“O tempo de levamos dizendo que para haver alegria na escola é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo é o tempo que perdemos para começar a inventar e viver a alegria.” (FREIRE, 1993. p.10)
A
escola precisa deixar de ser um espaço onde alunos e professores passam o tempo
todo reproduzindo conteúdos pré-estabelecidos no currículo e que nada tem a ver
com a vida dos estudantes. Já é tempo de ressignificar aquilo que se
ensina/aprende na escola.
Professores
e alunos juntos, são capazes de construir conhecimento, na ação e na interação
entre as partes (aluno/aluno; aluno/professor; professor/professor) na busca
pelo conhecimento. O espaço escolar precisa deixar de ser um espaço para se
cobrir carga horária e passar a ser um espaço de construção em busca das
respostas pra as perguntas dos estudantes. É preciso rever o currículo e analisa-lo
criticamente para definir quais deles são relevantes na vida dos estudantes e
quais não acrescentam nada, pois não promovem aprendizagens.
As
atividades da sala de aula precisam visar a construção do conhecimento, a ação
o protagonismo, a discussão, a pesquisa, a descoberta. Onde os professores
possam planejar de forma coletiva, promovendo a interdisciplinaridade,
refletir, dialogar, compartilhar.
A
escola pode e deve ser um espaço de construção do conhecimento onde o prazer de
aprender esteja presente.
“É necessário
rediscutir o que a escola entende por tempo de aprendizagem. Sabemos que
sujeitos diferentes, com histórias diferentes aprendem de múltiplas formas,
pois o aprendizado não se limita ao intelecto, envolve também as emoções,
sentimentos dos sujeitos, sendo assim, outras fontes de aprendizado não são
consideradas. Considerar o tempo na atualidade implica em que o olhar da escola
se desloque do produto (aprovação/reprovação) para se identificar com o
desenvolvimento, com o processo de aprendizagem que pode realizar.” SAMPAIO (2002)
Referências:
FREIRE, Paulo. Prefácio à edição
brasileira. In: SNYDERS, Georges. Alunos
felizes.São Paulo: Paz e Terra, 1993. p. 9-10.
SAMPAIO, Carmem Sanches. Educação
brasileira e(m) tempo integral. In: COELHO, Lígia Marta C. da Costa, CAVALIERE,
Ana Maria (Orgs.). Alfabetização e os múltiplos tempos que se cruzam na escola.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. p. 182-196.

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