quarta-feira, 14 de novembro de 2018

FATORES QUE INTERFEREM NA ALFABETIZAÇÃO - Aspectos Funcionais

"Para quê serve a escrita? Esta é a primeira pergunta que a criança precisa saber responder para poder se interessar em aprender a ler e a escrever. A escrita serve para divertir (quando lemos histórias, poesias, rimas, piadas, etc.), para informar (quando lemos documentários sobre a vida dos animais, sobre as plantas, sobre ecossistemas, etc.), para comunicar (jornais, cartas, e-mails, fax, etc.), aprender coisas novas, e para continuar aprendendo pelo resto da vida. Neste aspecto, a criança da classe média e alta costuma levar vantagem sobre as demais pois no seu ambiente os diversos portadores de textos são utilizados, são explicados. Ela vê parentes próximos lendo um jornal, escolhendo o filme que assistirão através de consulta na internet ou pelo jornal; discutindo uma bula de remédio; procurando nela a especificação de quantos ml devem tomar, ou dar para a criança; vendo os irmãos e primos mais velhos realizando jogos de salão onde é preciso ler as instruções, etc., etc., etc. A função do professor, tanto da pré-escola como do ensino fundamental é fazer com que todas as crianças tenham essas vivências."
Texto extraído do Power Point apresentado pela professora Annamaria Píffero Rangel na aula de Fundamentos da Alfabetização PEAD/2 2015/2

Na escola, elaboramos um projeto "Sacola Viajante" que tem como objetivo estimular as vivências de leitura em família. Consiste em uma sacola com três livros de literatura Infantil e uma pasta com a explicação do projeto, folhas de escrita e desenhos, material de pintura( lápis de cor e giz de cêra). A cada dois dias é feito um sorteio e um aluno leva a sacola para casa, lê com a família e registra com a família como foi essa leitura.
Todos ficam ansiosos para serem sorteados, mas como isso é recebido na casa dos estudantes, ficamos sabendo através de seus relatos. Um dos alunos disse depois de três dias de atraso na entrega que ninguém de sua família queria ler com ele. Existem famílias que não comparecem na escola nem na entrega de avaliações para saber como está o desempenho de seu filho. Eu recebi avaliações que deveriam ter sido entregues no ano passado, para entregar aos pais durante esse ano, mas as avaliações de alguns só acumulam no armário. Assim, dá para ter uma ideia do descaso que alguns pais tem com relação à vida escolar de seus filhos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

FATORES QUE INTERFEREM NA ALFABETIZAÇÃO - Aspectos Sociológicos

Revisitando a Interdisciplina "Fundamentos da Alfabetização" que cursamos em 2015, destaco essa aula em que a professora Annamaria Píffero Rangel expôs de forma muito clara e objetiva fatores que interferem na alfabetização



ASPECTOS SOCIOLÓGICOS
Na minha turma percebo que  alunos que mais apresentam dificuldades na alfabetização são oriundos de classes populares onde materiais de leitura e escrita pouco circulam em suas residências. Suas famílias não possuem condição de comprar livros e nem vêem importância nisso, uma vez que não sabem ler. "Se quiserem ler livros, que retirem na biblioteca". Possuem pouca ou nenhuma vivência de leitura e escrita. Iniciaram o 1º ano do Ensino Fundamental sem saber a primeira letra de seu nome, o que considero também uma falha da pré-escola.
Isso, consequentemente, exige mais de mim enquanto professora do 1º ano, faço leituras diárias na sala de aula, deixo disponíveis para os alunos livrinhos, gibis, jogos de leitura etc. como forma de compensar minimamente esse pouco contato que alguns alunos têm com materiais de leitura.
Outro dado a se levar em conta é o número elevado de faltas. As famílias não se privam de nada para garantir a presença na escola, se tem que dar uma volta no centro da cidade, cortar cabelo, fazem compras, pagar conta, passear na casa da vó, optam por fazer no horário de aula, sem nenhuma restrição, por mais que eu diga o quanto isso é importante.]Talvez deva voltar a dar figurinhas a quem não apresenta nenhuma falta na semana.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Consciência Fonológica - Nível Predominante Oral

Revisitando a Interdisciplina de Linguagem e Educação reli os textos de Moojen disponibilizados. Durante essa nova leitura, percebi as inúmeras possibilidades de trabalhar a consciência fonológica e ortográfica com meus alunos. A relação grafema x fonema é fundamental para que as crianças se alfabetizem.
Moojen Consciência Fonológica e ortográfica- Método de trabalho para conversor grafema fonema pág.136


Selecionei algumas atividades,  para trabalhar com os alunos, com o objetivo de melhorar a consciência fonológica, pois esse é um aspecto que me preocupa, pois percebo que alguns alunos conhecem todas letras do alfabeto, mas ainda não fazem relação com o seu fonema e não avançam na escrita.
Moojen Consciência Fonológica e ortográfica- Método de trabalho para conversor grafema fonema pág.138

Moojen Consciência Fonológica e ortográfica- Método de trabalho para conversor grafema fonema pág.139

Estarei relatando posteriormente como foi o desempenho dos alunos nessas atividades.

domingo, 11 de novembro de 2018

Consciência Fonológica - Nível associado à escrita

Apesar de sempre fazer um amplo trabalho com o nome no inicio do ano, Mojen traz sugestões que eu desconhecia, que possivelmente, ajudarão no processo dos alunos.

Achei muito interessante esse quadro abaixo com o trabalho específico de uma palavra. 


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O que é importante considerar no Planejamento Didático




Muitos aspectos precisamos levar em conta no momento de planejar nossas aulas.
Em uma postagem no meu blog eu me refiro a organização do tempo e o quanto isso influencia em um planejamento adequado. Mas é importante considerar muitos outros aspectos.

"Planejar é antecipar e projetar de modo consciente, organizado e coerente todas as etapas de uma determinada atividade que visa alcançar certos objetivos que levam a transformações concretas do que se pretende realizar. " (Rays, 2000)
A interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, propôs o estudo do texto de Rays que traz alguns desses aspectos que devemos levar em conta no ato de planejar:
a) A realidade social da escola é ponto de partida;
b) Retrato sócio cultural do educando que reflete seu mundo social e cultural, sua história e suas inquietações.
c) Objetivos de ensino aprendizagem e conteúdos de ensino:  É preciso ter como objetivo os verbos criar, refletir, debater, trocar, pesquisar, descobrir, buscar e não somente copiar e responder.
d) Procedimentos de Ensino Aprendizagem: Os procedimentos de ensino aprendizagem precisam ser coerentes com os objetivos que queremos alcançar. Pois se queremos formar pessoas autônomas, pesquisadoras, críticas, não é enchendo o quadro de coisas para copiarem e fazer perguntas depois que vamos conseguir. 
e)Avaliação da Aprendizagem: É importante para o desenvolvimento e diagnóstico permanente do processo de ensino aprendizagem, com vistas ao seu replanejamento e, consequentemente, à sua melhoria.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Brincar é importante



Eu sempre garanti em meu planejamento semanal um momento onde as crianças pudessem brincar livremente. Fiz uma publicação no blog  no início do curso e agora, concluo que eu estava certa. Brincar realmente, é importante. 
Percebo o quanto eles aprendem a conviver com os colegas enquanto brincam, negociam brinquedos e brincadeiras, aprendem a ser tolerantes, exercitam a empatia, conseguem superar seu egoísmo, aprendem muito.
Durante a hora do brinquedo, muitas vezes, eles escolhem jogos pedagógicos, e isso me deixa muito feliz, pois os jogos propostos são realmente divertidos, se não não escolheriam num momento de jogo livre e com possibilidade de brincar com outros brinquedos.

No Moodle, a interdisciplina de Ludicidade e Educação disponibilizou um texto de Bruna Molozzi que esclarece alguns pontos importantes sobre a relevância do brincar.


"No âmbito moral, a atividade lúdica possibilita o exercício da autonomia. No jogo, a criança aprende a tomar decisões, fazer escolhas e refletir sobre a realidade, construindo relações cada vez mais independentes e seguras, reduzindo a dependência do adulto. "


Ao brincar em grupo com seus próprios brinquedos, as crianças também se desenvolvem socialmente. Ao emprestar ou pegar emprestado o brinquedo com o colega, a criança aprende a compartilhar e também se torna mais responsável, no momento em que deve zelar pelo brinquedo do colega.

"O desenvolvimento intelectual refere-se ao aprendizado da criança, que não está somente ligado à situações formais, maçantes e desinteressantes. O jogo está diretamente relacionado ao aprendizado, pois ele promove situações onde a criança desenvolve a curiosidade, a capacidade de expressar seu pensamento, elaborar ideias, perguntar e problematizar situações vivenciadas."
A atividade lúdica ainda pode promover o aprendizado de conteúdos formais, como por exemplo, nos conhecimentos lógico-matemáticos, em jogos que envolvam a classificação, contagem, quantidades, comparações. Também na área da motricidade, com brincadeiras que envolvam correr, saltar, esconder-se, acompanhar um ritmo. No âmbito da linguagem, através de “trava-linguas”, parlendas, cantigas de roda, entre outros.

"A atividade lúdica deve estar presente no cotidiano da criança, tanto no espaço familiar como na escola, pois através do jogo a criança pode ter um desenvolvimento mais saudável a completo, que envolve a socialização, o desenvolvimento moral e construção cognitiva."
Desenvolvimento do sujeito através do jogo

(Bruna Molozzi) 

texto



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Registro e Reflexão

"O registro permite a sistematização de um estudo feito ou de uma situação de aprendizagem vivida. O registro é História,  memória individual e coletiva eternizada na palavra grafada. É o meio capaz de tornar o educador consciente de sua prática de ensino, tanto quanto do compromisso político que a reveste." 
                                                                                            Madalena Freire (1996)
Minha primeira postagem no blog fala da importância do registro.
Quando registramos o nosso pensamento, além de deixar impresso o que pensamos, refletimos ao escrever e refletimos novamente quando lemos o que escrevemos, sobretudo, se for algum tempo depois.
Esse exercício de refletir sobre o que escrevemos e pensamos nos enriquece e nos torna mais críticos em relação à nossa escrita e também à nossa prática docente. 
É possível perceber também o quanto crescemos enquanto escritores, a medida que avançamos no curso, vamos fundamentando com mais facilidade e competência aquilo que escrevemos.


FREIRE, Madalena .Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. 2ª ED. São Paulo : Espaço Pedagógico, 1996.