIDADE
           Expliquei o jogo. Os alunos aceitaram e entenderam muito bem a proposta do jogo. Os baralhos foram distribuídos e o jogo começou. Percebi que alguns alunos tinham mais facilidade de formar o total 10 somente com duas cartas , enquanto que outros já se utilizavam de várias cartas para conseguir formar o total 10. Alguns alunos, precisaram do meu auxílio, onde fui  pegando duas cartas e questionando se o total dava 10, depois de outras duas, até ter somado todas, caso o aluno percebesse que duas cartas somadas totalizavam 10, levava para si. Ao terminar o jogo, os alunos queriam jogar novamente. Depois de 3 partidas, passamos aos registros do jogo, escrevendo as frases matemáticas nos seus devidos cadernos. Alguns alunos rapidamente fizeram seus registros, outros, precisaram de ajuda para conseguir formar 10 com as cartas conquistadas.
                Como é possível somar 10 com os dedos, não foi preciso outro material concreto, pois os alunos utilizavam os dedos das mãos. Sempre que ultrapassava os 10 dedos, sabiam que não era possível levar as cartas, pois passava  de 10.
                   

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Educar pela Pesquisa

https://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw

Esse vídeo foi muito esclarecedor no que diz respeito à metodologia Educar pela Pesquisa. Pedro Demo traz de forma muito clara o quanto a pesquisa favorece o aprendizado.
Na escola onde atuo estamos começando com essa metodologia e esse vídeo nos ajudou muito a romper com antigas ideias sobre o papel da escola.
Nós professores, precisamos abrir espaço para ouvir os alunos, quais são suas perguntas? Que conhecimentos trazem? A escola, como diz Pedro Demo, responde tudo sem ao menos os alunos terem perguntado nada. O aluno que pesquisa aprende, os outros ouvem a aula.
Na nossa escola, os alunos dos anos finais pesquisaram sobre diferentes temas e apresentaram em um seminário para colegas e professores, foi um momento muito rico em aprendizagem e superação tanto para alunos quanto para professores.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

APRENDENDO E ENSINANDO SOBRE O PASSADO



“Como podemos ajudar as crianças a se relacionarem com o passado por meios que reflitam uma genuína investigação histórica? [...] O processo de investigação histórica envolve a compreensão de conceitos de tempo: a mensuração do tempo, semelhanças  e diferenças de períodos. Isso significa encontrar o passado a partir de fontes, os traços do passado que permanecem, sejam escritos, visuais, orais.” (COOPER)
                É interessante ouvir o que as crianças dizem quando analisam fotos de diferentes épocas e perceber as diferentes noção de tempo e espaço  que já trazem.
                Diálogo que tive com minhas alunas durante uma atividade com fotos onde tinham que organizar cronologicamente e justificar .
                Aluna A: _ Profe, essa foto é muito antiga.
                Professora: _ Por que tu achas?
                Aluna A: _ Porque ela é sem cor, foto sem cor é antiga.
                Aluna B: _ Mas essa aqui é muito mais antiga por que ela também é sem cor só que  tem a borda tortinha, isso é coisa de foto muito  muito antiga, minha vó que me disse, ela tem um álbum cheio dessas fotos
Isso é só um exemplo, para ilustrar  que as crianças têm noções de tempo baseadas em vivências com outras pessoas, naquilo que ouvem na televisão ou internet. A escola precisa mediar esses saberes para que o aluno consiga compreender a realidade e o contexto socio-
histórico de cada situação.
Com os alunos pequenos percebo que o trabalho com imagens se torna muito interessantes e facilitador  para eles. Trabalhar o passado  ilustrando-o facilita a compreensão das crianças acerca do tema em questão.  Mas sempre começo pela história deles: a história do nome,  onde nasceram, quem são  seus pais, avós, sua família, o que está escrito na sua certidão de nascimento,  como eram quando eram bebês, etc.