"A partir da consolidação dos estudos sobre deficiência na década de 60 (DINIZ, 2009) e do movimento de reivindicação de direitos, da luta contra a opressão e pelo protagonismo das pessoas com deficiência, surgiu o modelo social da deficiência em contraposição ao modelo meramente biológico. O modelo social tem por foco as condições de interação entre a sociedade e as pessoas com limitações funcionais."
"O modelo social visa à transformação das condições sociais, mediante políticas públicas inclusivas."
"As limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais passam a ser consideradas atributos das pessoas. O meio é responsável pela deficiência imposta às pessoas. [...] não mais se construam obstáculos."
"A história e o novo conceito de deficiência mostram a evolução das sociedades para os respeito às diferenças individuais, ensejando que as pessoas com deficiência tenham acesso aos direitos, aos bens e serviços e participem na vida comunitária em igualdade com as demais pessoas."
É possível perceber que muitos avanços ocorreram em relação aos direitos da pessoas com deficiência. A sociedade lentamente vêm se modificando e criando políticas públicas de inclusão. Muito ainda temos que avançar, pois as pessoas ainda inferiorizam as pessoas com deficiência, criam rótulos. É preciso olhar para essas pessoas como sujeitos de história, com possibilidades, com alguma limitação, sim, mas com inúmeras potencialidades.
Eu já tive um aluno com deficiência, ele teve paralisia cerebral e ficou com os movimentos comprometidos, usava cadeira de rodas, falava com dificuldade. Nos dois juntos, fomos descobrindo formas de nos comunicar, as atividades eram adaptadas para ele, apesar da dificuldade na fala, muitas atividades ele fazia oralmente e os registros eram feitos no laboratório de informática. Foi um grande desafio para mim, pois no início eu não conseguia entender o que ele falava, então eu pedia que ele repetisse e que melhorasse a dicção, ele teve que ter paciência comigo também, pois diferente da mãe dele, que entendia tudo o que ele dizia, eu tive dificuldades. Os colegas, que estavam com ele a mais tempo, me ajudavam também, na tradução do que ele dizia. mas aos poucos fomos nos conhecendo e aprendendo juntos. Ele era muito esperto, tinha sonho de ser paleontólogo. Depois de muitos anos, encontrei a mãe dele e perguntei se ele tinha conseguido ir adiante nos estudos, mas infelizmente, a mãe respondeu que não, que enquanto ele teve no ensino fundamental ele conseguiu acompanhar, mas depois, os professores já não tinham a mesma preocupação e o mesmo interesse de garantir sua aprendizagem e tudo ficou muito difícil, até que eles desistiram de ir adiante. Depois de ler o texto, eu penso, e o direitos desse meu aluno? Certamente não foram garantidos.
Referências:
MAIOR, Izabel. História, conceito e tipos de deficiência. Disponível em:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2206621/mod_resource/content/1/Hist%C3%B3ria%2C%20conceito%20e%20tipos%20de%20defici%C3%AAncia.pdfAcesso em 29 de outubro 2017.
YOUTUBE. Deficiências e Diferenças com Izabel Maior e Benilton Bezerra. Vídeo. Publicado em 24 de jun de 2016. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=29JooQEOCvA Acesso em 29 de outubro 2017.
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