segunda-feira, 13 de novembro de 2017

É CRIME CHAMAR ALGUÉM DE NEGRO?

Na interdisciplina Seminário Integrador VI, tínhamos que relatar um fato ocorrido e fazer uma pesquisa a cerca do tema relatado. Segue abaixo a meu relato e minha pesquisa e as etapas do trabalho:
Imagem extraída do google disponível em:
 https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1354&bih=649&ei=YNcnWoXJEJGswgS4v4TICw&q=diversidade+racial&oq=diversidade&gs_l=img.1.5.0l10.3272.5620.0.10418.12.10.0.0.0.0.600.1513.4-1j2.3.0....0...1ac.1.64.img..
9.3.1507.0..35i39k1.0.IQflsiANgl4#imgrc=KrCUeSHuwhRcMM:

ETAPA 1

Escolher uma situação de diversidade e preconceito para ser descrita com detalhes resguardando informações que possam comprometer a sua privacidade e/ou de qualquer pessoa e instituição. (prazo: 11/09)
No cotidiano escolar é muito comum presenciarmos diferentes situações de discriminação e preconceito. A escola é um espaço onde a diversidade está presente sempre e muitas pessoas apresentam dificuldades em aceitar e respeitar essa diferença. A sociedade impõe determinados padrões de beleza e “normalidade”, muitos influenciados pela mídia, dificultando as relações entre as pessoas que não seguem esses padrões, discriminando e excluindo-as. A escola tem um papel fundamental de fazer com que todos reflitam sobre essas questões na tentativa de promover uma mudança de comportamento e contribuir na construção de uma sociedade mais justa. Mas o que esperar de uma escola onde os próprios professores são preconceituosos?
O relato que trago é de uma professora que em uma reunião pedagógica se referia a uma aluna negra, como “aquela moreninha”. Daí, alguém a corrigiu dizendo “moreninha não, negra”. A professora concordou, meio sem graça e com um sorrisinho no rosto, como se tivesse dado conta do seu preconceito naquele instante.

ETAPA 2: Fazer um quadro levantando as certezas e dúvidas sobre a situação ocorrida; (prazo: 25/09)
Certezas:
1) As pessoas são preconceituosas.
2) Existe um receio entre as pessoas em se referir aos negros como negros.

Dúvidas:
1) Qual é a forma adequada para se referir aos negros?



ETAPA 3: Montar e aplicar uma enquete online com perguntas que possibilitem a afirmar ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. (prazo: 16/10)
Formulário de pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/1g1Fhc-WwJXVeZKUm8el6vpsWd04L5KTHqLystMiouag/edit

ETAPA 4: Procurar textos de literatura científica (artigos e livros) que possam auxiliar na análise da situação e nos dados levantados na enquete. Para cada certeza e dúvida destacar fragmentos dos textos que auxiliam a afirmar ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. Associar, inserindo a referência, com cada certeza e dúvida o fragmento de texto que pode auxiliar. (prazo: 23/10)
Certezas:
1) As pessoas são preconceituosas.
"A luta do povo negro no Brasil, por uma sociedade sem discriminação, sem preconceito e sem racismo, provocou a formulação da Lei 7.716, de 05/01/1989. O vigor dessa Lei vem comprovar práticas discriminatórias no Brasil." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos autores, 2015 p. 52-53)
2) Existe um receio entre algumas pessoas em se referir aos negros como negros.
"Diante da possibilidade de alguém se atuado como criminoso racista, a perplexidade do povo diante de qual posição a ser adotada para identificar uma pessoa negra, ou melhor, qual é o vocábulo apropriado." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos autores, 2015 p. 52
"Art.1º- Serão punidos, na forma da Lei, os crimes resultantes de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." Lei Nº 7616/89

Dúvidas:
1) Qual é a forma adequada para se referir aos negros?
"Está se tornando comum a pergunta: Se alguém é negro, não podemos dizer que ele é negro? A resposta deve ser: pode. A dúvida persiste, e vem a interrogação: Mas não é crime chamar alguém de negro? E, categoricamente, a resposta deve ser: não. O que deve ser percebido é que, identificar um branco ou negro enquanto cidadão é uma coisa, outra coisa é insultá-lo identificando-o, humilhando-o pela sua condição racial." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos Autores, 2015 p. 53



ETAPA 5: Analisar a situação a partir dos autores trazidos na etapa 4. Produzir um texto articulando os elementos trazidos nas etapas anteriores, construindo argumentos para sustentar a reflexão. Relembrando: Tipos de argumentos: Fatos: São acontecimentos que citamos porque têm relações de causa e efeito com a afirmação que estamos defendendo.Exemplos: São casos concretos que apresentamos como prova para confirmar ou negar determinada afirmação.Dados: São estatísticas ou outras informações objetivas relacionadas às afirmações feitas.Argumentos de autoridade: São citações, diretas ou indiretas, de ideias de pessoas ou instituições de prestígio, que estão em acordo com o que estamos defendendo.(prazo: 06/11)
É comum vermos nos mais diversos grupos sociais as pessoas se referirem aos negros como: moreninho, pretinho, escurinho. Na escola onde trabalho uma professora  se referia a uma aluna negra, como “aquela moreninha”. Daí, alguém a corrigiu dizendo “moreninha não, negra”. Primeiramente, me pareceu uma atitude racista, pois muitas pessoas pensam que referir-se aos negros como "negros" pode ser ofensivo. Minha vizinha, por exemplo, disse outro dia: "Agora temos que cuidar para falar, não podemos chamar de negro, por que é crime, daí eu falo os morenos." Existe uma lei que condena qualquer tipo de humilhação ou discriminação por conta da cor ela diz: "Serão punidos, na forma da Lei, os crimes resultantes de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." (Lei Nº 7616/89 Art. 1º) e em função disso as pessoas começaram a ficar receosas de como se referirem aos negros. Conforme Silva (2015),eEstá se tornando comum a pergunta: Se alguém é negro, não podemos dizer que ele é negro? A resposta deve ser: pode. A dúvida persiste, e vem a interrogação: Mas não é crime chamar alguém de negro? E, categoricamente, a resposta deve ser: não. O que deve ser percebido é que, identificar um branco ou negro enquanto cidadão é uma coisa, outra coisa é insultá-lo identificando-o, humilhando-o pela sua condição racial."
De acordo com a pesquisa on line realizada disponível em https://docs.google.com/forms/d/1g1Fhc-WwJXVeZKUm8el6vpsWd04L5KTHqLystMiouag/edit , percebi que as pessoas já estão mais conscientes com relação ao vocábulo adequado ao referir-se aos negros, pois 100% das pessoas que participaram da pesquisa, afirmam referir-se aos negros como "negros".
Concluindo, se foi criada uma lei que criminaliza atos de racismo, foi porque ele ainda existe no país. Nem sempre as pessoas que se referem aos negros com vocábulos inadequados, são racistas, podem apenas têm receio de estarem cometendo um crime ao chamá-los de "negros".


ETAPA 6: Visitar ao menos duas  páginas  de colegas listadas abaixo do seu nome e comentar sobre o trabalho produzido. Critérios para essa visita e comentários serão informados posteriormente (prazo: 27/11)
Iasmim: Olá Iasmim, achei muito interessante a tua pesquisa, essa situação que trazes, infelizmente, ainda é muito comum no meio escolar. Enquanto educadores, precisamos, primeiramente, refletir o quanto de preconceito carregamos, muitas vezes, de forma inconsciente, por estereótipo criados no ambiente escolar. Parabéns pela tua pesquisa, bem organizada, questões objetivas e muito bem elaboradas na tua enquete, trazes uma fundamentação teórica que sustenta teus argumentos. Parabéns!
Kênia:
Olá Kênia,
Considero bem importante tua pesquisa, o bullyng, apesar do sofrimento que causa, é e sempre foi muito presente nas escolas. Com as discussões cada vez mais frequentes no ambiente escolar, acredito que os alunos possam se darem conta do quanto isso é prejudicial às pessoas que são vítimas. Tua pesquisa está bem elaborada, tuas questões da enquete foram bem formuladas de forma clara e objetiva, além de trazeres uma consistente fundamentação teórica. Parabéns!
ETAPA 7: Postar sua reflexão final sobre a situação analisada descrevendo as suas aprendizagens ao realizar essa atividade. (prazo sugerido: 11/12)
Depois de realizar a pesquisa, percebi que o vocábulo adequado para referir-se aos negros é "negros" mesmo e que o crime não está no termo em que usamos, mas sim na forma preconceituosa e discriminatória em que o usamos.
Através da enquete, percebi que muitas professoras utilizam o termo "negro" sem receio, pois já entenderam que o preconceito não está aí. Mas, percebo também, que pessoas menos esclarecidas, ainda possuem certo receio com relação ao uso do vocábulo, por falta de conhecimento.
Foi interessante realizar esse trabalho, nunca tinha elaborado uma enquete on line, apesar da baixa participação, foi mais uma aprendizagem que realizei no Seminário Integrador VI.

Nenhum comentário:

Postar um comentário