domingo, 28 de maio de 2017

MAPA CONCEITUAL

 “Desde os níveis mais elementares de pensamento há implicações entre significações. Para o caso da construção de mapas conceituais, quando estamos escolhendo uma relação entre dois conceitos (expressa por uma frase de ligação) estamos realizando, em última análise, uma implicação significante."
(PIAGET & GARCIA, 1989)

O mapa conceitual é uma ferramenta usada para organizar e representar o conhecimento. É uma forma de sistematizar as redes de significados que construímos cognitivamente, sendo representadas graficamente através de setas, linhas e sinais semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras (proposições). O processo é dinâmico à medida que o conhecimento vai sendo construído o mapa  pode ser modificado.

O mapeamento conceitual é uma técnica muito flexível, em razão disso pode ser usado em diversas situações e para diferentes finalidades, como técnica didática, estratégia de estudo, recurso de aprendizagem ou meio de avaliação.


A Metodologia de Pesquisa através dos Projetos de Aprendizagem estudadas na Interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação do PEAD apresentou como meta a elaboração de Mapas Conceituais realizados pelos alunos baseados nas pesquisas realizadas com nossas turmas.
A princípio achei que não era possível elaborar uma mapa conceitual com alunos de 2º ano, devido ao nível cognitivo dos alunos, pois estão em processo de alfabetização.
Comecei a ler o material disponibilizado pela interdisciplina e algumas ideias começaram a surgir. Foi então que resolvi propor a elaboração do mapa conceitual sem me deter ao conceito de conceito, de verbo etc. Fomos para o Laboratório de informática , através de projeção fui elaborando o mapa na frente deles  com a participação de todos. Fui fazendo as perguntas aos alunos e de acordo com as respostas que eles davam, de acordo com a nossa pesquisa, fui construindo o mapa conceitual.
Depois de pronto, os alunos liam o mapa seguindo as setas, o que foi motivo de muito interesse, pois eles conheciam o que estava escrito. A linguagem gráfica facilitou a leitura.
Fiquei bem satisfeita com o resultado do trabalho, pois aquilo que parecia impossível, aconteceu. Encontro algumas limitações para o trabalho com pesquisa com alunos pequenos, pois eles não dominam a leitura e isso requer um leitor e um escriba para que de fato consigam pesquisar.
Tenho levado o notebook para a sala, conectado à TV vou coletivamente conduzindo a pesquisa. Nossa escola tem Wi-fi o que facilita muito esse trabalho.
Segue o nosso mapa conceitual.
REFERÊNCIAS:

PIAGET, J.; GARCÍA, R. Hacia uma lógica de significaciones. México, Gedisa, 1989.

sábado, 20 de maio de 2017

O NOVO BEBÊ JOHNSON


Lembro que discutíamos no eixo II quando cursamos a Interdisciplina Infância de 0 a 10 anos, o quanto a mídia lança padrões de beleza e comportamento. Que as empresas fabricantes de produtos para bebês sempre traziam imagens de bebês de cor branca, fofinhos, olhos claros, atendendo as características do que chamamos de infãncia-soft.
 Porém, durante a semana das mães desse ano me surpreendi com a propaganda da Jonhson que em tom emocional e delicado, mostrava partes de um bebê, olhos, pés, mãos e pele, destacando as descobertas que acontecem na vida da mãe quando um bebê nasce. Até revelar que se trata de uma criança com Síndrome de Down. A assinatura da campanha é: “Para nós e para todas as mães, todo bebê é um bebê Johnson´s”.
Isso me trouxe alguns questionamentos. Será que as empresas juntamente com as produtoras estão investindo na diversidade? Pois  a mídia  mais frequentemente tem abordado esses temas valorizando  a diversidade e o respeito pelo outro.
Fiquei realmente emocionada quando no final da propaganda trata-se de uma criança com síndrome de Down, por ser algo inédito por parte da Jonhson pois as pessoas apresentam muitos preconceitos em relação a eles e percebo que a mídia começa a influenciar a sociedade de forma diferente, respeitando a diversidade.



terça-feira, 16 de maio de 2017

20 ANOS DE LDBEN COM JAMIL CURY

 
 Ao assistir ao vídeo da palestra de Jamil Cury da aula inaugural da Faculdade de Educação da UFRGS 2017/1, que teve como tema central os 20 anos da LDBEN, pude perceber um pouco da história dessa lei que regulamenta a Educação no Brasil. Jamil Cury trouxe com muita clareza muitos fatos importantes que compõem parte da trajetória da Educação no Brasil. Listarei os que me chamaram mais atenção:

  • A construção e efetivação dessa lei (LDBEN), assim como o capítulo da Constituição que trata da Educação, sempre foi um processo muito moroso, difícil, complexo dentro de um campo de disputas de diferentes interesses, pois houve muita convergência em perspectivas e pontos de vista. Muitos avanços conseguimos,  mas no decorrer do tempo, muitos retrocessos houveram também.
  •  O governo não dá o devido valor à Educação e às Leis que regem seu funcionamento, asfixiando, no esquecimento e na desvalorização, não investe e impossibilita que se coloque em pratica o que está na lei.
  • Não é à toa que a única alteração da LDBEN por Medida Provisória será a do Ensino Médio. Pois foi um projeto que partiu do legislativo.
  • A gratuidade da Educação Brasileira surgiu tardiamente em 1988.
  • O Ensino Religioso ocupou 2/3  das discussões em tom passional.
  • Em épocas de ditaduras desapareceu o financiamento vinculado diretamente aos impostos.
  •  Em 1967 foi extinta a obrigatoriedade da Educação e caiu o financiamento. Com isso, inicia o declínio no salário dos professores.
  • Muitas alterações foram feitas na LDBEN desde o seu surgimento.
  • Um dos pontos positivos da LDBEN foi vincular o conselho tutelar na obrigatoriedade e controle de presença das crianças e jovens do Ensino Fundamental na escola.
Foi muito significativo para mim saber desses fatos, pois dá uma noção de como e porque a situação chegou aonde está.
Concordo com Jamil Cury que abrir a LDBEN para a discussão nesse momento político em que vivemos pode abrir espaços para retrocesso, pois com esse governo ilegítimo que aí se encontra no poder,  tem subtraído dos cidadãos brasileiros direitos conquistados com muita luta e certamente, com a LDBEN não será diferente.
Nas palavras de Jamil Cury: "Nós temos uma capítulo  que trata da Educação na Constituição Federal que nos dá um grande fundamento. Precisamos olhar atentamente e buscar defesas significativas e importantes para as lutas que virão."


quarta-feira, 10 de maio de 2017

APRENDIZAGEM E VÍNCULO AFETIVO

Aprendizagem amorosa "trata-se de uma experiência que possibilite um emocionar na relação professor-aluno, alunos-alunos que se configura a partir da consideração do outro como legítimo outro. Um emocionar fundado na aceitação do outro."(REAL; PICETTI)
Em muitas formações de professores as quais participei ouvi na necessidade de estabelecermos vínculos afetivos com os alunos para conseguirmos ensiná-los. Realmente, vivenciei isso na prática. Eu só consigo estabelecer uma relação ensino-aprendizagem depois que estabeleço um vínculo afetivo com meus alunos. Ouvindo-os, valorizando o que eles trazem de conhecimento, olhando no olho, considerando seus medos, suas frustrações, olhando de verdade para cada aluno, compreendendo o seu ponto de vista nas mais diversas situações, estabelecendo uma relação de respeito pelo sua realidade, seus valores, suas vivências.
Depois de estabelecido esse vínculo, posso exigir mais dos alunos, pois existe uma relação de confiança de ambas as partes. Muitas conquistas realizei no que diz respeito à mudança de comportamento dos alunos no estabelecimento de um vínculo afetivo favorecendo muitas aprendizagens.
Percebo também que auqeles alunos aos quais eu não consigo estabelecer esse vínculo, por diferentes razões, tudo fica mais difícil e a aprendizagem não flui.
"Os meninos e meninas devem crescer na biologia do amor e não na biologia da exigência e da obediência." (MATURANA, 2000. p. 20)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

COMPANHEIRISMO



COMPANHEIRA

                                                       Zé Vicente
Companheira me  as tuas mão,
Eu necessito do amor que tu me dá.
Tua presença me anima a lutar
O teu abraço refresca o calor
Dessa jornada em busca do lugar
Onde seremos uma  nação. (ã....)

Láia, láia, láia...

Companheiro te dou as minhas mãos,
Te dou meu peito em mim vem repousar
Vem ser a chama que acende o coração
O meu desejo à vida que virá,
Felicidade enfim vai florecer
E amaremos sobre o nosso chão.

Que venham as lutas, a dor e a solidão,
Os passos lentos do povo a caminhar.
O nosso amor é fonte no jardim,
Pra saciar a sede de quem vem
Pra perfumar a estrada de quem vai
Pra festejar o dia do amor.
Na interdisciplina Psicologia da vida adulta, participei de um trabalho com mais quatro colegas sobre companheirismo. Foi um trabalho coletivo que muito me acrescentou como acadêmica e como pessoa, pois na busca pelas respostas de nossas perguntas, muitas reflexões fizemos acerca do assunto

           De acordo com DeSouza e Cerqueira- Santos (2012, p. 11) “quanto melhores as qualidades das amizades, mais os amigos podem auxiliar no enfrentamento de situações estressantes”. Desta maneira, existe uma influência positiva de um (a) companheiro (a) no modo de se levar a vida, quando nós temos bons amigos ao nosso lado podemos enfrentar melhor os obstáculos e adversidades da vida.

Realmente, pude perceber o quanto é importante quando temos bons(as) companheiros(as) ao enfrentarmos situações de dificuldade, pois estou enfrentando sérios problemas de saúde na família e só não desisti do curso pois minhas companheiras de faculdade me ajudaram e me incentivaram a persistir.


Referências:


DESOUSA, Diogo Araújo; CERQUEIRA-SANTOS, Elder. Relacionamentos de Amizade e Coping entre Jovens e Adultos. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol 28. n 3 Jul-Set 2012 p. 345- 356.