Tradicionalmente
a divisão é trabalhada com foco didático a partir dos anos 3 e 4 da educação inicial,
entretanto, existem bases teóricas e investigações empíricas que nos levam a
crer que esta operação pode ser, e é útil que seja, abordada desde pré-escolar.
Por um lado,
a ação de dividir tem força simbólica, pois está apoiada por uma problemática
vivida, sobretudo pelas classes populares, onde em geral, as famílias são mais
numerosas: a necessidade de ¨repartir¨; potencializando ricamente o poder de
simbolização da divisão, a partir das vivencias cotidianas dos alunos.
Desde uma
perspectiva construtivista de aprendizagem, aprender é solucionar problemas, ou
seja, superar conflitos cognitivos e de essa maneira, o ato de repartir abarca
um campo de problemas bastante amplo, pois a mesma envolve as 4 operações.
O Jogo de
Repartir (Geempa, 2006) pode ser uma ferramenta didática muito útil para
trabalhar o Campo Conceitual da Divisão nos anos iniciais. É um jogo muito
concreto e muito versátil, pois o nível de dificuldade poder ser adaptado à realidade
e potencialidade cognitiva do grupo com o qual trabalhamos.
Abaixo estão
disponíveis as regras do jogo, mas basicamente se trata de dividir sementes em
copinhos de acordo com algumas regras e critérios, propondo, posteriormente, o
registro do que foi manipulado concretamente.
Este
registro se presta para posterior manipulação de dados, possibilitando a
transição do concreto para o abstrato, de acordo aos esquemas de pensamento dos
alunos com os quais trabalhamos.




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