Na interdisciplina Seminário Integrador VI, tínhamos que relatar um fato ocorrido e fazer uma pesquisa a cerca do tema relatado. Segue abaixo a meu relato e minha pesquisa e as etapas do trabalho:
Imagem extraída do google disponível em:
https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbm=isch&source=hp&biw=1354&bih=649&ei=YNcnWoXJEJGswgS4v4TICw&q=diversidade+racial&oq=diversidade&gs_l=img.1.5.0l10.3272.5620.0.10418.12.10.0.0.0.0.600.1513.4-1j2.3.0....0...1ac.1.64.img..
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ETAPA 1
Escolher uma situação de diversidade e
preconceito para ser descrita com detalhes resguardando informações que
possam comprometer a sua privacidade e/ou de qualquer pessoa e
instituição. (prazo: 11/09)
No cotidiano escolar é muito comum presenciarmos diferentes situações
de discriminação e preconceito. A escola é um espaço onde a diversidade
está presente sempre e muitas pessoas apresentam dificuldades em
aceitar e respeitar essa diferença. A sociedade impõe determinados
padrões de beleza e “normalidade”, muitos influenciados pela mídia,
dificultando as relações entre as pessoas que não seguem esses padrões,
discriminando e excluindo-as. A escola tem um papel fundamental de fazer
com que todos reflitam sobre essas questões na tentativa de promover
uma mudança de comportamento e contribuir na construção de uma sociedade
mais justa. Mas o que esperar de uma escola onde os próprios
professores são preconceituosos?
O relato que trago é de uma professora que em uma reunião pedagógica
se referia a uma aluna negra, como “aquela moreninha”. Daí, alguém a
corrigiu dizendo “moreninha não, negra”. A professora concordou, meio
sem graça e com um sorrisinho no rosto, como se tivesse dado conta do
seu preconceito naquele instante.
ETAPA 2: Fazer um quadro levantando as certezas e dúvidas sobre a situação ocorrida; (prazo: 25/09)
Certezas:
1) As pessoas são preconceituosas.
2) Existe um receio entre as pessoas em se referir aos negros como negros.
Dúvidas:
1) Qual é a forma adequada para se referir aos negros?
ETAPA 3: Montar
e aplicar uma enquete online com perguntas que possibilitem a afirmar
ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. (prazo: 16/10)
Formulário de pesquisa:
https://docs.google.com/forms/d/1g1Fhc-WwJXVeZKUm8el6vpsWd04L5KTHqLystMiouag/edit
ETAPA 4: Procurar
textos de literatura científica (artigos e livros) que possam auxiliar
na análise da situação e nos dados levantados na enquete. Para cada
certeza e dúvida destacar fragmentos dos textos que auxiliam a afirmar
ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. Associar, inserindo a
referência, com cada certeza e dúvida o fragmento de texto que pode
auxiliar. (prazo: 23/10)
Certezas:
1) As pessoas são preconceituosas.
"A luta do povo negro no Brasil, por uma sociedade sem
discriminação, sem preconceito e sem racismo, provocou a formulação da
Lei 7.716, de 05/01/1989. O vigor dessa Lei vem comprovar práticas
discriminatórias no Brasil." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos autores, 2015 p. 52-53)
2) Existe um receio entre algumas pessoas em se referir aos negros como negros.
"Diante da possibilidade de alguém se atuado como criminoso
racista, a perplexidade do povo diante de qual posição a ser adotada
para identificar uma pessoa negra, ou melhor, qual é o vocábulo
apropriado." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos autores, 2015 p. 52
"Art.1º- Serão punidos, na forma da Lei, os
crimes resultantes de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou
procedência nacional." Lei Nº 7616/89
Dúvidas:
1) Qual é a forma adequada para se referir aos negros?
"Está se tornando comum a pergunta: Se alguém é negro, não
podemos dizer que ele é negro? A resposta deve ser: pode. A dúvida
persiste, e vem a interrogação: Mas não é crime chamar alguém de negro?
E, categoricamente, a resposta deve ser: não. O que deve ser percebido é
que, identificar um branco ou negro enquanto cidadão é uma coisa, outra
coisa é insultá-lo identificando-o, humilhando-o pela sua condição
racial." SILVA, Sérgio. Preto no Branco. Ed. digital. Clube dos Autores, 2015 p. 53
ETAPA 5: Analisar
a situação a partir dos autores trazidos na etapa 4. Produzir um texto
articulando os elementos trazidos nas etapas anteriores, construindo
argumentos para sustentar a reflexão. Relembrando: Tipos de argumentos:
Fatos: São acontecimentos que citamos porque têm relações de causa e
efeito com a afirmação que estamos defendendo.Exemplos: São casos
concretos que apresentamos como prova para confirmar ou negar
determinada afirmação.Dados: São estatísticas ou outras informações
objetivas relacionadas às afirmações feitas.Argumentos de autoridade:
São citações, diretas ou indiretas, de ideias de pessoas ou instituições
de prestígio, que estão em acordo com o que estamos defendendo.(prazo:
06/11)
É comum vermos nos mais diversos grupos sociais as pessoas se
referirem aos negros como: moreninho, pretinho, escurinho. Na escola
onde trabalho uma professora se referia a uma aluna negra, como
“aquela moreninha”. Daí, alguém a corrigiu dizendo “moreninha não,
negra”. Primeiramente, me pareceu uma atitude racista, pois muitas
pessoas pensam que referir-se aos negros como "negros" pode ser
ofensivo. Minha vizinha, por exemplo, disse outro dia: "Agora temos que
cuidar para falar, não podemos chamar de negro, por que é crime, daí eu
falo os morenos." Existe uma lei que condena qualquer tipo de humilhação
ou discriminação por conta da cor ela diz: "Serão punidos, na forma da
Lei, os crimes resultantes de discriminação de raça, cor, etnia,
religião ou procedência nacional." (Lei Nº 7616/89 Art. 1º) e em função
disso as pessoas começaram a ficar receosas de como se referirem aos
negros. Conforme Silva (2015),eEstá se tornando comum a pergunta: Se
alguém é negro, não podemos dizer que ele é negro? A resposta deve ser:
pode. A dúvida persiste, e vem a interrogação: Mas não é crime chamar
alguém de negro? E, categoricamente, a resposta deve ser: não. O que
deve ser percebido é que, identificar um branco ou negro enquanto
cidadão é uma coisa, outra coisa é insultá-lo identificando-o,
humilhando-o pela sua condição racial."
De acordo com a pesquisa on line realizada disponível em https://docs.google.com/forms/d/1g1Fhc-WwJXVeZKUm8el6vpsWd04L5KTHqLystMiouag/edit
, percebi que as pessoas já estão mais conscientes com relação ao
vocábulo adequado ao referir-se aos negros, pois 100% das pessoas que
participaram da pesquisa, afirmam referir-se aos negros como "negros".
Concluindo, se foi criada uma lei que criminaliza atos de
racismo, foi porque ele ainda existe no país. Nem sempre as pessoas que
se referem aos negros com vocábulos inadequados, são racistas, podem
apenas têm receio de estarem cometendo um crime ao chamá-los de
"negros".
ETAPA 6: Visitar
ao menos duas páginas de colegas listadas abaixo do seu nome e
comentar sobre o trabalho produzido. Critérios para essa visita e
comentários serão informados posteriormente (prazo: 27/11)
Iasmim: Olá Iasmim, achei muito interessante a tua pesquisa, essa
situação que trazes, infelizmente, ainda é muito comum no meio escolar.
Enquanto educadores, precisamos, primeiramente, refletir o quanto de
preconceito carregamos, muitas vezes, de forma inconsciente, por
estereótipo criados no ambiente escolar. Parabéns pela tua pesquisa, bem
organizada, questões objetivas e muito bem elaboradas na tua enquete,
trazes uma fundamentação teórica que sustenta teus argumentos. Parabéns!
Kênia:
Olá Kênia,
Considero bem importante tua pesquisa, o bullyng, apesar do
sofrimento que causa, é e sempre foi muito presente nas escolas. Com as
discussões cada vez mais frequentes no ambiente escolar, acredito que os
alunos possam se darem conta do quanto isso é prejudicial às pessoas
que são vítimas. Tua pesquisa está bem elaborada, tuas questões da
enquete foram bem formuladas de forma clara e objetiva, além de trazeres
uma consistente fundamentação teórica. Parabéns!
ETAPA 7: Postar
sua reflexão final sobre a situação analisada descrevendo as suas
aprendizagens ao realizar essa atividade. (prazo sugerido: 11/12)
Depois de realizar a pesquisa, percebi que o vocábulo adequado para
referir-se aos negros é "negros" mesmo e que o crime não está no termo
em que usamos, mas sim na forma preconceituosa e discriminatória em que o
usamos.
Através da enquete, percebi que muitas professoras utilizam o termo
"negro" sem receio, pois já entenderam que o preconceito não está aí.
Mas, percebo também, que pessoas menos esclarecidas, ainda possuem certo
receio com relação ao uso do vocábulo, por falta de conhecimento.
Foi interessante realizar esse trabalho, nunca tinha elaborado uma
enquete on line, apesar da baixa participação, foi mais uma aprendizagem
que realizei no Seminário Integrador VI.