terça-feira, 24 de abril de 2018

LINGUAGEM E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO



O vídeo, fala sobre  Lev Vigotsky, professor, psicólogo, russo, judeu que fundou a Psicologia Histórico Cultural, onde ele afirma que “a cultura se integra ao homem pela atividade cerebral estimuladas pela interação entre parceiros sociais mediadas pela linguagem.”
            A linguagem é que nos diferencia dos outros animais, através dela, interagimos com o mundo, é ela que nos torna verdadeiramente humanos. Vigotsky define a Zona de Desenvolvimento Proximal como aquilo que a criança sabe fazer com a ajuda de alguém, mas não sabe fazer sozinha. O professor deve ser um mediador  e descobridor da Zona de Desenvolvimento Proximal, pois o que a criança faz com auxílio hoje, amanhã, fará sozinha.  Vygotski afirma que “Tudo que parece individual na pessoa é fruto de uma construção da relação com o outro coletivo.”
Jean Piaget e Vigotsky produziram ideias interessantes sobre a inteligência, pensamento, conhecimento, desenvolvimento e aprendizagem. Piaget se ocupou do sujeito epistêmico, mas sentiu a necessidade de pesquisar qual o papel da linguagem nesse processo, Vigotsky dedicou suas pesquisas na dimensão social da apropriação dos conhecimentos, e da Zona de Desenvolvimento Proximal, que trata da ampliação das possibilidades de aprendizagem na interação com os outros.
Vídeo disponibilizado pela interdisciplina Linguagem e Educação do Curso de Pedagogia à Distância da UFRGS, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_BZtQf5NcvE acesso em 23/04/2018.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

UMA NOVA PROPOSTA PARA ALFABETIZAR ADULTOS


No início da década de 60 Paulo Freire propõe um novo método de alfabetização de adultos. A partir de temas geradores que surgem na turma de educandos, com base nas experiências dos mesmos, naquilo que fazem sentido para eles. O (a) professor (a) elenca os temas significativos e partindo deles, trabalha, textos, palavras, frases, sílabas, letras, cálculos, enfim, cria um espaço de problemas para serem resolvidos pelos alunos, muito diferentes das cartilhas adaptadas e infantilizadas usadas na época. Fazem debates, pesquisas, textos coletivos de várias áreas de conhecimento onde são retiradas palavras para serem analisadas em partes menores. O educando é sujeito no seu processo de aprendizagem.
“A leitura de mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele.” (FREIRE, 1983, p.22)
 Conforme FREIRE(2005) “Enquanto se alfabetizam através do exercício do diálogo de forma democrática e planificada pelo(a) educador(a), os educandos conhecem melhor o mundo podem tomar posição frente aos problemas sociais que vão se desvelando.”



Referências:

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 3. ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1983, p.22.)
MORAES, Mariléia Gollo de. Alfabetização - Leitura Do Mundo, Leitura Da Palavra - E Letramento: Algumas Aproximações
__________ Paulo Freire – Educar para transformar. ALMANAQUE HISTÓRICO – São Paulo, Mercado Cultural, 2005.


terça-feira, 3 de abril de 2018

A Obra de Comênio


Eu encontro muitos elementos da pedagogia de Comênio no meu cotidiano escolar. Ele considerava como importante as necessidades e potencialidades dos alunos. Eu antes de iniciar meu planejamento, procuro traçar um diagnóstico da turma para saber os conhecimentos que os alunos já trazem, para então,  a partir daí,  poder fazer provocações adequadas.
Comênio traz em sua Didática que é necessário proporcionar aos alunos experiências, não apenas repetição de algo que alguém diz. Em minhas aulas os alunos são instigados a fazerem perguntas e buscamos juntos as respostas. Eles estão em processo de alfabetização e são incentivados a escreverem como pensam, e no confronto das hipóteses dos colegas, na interação com os componentes do grupo, fazem descobertas e constroem conhecimento. Uns ensinam aos outros, uma das características da Didática de Comênio.
De acordo com a Didática de Comênio as aulas precisam ser prazerosas, com músicas e brincadeiras para não se tornar muito cansativas. Trabalho diariamente com o lúdico, músicas e brincadeiras, jogos didáticos. Preocupo-me em propor aulas interessantes e divertidas, para que os alunos sintam prazer em estar na escola.
Outro fator fundamental da Didática de Comênio é a relação de afeto entre o professor e aluno. Procuro estabelecer um vínculo afetivo com todos os alunos para favorecer a aprendizagem. Conhecendo-o, sabendo de seus interesses e daquilo que é significativo para ele, fica mais fácil saber o momento certo de intervir, de acolher, de exigir. O aluno precisa perceber que ele e a aprendizagem dele são importantes para o professor, sem distinção de raça, cor, religião, situação econômica ou estrutura familiar, mais um aspecto importante também na Didática de Comênio.