quinta-feira, 16 de julho de 2015

WORKSHOP DE AVALIAÇÃO - EIXO I - PEAD/2 - UFRGS




WORKSHOP DE AVALIAÇÃO
UFRGS - PEAD/2 - EIXO I
                Momento de “Narrar-se” como disse nosso colega Éderson.  Foi um momento muito importante na minha trajetória acadêmica esse primeiro workshop de avaliação. Pois, apresentamos a síntese de nossas aprendizagens e o quanto elas fizeram a diferença na nossa prática pedagógica.
                Preparar a síntese me obrigou a revisitar todos os trabalhos já realizados como forma de contemplar tudo o que tinha estudado e elaborado. Foi muito produtivo esse fechamento, pois na medida em que eu ia elaborando as reflexões a cerca do que tinha estudado percebi que eu transitava em uma interdisciplinar e outra, vivenciando na prática a interdisciplinaridade.
                Foi bem difícil para eu elaborar a síntese de alguns autores, tive que ler e reler muitas vezes, e no momento de ter que incluir as ideias na síntese, tive dificuldades novamente.  Os textos trabalhados na Interdisciplina Escola Cultura e Sociedade foram os mais difíceis para eu compreender. Na minha síntese, fiquei muito presa às ideias dos autores, pois não consegui elaborar um pensamento meu pela dificuldade de entendimento.
                Apresentar o Workshop provocou muita ansiedade e insegurança. Preparei-me muito para esse momento. Apresentar a síntese, em 10 minutos, exigiu que selecionasse somente o essencial, o mais significativo o mais importante em cada interdisciplina.
                O fato de estarmos sendo observados e avaliados pela professora, pelos tutores e pelos colegas exigiu qualidade no trabalho. Fiz o melhor que eu podia.
                Avaliar os trabalhos dos colegas também provocou aprendizagens, pois pude conhecer melhor as colegas e o colega e perceber as diferentes caminhadas e capacidades de cada um.
                 Assistir as sínteses dos colegas permitiu que fizéssemos relações diretas com o que tínhamos aprendido no semestre, criando uma sintonia de aprendizagem muito rica.
                Sem dúvida alguma, um Workshop exige muita mais do estudante do que ser avaliado diante da realização de uma prova, pois isso mexe com toda a nossa corporeidade. Se expor, apresentar diante dos outros, fazer bom uso da linguagem, das imagens, do tempo, das ideias, enfim, é muito mais complexo e completo do que avaliar uma simples prova.  Gostei muito de participar desse Workshop de Avaliação – Eixo I do PEAD/2 da UFRGS, foi um grande desafio para todos os alunos que participaram assim como um momento único de aprendizagem.  Que venham os próximos!
               

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Avaliar para conhecer

Quando avaliamos nossos alunos precisamos estar cientes de que estamos avaliando o nosso trabalho. Que a constatação da não-aprendizagem exige um encaminhamento para o professor e para o aluno. Avaliar na perspectiva de conhecer, significa identificar os objetivos alcançados e o novo ponto de partida da ação pedagógica. O professor avalia para identificar as aprendizagens e varolizá-las diante do aluno e as não-aprendizagens como desafio A avaliação é atividade contínua de conhecimento como afirma Juan manuel Alvares Mendez;
"Avaliamos para conhecer, com o objetivo fundamental de assegurar o progresso formativo de quem participa do processo educativo - principal e eimediatamente de quem aprende, bem como de quem ensina. Nesse procedimento dialético, a avaliação transforma-se em atividade contínua de conhecimento."
Na minha turma de 2º ano em processo de alfabetização, realizo com cada aluno uma avaliação individual, periodicamente, para poder entender minimamente o processo de aprendizagem que se encontra cada aluno e seus esquemas de pensamento a cerca da leitura e escrita assim como na construção de conceitos matemáticos. Avalio os alunos também com atividades coletivas, mas como o esquema de pensamento de cada  é único e envolve um rede complexa de conceitos, consigo perceber somente nas atividades individualizadas como de fato esse aluno pensa, momento no qual acolho todas as hipóteses dos alunos, onde valorizo toda a sua produção sem correções e questionamentos, é um momento em que o aluno me mostra o que aprendeu sem medos, sem constrangimentos, numa relação de compromisso com o pensamento de cada indivíduo, fortalecendo meu vínculo afetivo, pois naquele momento a minha atenção é direcionada à sua aprendizagem. os alunos esperam por esse momento. Alguns até pedem para fazer de novo. Esta avaliação que aplico com meus alunos aprendi no curso de alfabetização do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação(GEEMPA) e dá-se o nome de "Aula-entrevista",  Inclusive há uma publicação com esse mesmo título.

INATISMO, EMPIRISMO, CONSTRUTIVISMO

Modelos Epistemológicos e Modelos Pedagógicos
Fernando Becker traz em seu vídeo exibido pela Intersdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo a importância de garantirmos o espaço do "Pensar" em nossas salas de aula.
O inatismo basea-se na ideia de que todos já trazem o conhecimento, que precisam apenas trazer para a consciencia aquilo que já nascem sabendo. A ação do professor nesse modelo epistemológico é inexistente.
Por muito tempo e até hoje, vemos nas escolas uma pedagogia diretiva com bases epistemológicas empiristas onde o aluno é mero receptor. O Professor dá a aula, dá a matéria e o aluno tem a tarefa de reproduzir tudo o que o professor lhe passa. É a conhecida educação bancária, onde tudo é depositado na ilusão de que o aluno está aprendendo.
Na pedagogia relacional com base epistemológica construtivista o aluno é desafiado, é provocado a pensar e consequentemente na busca pelas respostas a construir conhecimento.
Eu fico me perguntando até quando os professores vão seguir dando aulas, conteúdos, dando e dando explicações? Até quando seguirão sendo o centro de todas as atenções na sala de aula alimentando seu narcisismo. Por mais que estudem e estejam conscientes que a construção do conhecimento acontece na interação com o objeto de conhecimento e na interação com seus colegas, não mudam suas práticas pedagógicas. Talvez por insegurança, talvez por não saberem como fazer diferente, mas o fato que o que se vê é isso: alunos sentados um atrás do outro em silêncio, ouvindo o professor, copiando do quadro. A discussão, a interação social, o movimento, a construção do conhecimento ainda permanecem longe das salas de aula.
Eu aposto na interação social, minhas salas de aulas são organizadas em grupos, o pensar é carro-chefe. Jogos, atividades práticas, trabalhos em grupo, movimento, conversas, conflitos, músicas, teatro isso tudo faz parte das minhas aulas.
Os meus ex-alunos me encontram pelos corredores da escola me abração e dizem: "Ai sôra que saudade das suas aulas, agora a gente só copia e cada textão que chega a doer as mãos."
O que fazer? Como mudar a concepção do que é aprender na cabeça de minhas colegas? Porque as aulas precisam ser chatas e sem significado? O que dizer para os ex-alunos?
O pior é ser criticada por não ensinar os alunos a usarem o caderno e a copiar do quadro. Meus alunos usam o cadernos, copiam do quadro, mas pra que eu vou desperdiçar o tempo da aula com cópias se tenho xerox a vontade na escola, pra que eu eu vou desperdiçar o tempo que podem estar pensando se o resto da vida escolar deles farão cópias intermináveis?
Piaget, o grande mentor da pedagogia relacional, comprovou que a construção do conhecimento se dá através da interação com o objeto de conhecimento. Será que quando copiam interagem? Claro que não. Mas, infelizmente. muitos colegas continuam tornando a escola um lugar chato e cansativo para os alunos.