domingo, 2 de junho de 2019

Avaliar para Planejar.

No eixo 6, fiz uma  postagem que falava de avaliação como ponto de partida. Durante esse ano, com base nas avaliações diagnósticas elaborei alguns instrumentos de registros que me auxiliaram a planejar novas estratégias de ensino.
Elaborei uma planilha onde ficava impresso, quais letras os alunos já conheciam, quais precisavam do auxílio do alfabeto e quais não sabiam nem com auxílio do alfabeto. Com essa planilha, pude observar quais as letras que a turma menos conhecia e enfatizar o trabalho com ela. Por exemplo, verifiquei que a vogal E era pouco conhecida por muitos alunos. Durante uma atividade m que eles tinham que tirar da sacola uma vogal, para identificá-la, coloquei varias letras E, pois assim muitos deles tirariam a letra E. Fiz várias outras atividades dando ênfase a letra E e hoje, quase todos já reconhecem a letra E.

Todos Podem Aprender

No Eixo 6 fiz uma postagem sobre a inclusão e nesse ano estou com uma aluna de inclusão evoltei a refletir sobre esse tema.
A H. é uma menina adorável que tem 6 anos e está no 1º ano. Ela tem problemas neurológicos que o impedem  de avançar em sua aprendizagem. Além disso, parece estar regredindo cognitivamnte. Sabia escrever seu nome, agora mesmo com auxílio do crachás não consegue escrevê-lo corretamente.
A monitora de inclusão que o acompanha comete alguns equívocos que exigem uma intervenção minha. Por exemplo, como ela apresenta dificuldades para escrever devido a sua coordenação motora, a monitora escreveu prara ela o nome dela. Pergunto: Como a menina vai aprender a escrever o  nome se ela não escrever. os ditos especiais são vistos como incapazes até por aqueles que mais deveriam acreditar neles.
É preciso compreender que todas as crianças podem aprender, cada uma a seu modo, mas nós enquanto educadores, precisamos apostar sempre, acreditar, incentivar.
"Os olhos do professor são o espelho do alunos, disse Madalena Freire em uma palestra, se ele olhar pra nós e nos nossos olhos não estiver refletindo algo que lhe dê confiança e coragem de enfrentar os desafios, ele não irá adiante.
Precisamos além de acreditar, buscar meios para que todos possam aprender, considerando suas limitações e esquemas de pensamento.

sábado, 1 de junho de 2019

CERTEZAS PROVISÓRIAS E DÚVIDAS TEMPORÁRIAS

Fiz uma postagem sobre o texto "A Cegueira do Conhecimento" de Edgar Morim onde ele fala que todo conhecimento é inacabado. Que a escola precisa abrir espaço para novas perguntas. Inclusive que o professor precisa questionar suas verdades. Com isso, pensando no meu Trabalho de Conclusão de Curso, onde decidi verificar a eficiência de um novo método de alfabetização e dedicar minha pesquisa a isso, pude perceber o quanto é importante pesquisarmos, abrir espaços para as perguntas, nem que seja para reafirmar nossas certezas. Foi o que aconteceu comigo durante o Estagio e escrita do TCC. Com meu trabalho, pude reafirmar a minha certeza de que o método fônico não é adequado para  as crianças de classes populares, pois chegam, na sua grande maioria, em níveis Pré-Silábicos na escola e não tem estrutura cognitiva para compreender as sílabas. Elas não fazem relação da voz com a escrita.

Referência:
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 5

O Vocabulário do Professor faz a diferença na Aprendizagem

Fiz uma postagem em 2017, sobre a aplicação do método clínico, e durante essa semana, diante de uma situação de sala de aula, relembrei do que tinha observado durante a aplicação.
Quando o professor se dirige a um aluno, ele precisa tomar cuidado com o vocabulário que usa, pois às vezes, isso impede a compreensão por parte do educando.
Durante a aplicação do método, a palavra "quantidade" interferiu nas respostas do menino.
Nesta semana, as palavras maior e menor também interferiram no entendimento da atividade proposta. Os estudantes precisavam colar em ordem crescente as figuras que representavam roupas em um varal. No entanto, eu perguntava: "Qual é o maior?"ou "Qual é menor?" e as crianças pareciam não compreender. Quando passei a usar a expressão  "mais pequeno, ou mais grande", os alunos compreenderam facilmente.
Às vezes, avaliamos um aluno com base em suas respostas e não percebemos isso. Precisamos conhecer e nos aproximar da realidade dos alunos, fazer com que nos entendam, para a partir disso, avançar em suas aprendizagens.
Comecei a perguntar assim: " Qual é o maior, o mais grande?"Assim, dava a oportunidade de estabelecer a relação de que maior referia-se ao "mais grande".