quinta-feira, 27 de abril de 2017

ANÁLISE DAS POSTAGENS DO BLOG DE UMA COLEGA



Na interdisciplina do Seminário Integrador V do curso de Pedagogia à Distância da UFRGS - PEAD 2, temos como tarefa analisar as postagens feitas no blog de uma colega e vice-versa. Está um trabalho bem interessante pois ao analisarmos as postagens de outra pessoa, nos damos conta também da qualidade das nossas postagens.
 Para que seja considerada uma postagem qualificada é necessário que além de descrever alguma ação, que façamos uma reflexão acerca do que descrevemos. Pude perceber que a grande maioria das postagens de minha colega eram reflexivas e o quanto estamos crescendo ao longo do curso. Agora, estou esperando a análise que ela fez das minhas postagens para comparar com a minha autoavaliação que estarei fazendo do decorrer dessa semana.
Penso que quando alguém analisa e avalia o que escrevo, me dá elementos para qualificar cada vez mais o meu trabalho enquanto escritora.
Segundo Alarcão (1996), "Educar para autonomia implica fazer um ensino reflexivo que, por sua vez, se baseia numa postura reflexiva do próprio professor."

Referências:
ALARCÃO, I. Professor Reflexivo. Extraído de ALARCÃO,I. (org.) - Formação reflexiva de Professores - estratégias de supervisão. Editora Porto. Porto, Portugal, 1996.
DEWEY,J (1933) How we Tflink. Chicago, D.C Heath.

 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

PROFESSOR REFLEXIVO

Ao longo de todo o meu percurso como Educadora sempre mantive uma postura de professora reflexiva. Perguntando-me a cada final de aula o que deu certo, o que não deu. Como os alunos reagiram a cada provocação por mim feita, sobre os resultados obtidos e os motivos de sucesso e fracasso a cada proposta apresentada e o que fazer para melhorar minha ação.
Identifiquei-me muito com o texto de Isabel Alarcão apresentado pela interdisciplina do Seminário Integrador V, pois ela trata da importância  de um professor reflexivo.
Percebo que muitos colegas se negam a refletir sobre sua ação pedagógica tamanha a sua prepotência. Talvez também por medo de dar-se conta do quanto suas aulas estão sendo ineficientes. Ou por puro conforto. E como diz o texto:" Difícil sobretudo pela falta de vontade de mudar." Continuam assumindo um lugar de poder absoluto diante dos alunos, com um discurso onde os todos os problemas da não aprendizagem são os estudantes, as famílias, o sistema,  enfim, nunca se incluem como causa do fracasso dos discentes, e, muitas das vezes, eles são a maior causa de tudo. E pior, se ofendem quando são questionados pela equipe diretiva.
No ambiente em que trabalho percebo que ser reflexivo ou parcialmente reflexivo (pois a reflexão nunca é uma auto-reflexão) é algo que ainda tem muito a progredir.
Nessa minha caminhada, encontrei algumas colegas que juntamente comigo, conseguem ser humildes o suficiente para perceber que algo em nossa prática, nossa maneira de olhar os alunos, a forma que planejamos nossas aulas, precisa ser diferente.
Isabel Alarcão traz em sua fala a diferenciação que John Dewey(1933)  traz do pensamento reflexivo de rotina guiado por impulso, hábito, tradição ou submissão à autoridade daquela reflexão baseada na vontade, no pensamento, em atitudes de questionamento e curiosidade, na busca da verdade e da justiça. "Sendo processo simultaneamente lógico e psicológico, combina a racionalidade da lógica investigativa com a irracionalidade inerente à intuição e à paixão do sujeito pensante; une cognição e afectividade num ato específico, próprio do ser humano."

Referências:
ALARCÃO, I. Professor Reflexivo. Extraído de ALARCÃO,I. (org.) - Formação reflexiva de Professores - estratégias de supervisão. Editora Porto. Porto, Portugal, 1996.
DEWEY, J. (1933) How we Tflink. Chicago, D.C Heath.

terça-feira, 11 de abril de 2017

ENCANTAMENTO COM PROJETOS DE APRENDIZAGEM


Ao longo de muitos anos trabalhei com Projetos nas minhas turmas. Porém, eram Projetos de Ensino, onde eu, enquanto professora, elencava assuntos que eu julgava pertinentes às turmas partindo dos interesses e necessidades dos alunos.
Desde o ano passado, começamos a trabalhar com Projetos de Aprendizagem, pois na reformulação do Projeto Político Pedagógico da escola, optamos por trabalhar com a metodologia "Educar pela Pesquisa" e concomitantemente, começamos a estudar no PEAD sobre Projetos de Aprendizagem.
Posso dizer que foi e está sendo muito interessante perceber o quanto a escola perde oportunidades de ensinar significativamente quando não ouve os alunos, as suas perguntas, quando não dá ouvidos à sua curiosidade. E como diz Paulo Freire, "todo conhecimento parte de uma curiosidade."
Na escola onde trabalho, o movimento na biblioteca aumentou assim como no laboratório de informática. Alunos agrupados pesquisando, preparando trabalhos para apresentar, interessados e motivados a aprender.
Percebo que, assim como os alunos,  os professores estão aprendendo muito, pois tiveram que reinventar sua forma de ensinar. Saíram da zona de conforto e estão enfrentando o desafio de trabalhar com o desconhecido. Perderam o poder do saber e empoderaram os alunos. Realmente é um movimento magnífico!


quinta-feira, 6 de abril de 2017

ESTÁDIOS DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E A EDUCAÇÃO

Para Piaget (1983, p. 236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o “caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras. 
Apesar de não ser a idade que define o processo de desenvolvimento de um indivíduo e sim as suas experiências, suas oportunidades de resolver problemas, seu meio social, sua maneira de pensar, existe uma média de idade nos estádios de desenvolvimento cognitivo pelos quais passam as pessoas definidos por Piaget.
Os estádios do desenvolvimento e as médias de idade são as seguintes:

1) sensório-motor - do nascimento até aproximadamente um ano e meio, dois anos; 

2) pré-operatório - de aproximadamente um ano e meio até por volta dos sete anos;

3) operatório-concreto - por volta dos sete até em torno dos doze anos;

4) operatório-formal - desde cerca dos doze anos, perdurando pela vida adulta
De acordo com a teoria da Epistemologia Genética de Jean Piaget, a aprendizagem de um indivíduo seja criança, adolescente ou adulto, acontece através da resolução de problemas, na interação do sujeito com o objeto de conhecimento, seja no meio físico ou social em que vive, lançando hipóteses acerca do conhecimento em questão.
 
A educação é  um “processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro” (MATURANA, 2001, p. 29). 
  O Educador, independente da faixa etária com o qual trabalha, precisa entender o processo de aprendizagem em que se encontra o educando, de que forma pensa, para que a partir dessa compreensão possa contribuir, fazendo intervenções adequadas para que o educando avance em seu processo de construção do conhecimento.