segunda-feira, 31 de outubro de 2016

JOGO TOTAL 10

Os alunos quando jogam interagem com o objeto de conhecimento, dialogam, lidam com vitórias e frustrações, resolvem conflitos, precisam entender e respeitar as regras, aprendem muito e de forma lúdica. O jogo está sempre presente nas minhas aulas. O jogo total 10, trabalha com o campo aditivo.

TOTAL 10
Turma: 2º Ano
Faixa Etária: 7-8 anos
Material: 2 baralhos com cartas numéricas de 0 a 10
Participantes:  2 a 5
Modo de Jogar:
Objetivo: Conseguir o maior número de cartas somando os valores das cartas e obtendo um total 10.
O baralho fica no centro da mesa com as cartas viradas para baixo. O primeiro a jogar vira uma carta do monte. O segundo, vira outra carta e assim sucessivamente. Sempre após virar a carta o jogador tem a possibilidade de formar o total 10 com as cartas viradas e levar as cartas para si, se não conseguir, vira a carta e passa a vez. Ao terminar as cartas do monte, cada um conta as cartas conquistadas. Quem tiver mais cartas será o vencedor.
Os alunos podem registrar as diferentes frases matemáticas a partir do jogo.
RELATÓRIO DA ATIVIDADE
           Expliquei o jogo. Os alunos aceitaram e entenderam muito bem a proposta do jogo. Os baralhos foram distribuídos e o jogo começou. Percebi que alguns alunos tinham mais facilidade de formar o total 10 somente com duas cartas , enquanto que outros já se utilizavam de várias cartas para conseguir formar o total 10. Alguns alunos, precisaram do meu auxílio, onde fui  pegando duas cartas e questionando se o total dava 10, depois de outras duas, até ter somado todas, caso o aluno percebesse que duas cartas somadas totalizavam 10, levava para si. Ao terminar o jogo, os alunos queriam jogar novamente. Depois de 3 partidas, passamos aos registros do jogo, escrevendo as frases matemáticas nos seus devidos cadernos. Alguns alunos rapidamente fizeram seus registros, outros, precisaram de ajuda para conseguir formar 10 com as cartas conquistadas.
                Como é possível somar 10 com os dedos, não foi preciso outro material concreto, pois os alunos utilizavam os dedos das mãos. Sempre que ultrapassava os 10 dedos, sabiam que não era possível levar as cartas, pois passava  de 10.
                   

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Educar pela Pesquisa

https://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw

Esse vídeo foi muito esclarecedor no que diz respeito à metodologia Educar pela Pesquisa. Pedro Demo traz de forma muito clara o quanto a pesquisa favorece o aprendizado.
Na escola onde atuo estamos começando com essa metodologia e esse vídeo nos ajudou muito a romper com antigas ideias sobre o papel da escola.
Nós professores, precisamos abrir espaço para ouvir os alunos, quais são suas perguntas? Que conhecimentos trazem? A escola, como diz Pedro Demo, responde tudo sem ao menos os alunos terem perguntado nada. O aluno que pesquisa aprende, os outros ouvem a aula.
Na nossa escola, os alunos dos anos finais pesquisaram sobre diferentes temas e apresentaram em um seminário para colegas e professores, foi um momento muito rico em aprendizagem e superação tanto para alunos quanto para professores.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

APRENDENDO E ENSINANDO SOBRE O PASSADO



“Como podemos ajudar as crianças a se relacionarem com o passado por meios que reflitam uma genuína investigação histórica? [...] O processo de investigação histórica envolve a compreensão de conceitos de tempo: a mensuração do tempo, semelhanças  e diferenças de períodos. Isso significa encontrar o passado a partir de fontes, os traços do passado que permanecem, sejam escritos, visuais, orais.” (COOPER)
                É interessante ouvir o que as crianças dizem quando analisam fotos de diferentes épocas e perceber as diferentes noção de tempo e espaço  que já trazem.
                Diálogo que tive com minhas alunas durante uma atividade com fotos onde tinham que organizar cronologicamente e justificar .
                Aluna A: _ Profe, essa foto é muito antiga.
                Professora: _ Por que tu achas?
                Aluna A: _ Porque ela é sem cor, foto sem cor é antiga.
                Aluna B: _ Mas essa aqui é muito mais antiga por que ela também é sem cor só que  tem a borda tortinha, isso é coisa de foto muito  muito antiga, minha vó que me disse, ela tem um álbum cheio dessas fotos
Isso é só um exemplo, para ilustrar  que as crianças têm noções de tempo baseadas em vivências com outras pessoas, naquilo que ouvem na televisão ou internet. A escola precisa mediar esses saberes para que o aluno consiga compreender a realidade e o contexto socio-
histórico de cada situação.
Com os alunos pequenos percebo que o trabalho com imagens se torna muito interessantes e facilitador  para eles. Trabalhar o passado  ilustrando-o facilita a compreensão das crianças acerca do tema em questão.  Mas sempre começo pela história deles: a história do nome,  onde nasceram, quem são  seus pais, avós, sua família, o que está escrito na sua certidão de nascimento,  como eram quando eram bebês, etc.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CLASSIFICAÇÃO E SERIAÇÃO



“Classificação e Seriação são conceitos fundamentais para a construção do número. Segundo Piaget...Classificar é uma operação lógica da qual nos utilizamos diariamente. Às vezes concretamente, quando nos utilizamos de materiais, separando roupas, livros e etc.; outras mentalmente quando nos referimos aos alunos de tal turma, ou palavras paroxítonas. Nota-se que quando classificamos, usamos sempre um critério para separarmos uma coleção de objetos em classes. Para classificar, trabalhamos com as relações de pertinência e de inclusão de classes . Quando relacionamos cada elemento com a classe à qual pertence (por ser semelhante aos outros elementos dessa classe), estamos estabelecendo uma relação de pertinência. Quando relacionamos uma subclasse com a classe maior em que ela se encaixa, estamos trabalhando com uma relação de inclusão de classes.
A seriação trabalha com as diferenças entre objetos. Diferentemente da classificação que trabalhava com as semelhanças, a seriação busca estabelecer uma relação de diferença que possa ser quantificada e permita que os elementos da coleção possam ser colocados em ordem, seja ela crescente ou decrescente. Dessa forma, seriando, temos uma fila com uma relação estabelecida onde cada objeto tem o seu lugar bem definido e invariável.”

                Para trabalhar seriação e classificação em minha turma eu utilizo diversos materiais: Tampinhas de diferentes cores, tamanhos e formatos. Blocos lógicos, os brinquedos  presentes na sala de aula, peças de encaixe, embalagens, palitos de picolés coloridos,  EVA colorido em diferentes formatos, alfabetos e numerais móveis, cartas com figuras,  com numerais, com diferentes quantidades de desenhos, fichas didáticas, etc.
                A interdisciplinar Representação de Mundo pela Matemática, disponibilizou  para as graduandas, um ambiente virtual com informações conceituais, atividades, sugestões para trabalhar Matemática no Ensino Fundamental, selecionaram alguns conceitos e apresentam algumas sugestões de como trabalhá-los na sala de aula. Essas sugestões estão repletas de objetos de aprendizagem em flash, textos, exemplos de atividades, questões, vídeos e materiais interessantes. Os menus "Conceitos gerais", "Números e operações", "Espaço e forma", "Grandezas e medidas" e "Tratamento da informação" trazem objetos digitais de aprendizagem e sugestões de atividades sobre cada conceito/conteúdo listado.
                Esse ambiente virtual, é riquíssimo de possibilidades de trabalho,  traz inúmeras sugestões de jogos que podem perfeitamente serem adaptados. Além disso, através dele, consegui  entender de forma mais clara e objetiva o que consiste cada conceito ali apresentado.  E também, perceber qual conceito matemático está sendo trabalhado quando proponho essa ou aquela atividade, o que antes eu sabia que era importante, mas não exatamente porque, na verdade, ele fundamenta minha prática de forma muito interessante.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

VERITEK - UM JOGO DE RELAÇÕES




                O jogo está diariamente em minhas aulas. Através dele os estudantes são capazes, de forma lúdica e divertida, produzir conhecimento. Através da interação entre eles, do desejo de vencer, do diálogo, da frustração de uma hipótese incompleta, da diversão, aprendem.
                Um jogo que está sempre presente em minhas aulas é o VERITEK. Ele é um excelente jogo didático de correspondência. Ele permite trabalhar  qualquer conteúdo de qualquer área do conhecimento, assim como de qualquer complexidade.  Pode ser jogado individualmente, em duplas ou em grupo. A caixa é sempre a mesma o que muda é a ficha que o professor apresenta como desafio.  É um jogo onde o aluno joga de forma autônoma, pois as peças  mostram onde estão os equívocos. Os meus alunos adoram jogar Veritek. Ele também é ótimo para  ser usado como atividade extra para os alunos mais rápidos. É possível avaliar facilmente o desempenho dos alunos. Eles aprendem muito jogando Veritek. É visível a alegria dos alunos ao serem bem sucedidos em suas relações. Pois se as relações estão corretas, uma figura geométrica se forma ao virar e abrir a caixa.
O Veritek consiste numa caixa retangular (26x10x1cm) com doze peças quadradas (4x4cm), dispostas em modo paisagem,  enfileirados em duas linhas por seis colunas. Numa das faces de cada peça existe a numeração de 0 a 12. Na outra face existe uma parte colorida. No fundo da caixa, existe os numerais de um a doze também. Para jogar é necessário uma ficha elaborada pelo professor. O lado esquerdo da ficha corresponde às peças e o lado direito, à caixa numerada. As peças  devem ser colocadas na caixa de acordo com a relação estabelecida na ficha. Cada ficha contém seu gabarito.