sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"À SOMBRA DESSA MANGUEIRA", de Paulo Freire

O texto À sombra desta Mangueira" de Paulo Freire, disponibilizado pela interdisciplina de Filosofia da Educação do PEAD2 da UFRGS,

traz ideias que remetem à reflexão. Ele coloca que a curiosidade espontânea e ingênua do cotidiano é muito diferente da curiosidade epistemológica, que acontece num contexto teórico, com rigor metódico e que produz conhecimento.
            O autor fala da dialogicidade como uma exigência da natureza humana fator fundamental para a construção do conhecimento. Ele critica a educação bancaria,  tão presente nas escolas e que nada mais faz do que treinar os estudantes para viver bem, sem criticar muito, sem refletir, pois não há nada mesmo a fazer.

            Outro aspecto que trata o texto é que os poderes públicos historicamente vem desrespeitando os professores, com baixos salários, difíceis condições de trabalho, não dando possibilidade  para que ele invista em sua formação refletindo assim, em despreparo docente.
            O professor que não ouve seus alunos, que deposita os conteúdos que ele julga pertinentes, onde só ele fala, onde só ele tem voz, num " anti-diálogo autoritário, ofendendo a natureza do ser humano, seu processo de conhecer e contradiz a democracia".
            "Os regimes autoritários são inimigos da democracia" como falar de democracia sem dialogar? E dialogar não é tagarelar é despertar a curiosidade epistemológica, é fazer com que os alunos percebam que podem produzir conhecimento, que o que é impossível hoje, amanhã poderá se tornar.
possível.
            Enquanto educadores, precisamos ter responsabilidade ética e política e não permitir que o espaço de sala de aula seja castrador de curiosidade. Precisamos mostrar para os estudantes que tudo pode ser diferente, que podemos sim, transformar nossa realidade e mudar o rumo das coisas com responsabilidade, que o professor não é o único detentor do saber e que enquanto aluno, ele pode produzir conhecimento ao invés de reproduzir apenas aquilo que um dia alguém descobriu.

Referências:


FREIRE, Paulo. À sombra desta mangueira. São Paulo, 2000.Editora Olho D´água.

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