domingo, 25 de junho de 2017

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Desde a alteração da LDB em 2013 onde a Educação Infantil passa a integrar a Base Nacional Comum Curricular, muitas discussões estão sendo realizadas sobre o que se deve trabalhar na Educação Infantil, com a intenção de  romper com o assistencialismo e que ao mesmo tempo se distancie da escolarização.
As crianças de 0 a 5 anos (Ed. Infantil), possuem especificidades diferentes das crianças de 6 a 13 anos (Ens. Fundamental), portanto o currículo para eles não pode ter como modelo os anos iniciais do Ensino Fundamental. Existem instituições que trabalham por área de conhecimento (Lingua Portuguesa, matemática e Ciências naturais), reproduzindo práticas consideradas escolarizantes. Assim como existem instituições que se baseiam em Datas Comemorativas, propondo atividades que não se relacionam em nada com a realidade da criança e ainda outras que pensam que Educação infantil é só brincar, seguindo uma prática espontaneista.
A criança de Educação Infantil tem muito a aprender, elas precisam sim de cuidados, precisam ser assistidas, mas elas pensam e constroem conhecimento de acordo com seu estagio de desenvolvimento. portanto, vem se pensando um currículo que seja específico para Educação Infantil, que dê conta de suas especificidades e que possibilite a construção do conhecimento, priorizando o lúdico, mas com objetivos, com avaliação, com planejamento.

domingo, 11 de junho de 2017

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

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Ao assistir os vídeos do canal "Nós da Educação"onde mostra as entrevistas coma Dra em Educação Ilma Passos Alencastro Veiga, disponibilizados pela interdisciplina Organização do Ensino Fundamental, pude perceber o quanto é importante que  o Projeto Político Pedagógico das escolas sejam construídos coletivamente, para que seja verdadeiramente político. Quando os integrantes da escola participam da construção do PPP, eles estabelecem uma relação de pertença com essa escola e com esse projeto, porque ele vê as suas ideias, suas argumentações, e o fruto de discussões e decisões coletivas no documento.
O PPP de uma escola tem que nascer do chão da escola, tem que ter a cara da escola. Ele precisa trazer os problemas que a comunidade  apresenta, aonde se quer chegar, por qual caminho deve-se seguir e de que maneira.  Dra. Ilma destaca quatro pontos que são favorecidos pelo PPP:
a) a identificação da escola: quais são as características da escola e da comunidade onde está inserida, b) a inovação: Pois a escola como um espaço verdadeiramente democrático é desconhecido por muitos.
c) a avaliação: Pois além das avaliações externas, a escola precisa se autoavaliar para saber se está cumprindo com seu papel.
d) a politização: Porque dá voz a todos os integrantes da comunidade escolar, são os interesses da maioria que prevalecem, partindo de discussões e decisões coletivas.

Partes importantes do PPP da escola, segundo Dr.a Ilma Veiga:
-  Finalidade
- Currículo
- Gestão Administrativa e Pedagógica
- Tempo
- Relações de Trabalho solidárias e Participativas
- Avaliação
- Formação Continuada de Professores

sábado, 3 de junho de 2017

GESTÃO DEMOCRÁTICA



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Após a leitura do texto  Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática” disponibilizado pela interdisciplina Organização e Gestão da Educação, é possível compreender que o conceito de administração escolar e administração empresarial são antagônicos pois cada uma delas apresenta objetivos diferenciados. Enquanto a administração empresarial tem fins lucrativos,  a administração escolar tem fins humanos, ou seja,   os objetivos da escola não são os mesmos que os da empresa, com isso, a forma de administrar tem um caráter diferenciado, levando em conta as suas especificidades.
A partir de uma perspectiva de gestão democrática a administração escolar tem uma função de mediação, onde os recursos sejam eles humanos, financeiros, materiais ou informacionais sejam utilizados mediante decisão coletiva de todos os envolvidos, na busca de atingir determinados fins.
“A (re)constituição de uma nova forma de organização e gestão é fundamental para que a escola cumpra bem suas principais funções: a produção e disseminação do saber historicamente produzido,” (Oliveira, Moraes, Dourado, p.04)
A escola municipal de Esteio, onde atuo, funciona dentro de uma perspectiva de gestão democrática onde tudo é decidido coletivamente através do Conselho Escolar, reuniões pedagógicas e administrativas. Toda a ação, seja ela administrativa ou pedagógica,  tem como foco principal o aluno, pois entende-se que é a serviço dele que a escola deve funcionar com o objetivo de construir conhecimento e formar cidadãos críticos, autônomos e conscientes de seus direitos e deveres. Com isso, os conceitos estudados os quais se relacionam com minha prática pedagógica são muitos, mas destacaria:  gestão democrática, participação, democracia, participação, projeto político pedagógico, mediação, comunidade escolar.
Referência:
OLIVEIRA, J. F., MORAIS, K. N., DOURADO, L.F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática: Sistemas de Ensino, Órgãos Deliberativos e Executivos, Regime de Colaboração, Programas, Projetos e Ações. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acesso: 3 de jun. 2017.

domingo, 28 de maio de 2017

MAPA CONCEITUAL

 “Desde os níveis mais elementares de pensamento há implicações entre significações. Para o caso da construção de mapas conceituais, quando estamos escolhendo uma relação entre dois conceitos (expressa por uma frase de ligação) estamos realizando, em última análise, uma implicação significante."
(PIAGET & GARCIA, 1989)

O mapa conceitual é uma ferramenta usada para organizar e representar o conhecimento. É uma forma de sistematizar as redes de significados que construímos cognitivamente, sendo representadas graficamente através de setas, linhas e sinais semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras (proposições). O processo é dinâmico à medida que o conhecimento vai sendo construído o mapa  pode ser modificado.

O mapeamento conceitual é uma técnica muito flexível, em razão disso pode ser usado em diversas situações e para diferentes finalidades, como técnica didática, estratégia de estudo, recurso de aprendizagem ou meio de avaliação.


A Metodologia de Pesquisa através dos Projetos de Aprendizagem estudadas na Interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação do PEAD apresentou como meta a elaboração de Mapas Conceituais realizados pelos alunos baseados nas pesquisas realizadas com nossas turmas.
A princípio achei que não era possível elaborar uma mapa conceitual com alunos de 2º ano, devido ao nível cognitivo dos alunos, pois estão em processo de alfabetização.
Comecei a ler o material disponibilizado pela interdisciplina e algumas ideias começaram a surgir. Foi então que resolvi propor a elaboração do mapa conceitual sem me deter ao conceito de conceito, de verbo etc. Fomos para o Laboratório de informática , através de projeção fui elaborando o mapa na frente deles  com a participação de todos. Fui fazendo as perguntas aos alunos e de acordo com as respostas que eles davam, de acordo com a nossa pesquisa, fui construindo o mapa conceitual.
Depois de pronto, os alunos liam o mapa seguindo as setas, o que foi motivo de muito interesse, pois eles conheciam o que estava escrito. A linguagem gráfica facilitou a leitura.
Fiquei bem satisfeita com o resultado do trabalho, pois aquilo que parecia impossível, aconteceu. Encontro algumas limitações para o trabalho com pesquisa com alunos pequenos, pois eles não dominam a leitura e isso requer um leitor e um escriba para que de fato consigam pesquisar.
Tenho levado o notebook para a sala, conectado à TV vou coletivamente conduzindo a pesquisa. Nossa escola tem Wi-fi o que facilita muito esse trabalho.
Segue o nosso mapa conceitual.
REFERÊNCIAS:

PIAGET, J.; GARCÍA, R. Hacia uma lógica de significaciones. México, Gedisa, 1989.

sábado, 20 de maio de 2017

O NOVO BEBÊ JOHNSON


Lembro que discutíamos no eixo II quando cursamos a Interdisciplina Infância de 0 a 10 anos, o quanto a mídia lança padrões de beleza e comportamento. Que as empresas fabricantes de produtos para bebês sempre traziam imagens de bebês de cor branca, fofinhos, olhos claros, atendendo as características do que chamamos de infãncia-soft.
 Porém, durante a semana das mães desse ano me surpreendi com a propaganda da Jonhson que em tom emocional e delicado, mostrava partes de um bebê, olhos, pés, mãos e pele, destacando as descobertas que acontecem na vida da mãe quando um bebê nasce. Até revelar que se trata de uma criança com Síndrome de Down. A assinatura da campanha é: “Para nós e para todas as mães, todo bebê é um bebê Johnson´s”.
Isso me trouxe alguns questionamentos. Será que as empresas juntamente com as produtoras estão investindo na diversidade? Pois  a mídia  mais frequentemente tem abordado esses temas valorizando  a diversidade e o respeito pelo outro.
Fiquei realmente emocionada quando no final da propaganda trata-se de uma criança com síndrome de Down, por ser algo inédito por parte da Jonhson pois as pessoas apresentam muitos preconceitos em relação a eles e percebo que a mídia começa a influenciar a sociedade de forma diferente, respeitando a diversidade.



terça-feira, 16 de maio de 2017

20 ANOS DE LDBEN COM JAMIL CURY

 
 Ao assistir ao vídeo da palestra de Jamil Cury da aula inaugural da Faculdade de Educação da UFRGS 2017/1, que teve como tema central os 20 anos da LDBEN, pude perceber um pouco da história dessa lei que regulamenta a Educação no Brasil. Jamil Cury trouxe com muita clareza muitos fatos importantes que compõem parte da trajetória da Educação no Brasil. Listarei os que me chamaram mais atenção:

  • A construção e efetivação dessa lei (LDBEN), assim como o capítulo da Constituição que trata da Educação, sempre foi um processo muito moroso, difícil, complexo dentro de um campo de disputas de diferentes interesses, pois houve muita convergência em perspectivas e pontos de vista. Muitos avanços conseguimos,  mas no decorrer do tempo, muitos retrocessos houveram também.
  •  O governo não dá o devido valor à Educação e às Leis que regem seu funcionamento, asfixiando, no esquecimento e na desvalorização, não investe e impossibilita que se coloque em pratica o que está na lei.
  • Não é à toa que a única alteração da LDBEN por Medida Provisória será a do Ensino Médio. Pois foi um projeto que partiu do legislativo.
  • A gratuidade da Educação Brasileira surgiu tardiamente em 1988.
  • O Ensino Religioso ocupou 2/3  das discussões em tom passional.
  • Em épocas de ditaduras desapareceu o financiamento vinculado diretamente aos impostos.
  •  Em 1967 foi extinta a obrigatoriedade da Educação e caiu o financiamento. Com isso, inicia o declínio no salário dos professores.
  • Muitas alterações foram feitas na LDBEN desde o seu surgimento.
  • Um dos pontos positivos da LDBEN foi vincular o conselho tutelar na obrigatoriedade e controle de presença das crianças e jovens do Ensino Fundamental na escola.
Foi muito significativo para mim saber desses fatos, pois dá uma noção de como e porque a situação chegou aonde está.
Concordo com Jamil Cury que abrir a LDBEN para a discussão nesse momento político em que vivemos pode abrir espaços para retrocesso, pois com esse governo ilegítimo que aí se encontra no poder,  tem subtraído dos cidadãos brasileiros direitos conquistados com muita luta e certamente, com a LDBEN não será diferente.
Nas palavras de Jamil Cury: "Nós temos uma capítulo  que trata da Educação na Constituição Federal que nos dá um grande fundamento. Precisamos olhar atentamente e buscar defesas significativas e importantes para as lutas que virão."


quarta-feira, 10 de maio de 2017

APRENDIZAGEM E VÍNCULO AFETIVO

Aprendizagem amorosa "trata-se de uma experiência que possibilite um emocionar na relação professor-aluno, alunos-alunos que se configura a partir da consideração do outro como legítimo outro. Um emocionar fundado na aceitação do outro."(REAL; PICETTI)
Em muitas formações de professores as quais participei ouvi na necessidade de estabelecermos vínculos afetivos com os alunos para conseguirmos ensiná-los. Realmente, vivenciei isso na prática. Eu só consigo estabelecer uma relação ensino-aprendizagem depois que estabeleço um vínculo afetivo com meus alunos. Ouvindo-os, valorizando o que eles trazem de conhecimento, olhando no olho, considerando seus medos, suas frustrações, olhando de verdade para cada aluno, compreendendo o seu ponto de vista nas mais diversas situações, estabelecendo uma relação de respeito pelo sua realidade, seus valores, suas vivências.
Depois de estabelecido esse vínculo, posso exigir mais dos alunos, pois existe uma relação de confiança de ambas as partes. Muitas conquistas realizei no que diz respeito à mudança de comportamento dos alunos no estabelecimento de um vínculo afetivo favorecendo muitas aprendizagens.
Percebo também que auqeles alunos aos quais eu não consigo estabelecer esse vínculo, por diferentes razões, tudo fica mais difícil e a aprendizagem não flui.
"Os meninos e meninas devem crescer na biologia do amor e não na biologia da exigência e da obediência." (MATURANA, 2000. p. 20)