segunda-feira, 20 de novembro de 2017

INCLUSÃO NA ESCOLA


Na escola onde trabalho, localizada na periferia de Esteio/RS, estão matriculados 392 alunos. A escola conta com 32 professores, 3 monitores de inclusão e 8 funcionárias. Todas as escolas da rede municipal de Esteio possuem uma “Sala de recursos” onde é realizado  atendimento para os alunos com necessidades especiais com laudo médico, além disso, a escola disponibiliza de um Laboratório de Aprendizagem para atender alunos com defasagens na aprendizagem. Na escola estão matriculados nesse ano, dois alunos com necessidades educacionais especiais. Um dos alunos é portador da Síndrome do X Frágil e outro é autista. Eles frequentam as aulas normalmente, acompanhados em tempo integral por um monitor de inclusão. Os professores, antecipadamente, enviam o planejamento da aula para a professora da sala de recursos. Esta realiza uma adaptação de acordo com a capacidade de cada aluno para que possam juntamente com os colegas desenvolvê-las na sala de aula regular. 
Conforme (RODRIGUES p.8) ,“em vez de focalizar a deficiência na pessoa, enfatiza o ensino e a escola; busca formas e condições de aprendizagem, em vez de procurar no aluno a origem do problema.” O trabalho da equipe diretiva, professores, funcionários e a profissional da sala de recursos visa o sucesso escolar também  desses alunos e isso implica em procurar diferentes estratégias para que atendam às diferentes necessidades de cada um visando sua aprendizagem e inclusão social. São executados projetos com atividades de respeito e valorização da diversidade. Na Semana da Pessoa com Deficiência, muitas atividades de esclarecimento e valorização foram realizadas. Toda a comunidade escolar, professores, pais, funcionários, equipe diretiva,  participam dos projetos de conscientização e valorização das pessoas com deficiência. Muitos cursos e palestras são oferecidos aos professores para que melhor compreendam e possam contribuir com esses alunos.
Nas reuniões pedagógicas os professores trazem suas angústias e limitações  em relação a esses alunos e discutem formas e alternativas para qualificar o trabalho. 
 A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.
(RODRIGUES, p.8)



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

É CRIME CHAMAR ALGUÉM DE NEGRO?

Na interdisciplina Seminário Integrador VI, tínhamos que relatar um fato ocorrido e fazer uma pesquisa a cerca do tema relatado. Segue abaixo a meu relato e minha pesquisa e as etapas do trabalho:
Imagem extraída do google disponível em:
 https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1354&bih=649&ei=YNcnWoXJEJGswgS4v4TICw&q=diversidade+racial&oq=diversidade&gs_l=img.1.5.0l10.3272.5620.0.10418.12.10.0.0.0.0.600.1513.4-1j2.3.0....0...1ac.1.64.img..
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ETAPA 1

Escolher uma situação de diversidade e preconceito para ser descrita com detalhes resguardando informações que possam comprometer a sua privacidade e/ou de qualquer pessoa e instituição. (prazo: 11/09)
No cotidiano escolar é muito comum presenciarmos diferentes situações de discriminação e preconceito. A escola é um espaço onde a diversidade está presente sempre e muitas pessoas apresentam dificuldades em aceitar e respeitar essa diferença. A sociedade impõe determinados padrões de beleza e “normalidade”, muitos influenciados pela mídia, dificultando as relações entre as pessoas que não seguem esses padrões, discriminando e excluindo-as. A escola tem um papel fundamental de fazer com que todos reflitam sobre essas questões na tentativa de promover uma mudança de comportamento e contribuir na construção de uma sociedade mais justa. Mas o que esperar de uma escola onde os próprios professores são preconceituosos?
O relato que trago é de uma professora que em uma reunião pedagógica se referia a uma aluna negra, como “aquela moreninha”. Daí, alguém a corrigiu dizendo “moreninha não, negra”. A professora concordou, meio sem graça e com um sorrisinho no rosto, como se tivesse dado conta do seu preconceito naquele instante.

ETAPA 2: Fazer um quadro levantando as certezas e dúvidas sobre a situação ocorrida; (prazo: 25/09)
Certezas:
1) As pessoas são preconceituosas.
2) Existe um receio entre as pessoas em se referir aos negros como negros.

Dúvidas:
1) Qual é a forma adequada para se referir aos negros?



ETAPA 3: Montar e aplicar uma enquete online com perguntas que possibilitem a afirmar ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. (prazo: 16/10)
Formulário de pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/1g1Fhc-WwJXVeZKUm8el6vpsWd04L5KTHqLystMiouag/edit

ETAPA 4: Procurar textos de literatura científica (artigos e livros) que possam auxiliar na análise da situação e nos dados levantados na enquete. Para cada certeza e dúvida destacar fragmentos dos textos que auxiliam a afirmar ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. Associar, inserindo a referência, com cada certeza e dúvida o fragmento de texto que pode auxiliar. (prazo: 23/10)
Certezas:
1) As pessoas são preconceituosas.
"A luta do povo negro no Brasil, por uma sociedade sem discriminação, sem preconceito e sem racismo, provocou a formulação da Lei 7.716, de 05/01/1989. O vigor dessa Lei vem comprovar práticas discriminatórias no Brasil." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos autores, 2015 p. 52-53)
2) Existe um receio entre algumas pessoas em se referir aos negros como negros.
"Diante da possibilidade de alguém se atuado como criminoso racista, a perplexidade do povo diante de qual posição a ser adotada para identificar uma pessoa negra, ou melhor, qual é o vocábulo apropriado." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos autores, 2015 p. 52
"Art.1º- Serão punidos, na forma da Lei, os crimes resultantes de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." Lei Nº 7616/89

Dúvidas:
1) Qual é a forma adequada para se referir aos negros?
"Está se tornando comum a pergunta: Se alguém é negro, não podemos dizer que ele é negro? A resposta deve ser: pode. A dúvida persiste, e vem a interrogação: Mas não é crime chamar alguém de negro? E, categoricamente, a resposta deve ser: não. O que deve ser percebido é que, identificar um branco ou negro enquanto cidadão é uma coisa, outra coisa é insultá-lo identificando-o, humilhando-o pela sua condição racial." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos Autores, 2015 p. 53



ETAPA 5: Analisar a situação a partir dos autores trazidos na etapa 4. Produzir um texto articulando os elementos trazidos nas etapas anteriores, construindo argumentos para sustentar a reflexão. Relembrando: Tipos de argumentos: Fatos: São acontecimentos que citamos porque têm relações de causa e efeito com a afirmação que estamos defendendo.Exemplos: São casos concretos que apresentamos como prova para confirmar ou negar determinada afirmação.Dados: São estatísticas ou outras informações objetivas relacionadas às afirmações feitas.Argumentos de autoridade: São citações, diretas ou indiretas, de ideias de pessoas ou instituições de prestígio, que estão em acordo com o que estamos defendendo.(prazo: 06/11)
É comum vermos nos mais diversos grupos sociais as pessoas se referirem aos negros como: moreninho, pretinho, escurinho. Na escola onde trabalho uma professora  se referia a uma aluna negra, como “aquela moreninha”. Daí, alguém a corrigiu dizendo “moreninha não, negra”. Primeiramente, me pareceu uma atitude racista, pois muitas pessoas pensam que referir-se aos negros como "negros" pode ser ofensivo. Minha vizinha, por exemplo, disse outro dia: "Agora temos que cuidar para falar, não podemos chamar de negro, por que é crime, daí eu falo os morenos." Existe uma lei que condena qualquer tipo de humilhação ou discriminação por conta da cor ela diz: "Serão punidos, na forma da Lei, os crimes resultantes de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." (Lei Nº 7616/89 Art. 1º) e em função disso as pessoas começaram a ficar receosas de como se referirem aos negros. Conforme Silva (2015),eEstá se tornando comum a pergunta: Se alguém é negro, não podemos dizer que ele é negro? A resposta deve ser: pode. A dúvida persiste, e vem a interrogação: Mas não é crime chamar alguém de negro? E, categoricamente, a resposta deve ser: não. O que deve ser percebido é que, identificar um branco ou negro enquanto cidadão é uma coisa, outra coisa é insultá-lo identificando-o, humilhando-o pela sua condição racial."
De acordo com a pesquisa on line realizada disponível em https://docs.google.com/forms/d/1g1Fhc-WwJXVeZKUm8el6vpsWd04L5KTHqLystMiouag/edit , percebi que as pessoas já estão mais conscientes com relação ao vocábulo adequado ao referir-se aos negros, pois 100% das pessoas que participaram da pesquisa, afirmam referir-se aos negros como "negros".
Concluindo, se foi criada uma lei que criminaliza atos de racismo, foi porque ele ainda existe no país. Nem sempre as pessoas que se referem aos negros com vocábulos inadequados, são racistas, podem apenas têm receio de estarem cometendo um crime ao chamá-los de "negros".


ETAPA 6: Visitar ao menos duas  páginas  de colegas listadas abaixo do seu nome e comentar sobre o trabalho produzido. Critérios para essa visita e comentários serão informados posteriormente (prazo: 27/11)
Iasmim: Olá Iasmim, achei muito interessante a tua pesquisa, essa situação que trazes, infelizmente, ainda é muito comum no meio escolar. Enquanto educadores, precisamos, primeiramente, refletir o quanto de preconceito carregamos, muitas vezes, de forma inconsciente, por estereótipo criados no ambiente escolar. Parabéns pela tua pesquisa, bem organizada, questões objetivas e muito bem elaboradas na tua enquete, trazes uma fundamentação teórica que sustenta teus argumentos. Parabéns!
Kênia:
Olá Kênia,
Considero bem importante tua pesquisa, o bullyng, apesar do sofrimento que causa, é e sempre foi muito presente nas escolas. Com as discussões cada vez mais frequentes no ambiente escolar, acredito que os alunos possam se darem conta do quanto isso é prejudicial às pessoas que são vítimas. Tua pesquisa está bem elaborada, tuas questões da enquete foram bem formuladas de forma clara e objetiva, além de trazeres uma consistente fundamentação teórica. Parabéns!
ETAPA 7: Postar sua reflexão final sobre a situação analisada descrevendo as suas aprendizagens ao realizar essa atividade. (prazo sugerido: 11/12)
Depois de realizar a pesquisa, percebi que o vocábulo adequado para referir-se aos negros é "negros" mesmo e que o crime não está no termo em que usamos, mas sim na forma preconceituosa e discriminatória em que o usamos.
Através da enquete, percebi que muitas professoras utilizam o termo "negro" sem receio, pois já entenderam que o preconceito não está aí. Mas, percebo também, que pessoas menos esclarecidas, ainda possuem certo receio com relação ao uso do vocábulo, por falta de conhecimento.
Foi interessante realizar esse trabalho, nunca tinha elaborado uma enquete on line, apesar da baixa participação, foi mais uma aprendizagem que realizei no Seminário Integrador VI.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO



Jean Piaget dividiu o desenvolvimento cognitivo em quatro estádios. Cada estádio segundo ele, existe um “salto” qualitativo na compreensão e apreensão da realidade. 

Sensório-motor
Média até dois anos
Pré-operatório
Média dos 2 aos 7 anos

Operatório concreto
Média dos 7 aos 12 anos
Operatório formal
Média a partir dos 12 anos
Período marcado pela ação sobre a realidade, sem representação da mesma
Início da capacidade de representação da realidade
Capacidade para realizar operações a nível mental, porém, relativas ao mundo concreto
Pensamento probabilístico
Inteligência prática
Antropomorfismo
Capacidade para fazer classificações e seriações
Raciocínio sistemático, com controle de variáveis
Egocentrismo
Raciocínio transdutivo
Surge a noção de número
Capacidade para pensar em termos hipotéticos
Não conservação do objeto, ou seja, o objeto deixa de existir quando sai do campo visual
Pensamento irreversível
Surge a reversibilidade do pensamento
Pensamento proporcional
Anomia
Artificialismo
Surge a conservação das propriedades físicas do objeto, como quantidade, peso e volume
Capacidade de jogar jogos de regras

Pensamento mágico
Capacidade de jogar jogos de regras
Descentração do pensamento

Egocentrismo
Descentração do pensamento
Análise combinatória

Centração do pensamento
Autonomia moral


Autonomia moral



Pensamento intuitivo



Pensamento centrado na percepção



Animismo



Realismo



Realismo nominal



Heteronomia










sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"À SOMBRA DESSA MANGUEIRA", de Paulo Freire

O texto À sombra desta Mangueira" de Paulo Freire, disponibilizado pela interdisciplina de Filosofia da Educação do PEAD2 da UFRGS,

traz ideias que remetem à reflexão. Ele coloca que a curiosidade espontânea e ingênua do cotidiano é muito diferente da curiosidade epistemológica, que acontece num contexto teórico, com rigor metódico e que produz conhecimento.
            O autor fala da dialogicidade como uma exigência da natureza humana fator fundamental para a construção do conhecimento. Ele critica a educação bancaria,  tão presente nas escolas e que nada mais faz do que treinar os estudantes para viver bem, sem criticar muito, sem refletir, pois não há nada mesmo a fazer.

            Outro aspecto que trata o texto é que os poderes públicos historicamente vem desrespeitando os professores, com baixos salários, difíceis condições de trabalho, não dando possibilidade  para que ele invista em sua formação refletindo assim, em despreparo docente.
            O professor que não ouve seus alunos, que deposita os conteúdos que ele julga pertinentes, onde só ele fala, onde só ele tem voz, num " anti-diálogo autoritário, ofendendo a natureza do ser humano, seu processo de conhecer e contradiz a democracia".
            "Os regimes autoritários são inimigos da democracia" como falar de democracia sem dialogar? E dialogar não é tagarelar é despertar a curiosidade epistemológica, é fazer com que os alunos percebam que podem produzir conhecimento, que o que é impossível hoje, amanhã poderá se tornar.
possível.
            Enquanto educadores, precisamos ter responsabilidade ética e política e não permitir que o espaço de sala de aula seja castrador de curiosidade. Precisamos mostrar para os estudantes que tudo pode ser diferente, que podemos sim, transformar nossa realidade e mudar o rumo das coisas com responsabilidade, que o professor não é o único detentor do saber e que enquanto aluno, ele pode produzir conhecimento ao invés de reproduzir apenas aquilo que um dia alguém descobriu.

Referências:


FREIRE, Paulo. À sombra desta mangueira. São Paulo, 2000.Editora Olho D´água.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PRECONCEITO RACIAL

Na interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História do PEAD 2 da UFRGS, foi solicitado a produção de um vídeo onde apresentássemos uma personalidade da comunidade escolar que tivesse alguma história de luta contra o preconceito racial, social de gênero, etc. e que tivesse uma participação significativa na comunidade. Com isso, sugeri para o meu grupo que fizéssemos uma apresentação sobre a Simone, a mãe de uma aluna, que está sempre ajudando as crianças da comunidade, ela participa de um grupo contra a violência doméstica, participa do Conselho Escolar da escola e tem uma vida política muito ativa.
O meu grupo aceitou e partimos para a gravação. Pensamos em gravar o vídeo na comunidade, mas os ruídos atrapalharam um pouco o resultado final. 
Foi uma grande satisfação fazer o vídeo com a Simone, tenho uma grande admiração por ela e sei o quanto ela valoriza e reconhece o meu trabalho também. 
Umas das falas delas que nos chamou atenção foi: "As pessoas preconceituosas precisam ser acarinhadas". Ela coloca isso como uma falta de amor no interior das pessoas que discriminam e que se sentem superiores por algum motivo. 
Um dos comentários dela depois de publicarmos o vídeo foi:
Simone Da Silva Pinto É imensurável a satisfação que tive quando do teu convite para que participasse do teu trabalho, eu é que sou tua fã Jaqueline Pereira és MIL como alfabetizadora todas nós mães que passamos por ti na alfabetização de nossos filhos, e digo nos mães pela tua preocupação conosco no início da transição de nossos bebês super protegidos a seres independentes. Professora Jaque tenho certeza que a tua história será levada adiante pelos alunos que tiveram o privilégio de te conhecer . Beijos e um abraço bem apertado !

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A CEGUEIRA DO CONHECIMENTO: O ERRO E A ILUSÃO - Edgar Morin


Todo o conhecimento um dia foi fruto de uma construção e reconstrução do pensamento, de uma descoberta, de um ponto de vista, por meio de uma linguagem, de uma interpretação e por isso, sujeito ao erro. O autor coloca que nenhum conhecimento está acabado, tudo pode ser contestado e questionado, não há conhecimento que em algum grau não esteja ameaçado pelo erro e pela ilusão.
A educação do “futuro” precisa abrir espaço para novas perguntas, para questionar o que está posto, e para isso não podemos, na qualidade de educadores, ensinar verdades absolutas, fechadas, como se fôssemos os detentores do saber, ao contrário abrir espaço para questionamento acerca do conhecimento. Assim como questionar o nosso saber, até que ponto nossas verdades ainda são válidas. Isso provoca insegurança, medo, mas ao mesmo tempo é desafiador pois nos leva a descobrir novas maneiras, a nos colocar como aprendente o tempo todo, nos leva a assumir um lugar de pesquisador e estar aberto à novas questões e consequentemente à novas aprendizagens.
Achei muito interessante o que o autor traz sobre a afetividade, por que ela é importante para a aprendizagem, mas ao mesmo tempo ela pode nos levar ao erro na interpretação do conhecimento.

Referência:
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 5 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ÉTICA E MORAL



O texto disponibilizado e o vídeo de Marcia Tiburi traz com clareza e de forma muito simples de ser compreendido os conceitos de ética e moral.  Segundo ela, a ética diz respeito ao modo como vivemos uns com os outros. Tem a ver com a minha reflexão acerca daquilo que faço em relação às outras pessoas. A moral é aquilo que está consolidado como certo e errado dentro da sociedade.
Nós como educadores temos um papel muito importante para a construção de uma sociedade mais ética e justa. Pois na relação com os alunos e na forma como lidamos e interferimos nas situações cotidianas temos a oportunidade de fazê-los pensar nas suas ações. Inclusive, na forma como, enquanto educadores, nos comportamos diante do aluno, pois somos referência, como posso exigir de meu aluno que me respeite se eu não o respeito como indivíduo, como posso cobrar que não chegue atrasado se eu estou constantemente chegando atrasado, seja no início da aula ou na volta do recreio. Precisamos incentivar a reflexão e discussão sobre aquilo que está consolidado, pois não é por que todo mundo faz algo errado que eu tenho que fazer também.
“Antigamente as relações entre a escola e as culturas eram no máximo duas: ou a escola como reprodutora de uma cultura dominante ou a escola forçando uma luta contra a cultura hegemônica. Hoje a escola deveria ser vista como o espaço de cruzamento de culturas, produzindo, criando novas práticas culturais para além das normas e das imposições, isto é, uma escola que reproduz, mas que também produz; onde ‘as diferentes culturas que se entrecruzam no espaço escolar impregnam o sentido dos intercâmbios e o valor das transações
em meio às quais se desenvolve a construção de significados de cada divíduo’ (PérezGómez, 2001, p.16).”
Referências:
HERMANN, Nadja. Ética: a aprendizagem da arte de viver. Educ. Soc., Campinas, vol. 29, n. 102, p. 15-32, jan./abr. 2008. Disponível em:http://www.cedes.unicamp.br Acesso em 16 de setembro 2017.
YOUTUBE. Filosofia e ética, com Márcia Tiburi. Saraiva. Vídeo. Publicado em 24 de janeiro de 2017. Disponível em:https://youtu.be/9jsRUafEV9A Acesso em 16 de setembro 2017.