segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CIÊNCIAS E A VIDA SUSTENTÁVEL



                O ensino de Ciências nas escolas precisa ir muito além do livro didático. São inúmeras as possibilidades de ensinar Ciências partindo da realidade do aluno e das curiosidades que eles possuem.
                A escola tem um papel fundamental que pode contribuir para que os estudantes tenham mais consciência do seu papel no mundo em prol de uma vida sustentável e que  pequenas ações ajudam na preservação do meio ambiente. Como por exemplo, separar o lixo, não jogar lixo nas ruas, etc.
                Acredito que essa consciência começa a ser construída desde que as crianças são muito pequenas. Existem relatos de famílias que mudam seu comportamento devido à reivindicação do filho que percebeu a importância de separar o lixo partindo de um trabalho feito na escola. 
            "O ensino de ciências pode propiciar o contato com a diversidade de formas de vida e de ambientes, bem como com as necessidades e condições necessárias à sobrevivência das diferentes espécies de seres vivos, procurando-se incluir a espécie humana entre as demais espécies e superar visões utilitaristas e antropocêntricas de natureza. Isto é, olhar para os seres vivos procurando ver suas estratégias de sobrevivência ao invés de considerá-Ios em função dos interesses e
valores da espécie humana. O ensino precisa superar classificações simplistas de elementos da natureza como úteis ou nocivos aos seres humanos, ou como recursos naturais a serem explorados." 
Trecho do texto "Ensino de Ciências e Educação Infantil" de Russel Teresinha Dutra da Rosa.
 






segunda-feira, 21 de novembro de 2016

QUANDO COMEÇAR A ENSINAR A DIVISÃO



Tradicionalmente a divisão é trabalhada com foco didático a partir dos anos 3 e 4 da educação inicial, entretanto, existem bases teóricas e investigações empíricas que nos levam a crer que esta operação pode ser, e é útil que seja, abordada desde pré-escolar.
Por um lado, a ação de dividir tem força simbólica, pois está apoiada por uma problemática vivida, sobretudo pelas classes populares, onde em geral, as famílias são mais numerosas: a necessidade de ¨repartir¨; potencializando ricamente o poder de simbolização da divisão, a partir das vivencias cotidianas dos alunos.
Desde uma perspectiva construtivista de aprendizagem, aprender é solucionar problemas, ou seja, superar conflitos cognitivos e de essa maneira, o ato de repartir abarca um campo de problemas bastante amplo, pois a mesma envolve as 4 operações.
O Jogo de Repartir (Geempa, 2006) pode ser uma ferramenta didática muito útil para trabalhar o Campo Conceitual da Divisão nos anos iniciais. É um jogo muito concreto e muito versátil, pois o nível de dificuldade poder ser adaptado à realidade e potencialidade cognitiva do grupo com o qual trabalhamos.
Abaixo estão disponíveis as regras do jogo, mas basicamente se trata de dividir sementes em copinhos de acordo com algumas regras e critérios, propondo, posteriormente, o registro do que foi manipulado concretamente.
Este registro se presta para posterior manipulação de dados, possibilitando a transição do concreto para o abstrato, de acordo aos esquemas de pensamento dos alunos com os quais trabalhamos.













segunda-feira, 14 de novembro de 2016

CAMPO MULTIPLICATIVO



                Muitos professores acreditam que o ensino da  divisão e multiplicação devem ser posteriores ao de adição e subtração.
            Pela teoria  dos campos conceituais, a compreensão dos  conceitos referentes a essas operações (divisão e multiplicação)  deve  começar a ser construída desde as primeiras séries, apesar  de muitas escolas ainda inserirem esse conteúdo somente  no currículo de turmas mais avançadas.” (extraído do site http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica2)
                Podemos trabalhar o campo multiplicativo sem trabalhar o algoritmo propriamente dito. Muitas atividades podemos propor para que a criança compreenda conceitos importantes.
                A interdisciplina de Representação do Mundo pela Matemática da Pedagogia à distância da UFRGS disponibilizou um site com muitos jogos virtuais que podem ser adaptados de acordo com a faixa etária de cada turma. http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica2/

                Segue abaixo uma adaptação que fiz de um jogo disponibilizado para trabalhar o quadro de dupla entrada.

PALAVRAS SECRETAS

4
CA
TA
VA
3
CO
GA
TE
2
MA
LA
LO
1
BO
SI
PO
0
NO
LU
TU

0
1
2
USANDO O CÓDIGO DESCUBRA AS PALAVRAS:
(1,0) (4,1) _________________________
(4,0)  (1,2) _________________________
(4,1) (0,2) __________________________
(1,0)  (2,1) __________________________
(3,0) (2,1) ­__________________________
(2,1) (4,1) __________________________
(1,2) (3,2) __________________________
(2,0) (2,1) __________________________
(0,1) (4,2) __________________________
(1,1) (0,0) __________________________
(3,1) (3,2) __________________________
AGORA USANDO AS SÍLABAS CRIE CÓDIGOS PARA SEU COLEGA DESCOBRIR

           

PROJETO DE APRENDIZAGEM



           
Na interdisciplina do Seminário Integrador IV do curso de Pedagogia à distância da UFRGS, nós estamos aprendendo sobre Projetos de Aprendizagem. Eu sugeri um tema e pesquisamos sobre ele. Claro que o foco do trabalho ficou  na elaboração do projeto, suas etapas, inclusive alguns projetos ainda estão em andamento.
            Eu e minha colega Iasmim optamos por pesquisar sobre as picadas dos mosquitos. Foi um trabalho bem interessante pois, além de descobrirmos coisas interessantes acerca dos mosquitos, pudemos “colocar a mão na massa” na construção do projeto. Construir o mapa conceitual baseado nas dúvidas e certezas provisórias foi uma tarefa que nos fez refletir muito sobre o que queríamos estudar.
            Trabalhar no pbwork sempre foi um desafio para mim, mas  como minha colega dominava as ferramentas e recursos do programa, aprendi muito com ela em relação a isso também. Isso comprova que quando trabalhamos coletivamente, temos inúmeras possibilidades de aprendizagem.
            Na escola onde trabalho estamos iniciando com a metodologia Educar pela Pesquisa, portanto, muito contribuiu para eu compreender como trabalhar com pesquisa em sala de aula e elaborar projetos de aprendizagem.