“No ensino
esqueceram-se das perguntas, tanto o professor como o aluno esqueceram-nas, e
no meu entender, todo conhecimento começa pela pergunta. Começa pelo que você,
Paulo (Paulo Freire), chama de curiosidade.”
(FREIRE;
FAUNDEZ. 1985)
A escola abandonou as perguntas e parece seguir um caminho de
verdades absolutas esquecendo que a ciência é produzida a partir de perguntas.
Os professores levam as respostas para os alunos sem eles ter perguntado nada.
O livro didático traz conhecimentos construídos por pesquisadores, mas na
maioria das vezes esse conhecimento não é vinculado à vida dos estudantes e,
com isso, vazio de significado e pouco interessante para eles.
Na
busca pelas respostas de nossas perguntas é que aprendemos. A escola precisa
ouvir os alunos. O que querem aprender? Sobre o que desconhecem? Qual é a sua
curiosidade? Qual é a sua pergunta? Os meus alunos tinham muitas perguntas
interessantes. Aprendi muitas coisas na
nossa pesquisa sobre os touros. Eles queriam saber, entre tantas outras coisas,
porque os touros não gostavam do vermelho. E assim, a pesquisa iniciou.
Segundo FREIRE (1985), “a curiosidade do
estudante, às vezes, pode abalar a certeza do professor. Por isso é que, ao
limitar a curiosidade do aluno, a sua expressividade, o professor autoritário
limita a sua também. Muitas vezes, por outro lado, a pergunta que o aluno,
livre para fazê-la, faz sobre um tema, pode colocar ao professor um ângulo
diferente, do qual lhe será possível aprofundar mais tarde uma reflexão mais
crítica.”
Na
escola onde trabalho em Esteio, estamos começando com a metodologia Educar pela
Pesquisa. Os professores abraçaram a causa e fizeram acontecer. A ação da coordenação
pedagógica nesse processo foi fundamental. O
movimento que se vê dos alunos na escola mudou, é com frequência que se grupos de alunos
pesquisando, os alunos apresentam seus Projetos de Pesquisa em um seminário e
são avaliados por todos professores. Um
espetáculo.
Referências:
- FREIRE, Paulo. FAUNDEZ, Antônio. Por uma Pedagogia da Pergunta. Paz e Terra. 3ª ed. Rio de Janeiro.
1985.



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