sábado, 13 de abril de 2019

Brincar com as letras na Educação Infantil. Por que não?


Fiz uma  postagem no Eixo VII que tratava do currículo na Educação Infantil e relendo reforcei a minha ideia quanto a isso.
Estou trabalhando durante esse ano com uma turma de 1º ano e de acordo com a avaliação diagnóstica que fiz da turma, constatei que os alunos chegaram no 1º ano sem conhecer letras e nem sequer seus nomes, sendo que todos frequentaram a Pré-Escola na mesma escola. Isso trouxe para discussão dentro da escola o Currículo da Educação Infantil. É sabido que as crianças precisam brincar e interagir na Pré-escola, mas porque não brincar e interagir com as letras, com seus nomes, com as histórias. A escola está privando as crianças de aprender. Existe uma determinação da Secretaria de Educação que não se trabalhe letras, que não esteja exposto o alfabeto na parede, pois isso não compete à pré-escola. isso é uma "sacanagem" com as crianças de classes populares que não tem nenhum ou muito pouco contato com materiais escritos e vivências de leitura em casa. Eles começam o 1º ano em desvantagem em relação a outras crianças em que leitura e escrita em casa é frequente, pois vivenciam situações diversas de leitura e escrita e constroem muitos conceitos importantes. Não consigo aceitar que uma criança de 6 anos ainda não saiba o alfabeto e seu nome, pis muitas outras crianças aprendem isso com muita facilidade sem serem sacrificadas ou impedidas de brincar. Penso que é preciso reavaliar esse currículo da Educação Infantil com muita urgência, para que tenhamos no 1º ano um novo ponto de partida e a efetiva alfabetização dos alunos possa acontecer com mais facilidade, pois estamos em abril e eu estou inventando e reinventando atividades lúdicas e que sejam interessantes para que as crianças aprendam e reconheçam as letras do seu nome e de todo alfabeto. E se isso já viesse construído, poderiam estar mais adiante em seu processo de alfabetização.


Construtivismo: Ação para aprender

Durante o Eixo VII, a Inderdisciplina do Seminário Integrador VII propôs uma atividade de avaliação onde tínhamos que analisar uma cena de sala de aula à luz da teoria estudada. Para isso foi pedido um resumo sobre alguns conceitos pré-estabelecidos.  Lendo as postagens do Eixo VII, encontrei uma postagem sobre essa atividade e fiquei interessada em relembrar como tinha feito o tal resumo. Nessa leitura encontrei reflexões acerca do contrutivismo baseados em um texto de Lino Macedo. Esse texto traz a ideia do quanto é importante para a construção do conhecimento que o aluno possa agir, refletir, estabelecer relações. O vídeo que a interdisciplina de Cultura digital e mídias móveis disponibilizou trazem ideias que contribuiram para essa reflexão também, pois de nada adianta termos os recursos mais modernos em termos de exibição de imagens e vídeos se isso não provocar algo dentro da cabeça do nosso aluno. O que faz o indivíduo aprender é a capacidade dele pensar e  de estabelecer relações na interação com o objeto de conhecimento em questão. É na ação que o indivíduo aprende, como diz Macedo. Na postagem anterior não tinha postado o resumo na íntegra e resolvi trazê-lo aqui, para facilitar futuras reflexões.
 Segue o Resumo:
EDUAD 090 – SEMINÁRIO INTEGRADOR VII
Professora Simone Bicca  Charczuk

Aluna Jaqueline Viegas Pereira

Leitura e produção de um resumo impresso ou manuscrito (até duas folhas frente e verso) contendo citações e definições dos seguintes conceitos (além da referência bibliográfica completa dos textos). 
o    Escola democrática, 
o    Construtivismo na ação pedagógica,
o    Empirismo na ação pedagógica,
o    Maquinaria escolar.
RESUMO
CONSTRUTIVISMO E SUA FUNÇÃO EDUCACIONAL
Lino Macedo
1.       O construtivismo valoriza as ações, enquanto operações do sujeito que conhece.
Ao construtivismo interessam as ações do sujeito que conhece. Estas, organizadas enquanto esquemas de assimilação, possibilitam classificar, estabelecer relações, etc. sem o que aquilo que, por exemplo, se fala ou se escreve para alguém não tem sentido para ele. Ou seja, o que importa é a ação de ler ou interpretar o texto e não apenas aquilo que, por ter-se tornado linguagem, pode por ele ser transmitido. Mas, insisto não basta isso.
2.       O construtivismo produz conhecimento em uma perspectiva não formal ou, se se quiser, apenas formalizante.
A produção construtivista do conhecimento é formalizante, mas não formalizada. Nela, forma e conteúdo, ainda que não confundidos, são indissociáveis Daí, por exemplo, preferir-se na aprendizagem da leitura e escrita da criança trabalhar a partir do nome dela ou de textos que tenham sentido ou valor funcional em sua cultura. Tematizar é, por isso, reconstruir em um nível superior aquilo que já realizamos em outro nível. Tematizar é construir um novo conhecimento, para um velho e ignorado saber, reduzido a sua boa ou má função instrumental.
3.       No construtivismo o conhecimento é concebido como um tornar-se antes de um ser -  Contrastando as duas posições de outro jeito: para o não construtivista a criança só saberá escrever no final do ano, quando tiver repetido o processo de alfabetização (ou dominado seus paradigmas); para o construtivista a criança já sabe escrever desde o primeiro dia de aula, ainda que este seu saber conhecerá muitos aperfeiçoamentos (no processo de sua necessária tematização), tal que se torne mais legível e publicável para seu autor ou para um outro.
4.       Ao construtivismo o conhecimento só tem sentido enquanto uma teoria da ação (em sua perspectiva lógico-matemática) e não enquanto uma teoria da representação.
5.       O construtivismo é produto de uma ação espontânea ou apenas desencadeada, mas nunca induzida.

O autor traça um parâmetro entre construtivismo e não-construtivismo. Enquanto o construtivismo valoriza as ações enquanto operações que o sujeito realiza, o não-construtivismo valoriza a reprodução de um resultado esperado ou exigido. O construtivismo produz conhecimento a partir do que é significativo, o não-construtivismo se preocupa com a transmissão, descrição e explicação.
O professor construtivista se preocupa em fazer provocações em para que o aluno na interação com o objeto e com o meio busque as respostas e consequentemente, aprenda. Numa aula construtivista o barulho produtivo se faz presente e é bem vindo, fruto da interação social e a ação dos alunos. O erro tem papel importante para o professor construtivista. Pois a partir das hipóteses dos alunos, equivocadas ou não, ele pode entender o processo de aprendizagem em que o aluno se encontra.
O sujeito aprende na ação com o objeto de conhecimento, na interação com o meio físico, e aprende aquilo que é significativo para ele, além disso,  esse objeto de conhecimento precisa estar dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal, pois toda aprendizagem se dá apoiada em estruturas anteriormente construídas, ou seja, existem conceitos menos complexos que são pré-requisitos para a construção de conceitos mais complexos. Para Piaget, aprender  é criar estruturas de assimilação, é coordenar ações formando esquemas,  é a tomada de consciência por parte do sujeito, possibilitando novas aprendizagens.
“Cada novo patamar de desenvolvimento, conseguido devido ao processo de equilibração ou de abstração reflexionante e das aprendizagens anteriores, abre um mundo de possibilidades de aprendizagens  que a escola deveria preencher em vez de insistir em transmitir verbalmente, conceitos inacessíveis à criança e ao adolescente e também, ao adulto.”

Categorias
Modelo Epistemológico
EMPIRISMO
APRIORISMO
CONSTRUTIVISMO


Aula


explicativa
expositiva
 Laissez-faire
Prioriza a ação, 
Leva em conta o processo do sujeito
O erro é ponto de partida

Disciplina


prioriza o silêncio, sem trocas
 O aluno decide o que fazer e como fazer.
 Disciplina Intelectual

Conteúdo/
Conhecimento


 Segue a sequencia pré-estabelecida
 Trazer à consciência daquilo que já nasce com ele
 É construído
Conhecimentos prévios são considerados

Professor

Centro da aula
Autoridade máxima
 Auxiliar
Interfere o mínimo possível
Mediador
Intérprete de erros

Sujeito


Tábula-rasa
Passivo
Não Pensa
Não cria
Não age
Determina a ação
Centro de tudo
Aprende por si mesmo
Já traz os conhecimentos em sua herança genética
Age e se relaciona
 é o centro do processo
Constrói conhecimento pela ação
Objeto
Imposto
Sem significado
Aparece ao natural
 É alvo da ação do sujeito
Tem significado para o aluno.







Modelos Epistemológicos da Aprendizagem:  Empirismo, Apriorismo e Construtivismo. No quadro acima é possível perceber o que caracteriza cada um dos modelos.
O empirismo é uma teoria que parte da ideia que o indivíduo chega na escola como uma tábula rasa,  que nada sabe e que através de explicações  ele passa a adquirir conhecimento. O Apriorismo defende a ideia de que tudo é genético, o indivíduo já nasce com a aprendizagem adormecida, com o dom para determinadas coisas, e tudo o que a escola precisa fazer é oportunizar situações para que a aprendizagem desperte dentro dele. O construtivismo trabalha com a ideia da ação sobre o objeto de conhecimento. O professor atua como um provocador, um mediador das aprendizagens, mas que através do contato com o meio social, e interagindo com o objeto, constrói conhecimento. O sujeito é protagonista da sua aprendizagem.
O modelo epistemológico que sigo em meu trabalho de alfabetização é o construtivismo. Todo o trabalho pedagógico se baseia no processo do aluno. O erro é ponto de partida. O jogo está presente sempre. Os alunos interagem com o objeto de conhecimento, confrontam hipóteses, conversam, discutem, ensinam uns aos outros. Acredito que a escola não precisa ser chata, pode ser interessante e divertida sem perder a seriedade.É muito triste ver salas de aula com alunos enfileirados, ouvindo o professor, copiando, reproduzindo, em silêncio, imóveis.
“Empirismo é o nome desta explicação da gênese e do desenvolvimento do conhecimento. Sobre a "tabula rasa", segundo a qual "não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos", diz Popper (1991): “Essa idéia não é simplesmente errada, mas grosseiramente errada..." (p. 160).”
“Uma proposta pedagógica relacional visa a sugar o mundo do educando para dentro do mundo conceitual do educador.”

ESCOLAS DEMOCRÁTICAS - As escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha chamada de Pedagogia Libertária que se caracteriza por abordar a questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional tradicional.
Segundo Luckesi (1994) a pedagogia libertária espera que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionário. A idéia básica é introduzir modificações institucionais, a partir dos níveis subalternos que, em seguida, vão “contaminando” todo o sistema. Uma escola democrática é uma escola que se baseia em princípios democráticos, em especial na democracia participativa, dando direitos de participação iguais para estudantes, professores e funcionários. Esses ambientes de ensino colocam os alunos como os atores centrais do processo educacional, ao engajar estudantes em cada aspecto das operações da escola, incluindo aprendizagem, ensino e liderança. Os adultos participam do processo educacional facilitando as atividades de acordo com os interesses dos estudantes.
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de escolher o que querem fazer com seu tempo. Em muitas escolas, não existe a obrigatoriedade de freqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu interesse. Os estudantes dessas escolas são responsáveis por e têm o poder de dirigir seus estudos desde muito novos
As salas de aula não são divididas por idade. As crianças dispõem-se em grupos (pré- determinados pelos tutores no início do ano letivo) para realizar suas respectivas atividades escolhidas, trabalhando em conjunto e interagindo com diferentes idades e personalidades. Essas atividades necessitam de pesquisa em livros e com os colegas para serem feitas. Em nenhum momento há a figura do professor explicando ou anotando algo na lousa para ser copiado pelos alunos. O professor é presente na sala de estudo para esclarecimentos de dúvidas (apenas depois de questionar todos do grupo) e orientação, apenas quando for consultado. Aos alunos portadores de deficiência mental (conforme o grau) não há nenhum tipo de atenção especial. Os mesmos são dispostos nos grupos pré-determinados para realizar suas atividades, organizadas com os respectivos orientadores. Os professores dispostos nas salas de estudo também estão disponíveis para auxiliar estes alunos da maneira que lhes for mais útil. Essa perspectiva de aprendizado, no mesmo sentido dos outros alunos, estimula o desenvolvimento próprio do aluno.
Na escola democrática o professor deixa de ser autoridade ou transmissor do conhecimento para tornar-se mediador das relações interpessoais e facilitador do descobrimento.
Por outro lado, a estrutura de gestão de uma escola democrática pressupõe a reativação ou mesmo a constituição de mecanismos de participação, a exemplo dos colegiados, que devem assumir funções não apenas de apoio à direção, mas de consulta quanto à sua opinião e participando nas deliberações sobre assuntos que remetam ao cotidiano escolar. Essa caracterização renovada dos colegiados conduz a um olhar sobre eles enquanto órgãos efetivos de gestão colegiada, abandonando os estereótipos de simples
Um dos principais argumentos do fundador José Pacheco para justificar a necessidade de mudança na abordagem pedagógica é que não passa de um grave equívoco a idéia de que se poderá construir uma sociedade de indivíduos personalizados, participantes e democráticos enquanto a escolaridade for concebida como um mero adestramento cognitivo. No entanto para que haja a mudança é necessário um grande reconhecimento das condições por todos os envolvidos e um trabalho em equipe com o mesmo objetivo. Pacheco acredita que qualquer escola pode aderir à democratização de seus alicerces, uma vez que alunos, professores e funcionários em geral estiverem abertos e convencidos a contribuírem para a democratização dos alicerces das instituições.
Modelos Epistemológicos e Modelos Pedagógicos
Fernando Becker traz em seu vídeo exibido pela Interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo a importância de garantirmos o espaço do "Pensar" em nossas salas de aula.
O inatismo basea-se na ideia de que todos já trazem o conhecimento, que precisam apenas trazer para a consciencia aquilo que já nascem sabendo. A ação do professor nesse modelo epistemológico é inexistente.
Por muito tempo e até hoje, vemos nas escolas uma pedagogia diretiva com bases epistemológicas empiristas onde o aluno é mero receptor. O Professor dá a aula, dá a matéria e o aluno tem a tarefa de reproduzir tudo o que o professor lhe passa. É a conhecida educação bancária, onde tudo é depositado na ilusão de que o aluno está aprendendo.
Na pedagogia relacional com base epistemológica construtivista o aluno é desafiado, é provocado a pensar e consequentemente na busca pelas respostas a construir conhecimento.
“É a ação que dá significado às coisas”, mas não a ação aprisionada: aprisionada pelo treinamento, pela monotonia mortífera da repetição, pela predatória imposição autoritária. Mas sim, a ação que num primeiro momento, realiza os desejos humanos, suas necessidades e, num segundo momento, aprende simbolicamente o que realizou no primeiro momento: não só assimilação, mas assimilação e acomodação; não só reflexionamento, mas reflexionamento e reflexão, não só ação em primeiro grau, mas ação de primeiro e e segundo graus- e de enésimo grau, numa palavra, não só pratica, mas prática e teoria.”


O texto “A Maquinaria escolar” de Júlia Varela e Fernando Alvarez-Uria,  trata da infância e de seu conceito que nem sempre foi o mesmo, pois as crianças eram vistas como mini adultos sem restrições. Trata da escola como uma instituição de transformação da juventude, fazendo das crianças, esperanças da igreja, súditos da autoridade real. As crianças iam para escola para serem educadas, eram afastadas dos seus pais para irem para colégios internos para não se desviarem do caminho traçado pela igreja como o correto. Porém, contraditoriamente, eram castigadas e humilhadas diante dos outros. O nível de pobreza de cada criança definia o tipo de internato que frequentaria e o tratamento também era diferenciado. O fracasso escolar era visto como incapacidade e o único responsável por isso era o aluno. A escola vista como invenção da burguesia para civilizar os filhos dos trabalhadores, fantasiada de “Direito de todos à educação” Transformando tábula rasa em um bom trabalhador, honrado produtor. A escola assim como ela é e sempre foi, está naturalizada e os poucos estudos a cerca da instituição escolar são irrelevantes frente à história da Educação. A condição natural da escola são alimentados por tratados pedagógicos que se perpetuam. Repensar a escola é algo impensável e anti-natural. Os conteúdos se tornaram cada vez mais inúteis, pois as vivências dos alunos de classes populares eram totalmente diferentes da burguesia  e seus significados também.
“Limitar-nos-emos pois simplesmente a esboçar as condições sociais de aparecimento de uma série de instâncias no nosso entender fundamentais que, ao se amalgamar em princípios deste século, permitiram o aparecimento da chamada escola nacional: 1. a definição de um estatuto da infância. 2. a emergência de um espaço específico destinado à educação das crianças. 3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnolo-gias específicas e de "elaborados" códigos teóricos. 4. a destruição de outros modos de educação. 5. a institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da obrigatorie-dade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis.”(p.02)
“Podem-se ressaltar três influências, entre outras, que parecem ter sido decisivas na constituição progressiva da infância: a ação educativa institucional exercida em espaços tais como colégios, hospícios, hospitais, albergues, casas de doutrina, seminários (não existem somente seminários para clérigos, mas também seminários para nobres, além de seminários nos quais se instruem os jovens das classes populares); a ação educativa da recém estreada família cristã; e, por último, uma ação educativa difusa que, pelo menos do ponto de vista formal, está especialmente vinculada às práticas de recristianização.”(P.05)

Referência: BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
BECKER, Fernando e MARQUES IWASKO, Tânia Beatriz. A Aprendizagem Humana: processo de construção. 
Referência: TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil,  ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>. Acesso em: 10 abr. 2018.
Referência: MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>. Acesso em: 10 abr. 2018.
Referência: VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>. Acesso em: 10 abr. 2018.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação – São Paulo: Ed. Cortez, 1994. Projeto Político-Pedagógico da EMEF Amorim Lima. Disponível em: http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php

POPPER, Carl. e ECCLES, John C. O eu e seu cérebro. Campinas: Papirus. Brasília: Editora da UNB, 1991.
Vídeos disponibilizados pela Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II disponíveis em:
https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs, acesso em 16/14/2018.


O espaço para perguntas na ação docente

Durante o Eixo 6, na Interdisciplina de Filosofia da Educação estudamos o texto de Edgar Morin  A CEGUEIRA DO CONHECIMENTO: O ERRO E A ILUSÃO sobre o qual eu fiz uma postagem

que trata do quanto precisamos estar abertos às perguntas, tantos dos nossos alunos, quanto às nossas. 
Durante o estágio eu questionei as minhas certezas e fui em busca de novas alternativas de trabalho. Realmente, isso causou uma insegurança que dava medo. Pisar em terreno desconhecido nos tira da zona de conforto e nos impulsiona a buscar respostas. Isso requer coragem, humildade e compromisso com a verdade para admitir "não sei isso, vou pesquisar".
Apesar das respostas não terem sido as esperadas, aprendi muito nesse processo. Entendi que uma nova hipótese não era verdadeira  e antigos conceitos foram retomados e melhor entendidos.
Referência:
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. 5

domingo, 7 de abril de 2019

A importância do brincar

Cursando o Eixo V, fiz uma postagem sobre o brincar e sempre que observo as crianças brincando eu penso nessa palestra. É visível  a riqueza desses momentos, pois as crianças estabelecem relações de reciprocidade, negociam brinquedos, denominam papéis (pai, mãe, filho, cachorro da família, etc.) para cada participante, classificam peças, exercem  diferentes papéis e com extrema competência, dividem objetos, criam brincadeiras com materiais não estruturados . Na hora de guardar os brinquedos também aprendem, pois precisam classificar os brinquedos e colocar tudo no lugar certo.
Enquanto professora da turma, curto muito mais esse momento, sinto prazer e tranquilidade em  observar pedagogicamente cada ação, cada conflito, cada aprendizagem, cada brincadeira.
. “As brincadeiras possibilitam aproximar-se do mundo de forma leve e explorá-lo sem medo, desempenhando vários papéis a criança socializa e aprende.” (FERRARIS,2011).
 


Referências:
FERRARIS, Ana Oliveiro. Agitação que faz bem. Mente Cérebro. São Paulo:EDIOURO DUETTO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII n° 216 jan/2011 (pp: 36-41)