segunda-feira, 25 de abril de 2016

PROJETO DE APRENDIZAGEM E PROJETOS DE ENSINO





PROJETO DE APRENDIZAGEM ≠ PROJETO DE ENSINO
Em várias escolas nas quais tive a oportunidade de trabalhar, constava no PPP (Projeto Político Pedagógico) como metodologia o trabalho através de Projetos. Planejávamos coletivamente, de forma comprometida e com ótimas intenções. Mas, com o estudo sobre Projetos de Aprendizagem, percebi que na verdade, elaborávamos Projetos de Ensino e muitas vezes, sequencias didáticas, ao invés de Projetos de Aprendizagem.
 Sempre partindo do que o professor  elenca como importante e não de uma pergunta de um ou mais alunos. O professor, na verdade, cria projetos para dar conta do seu conteúdo e trabalhar de forma contextualizada. Mas, na verdade projetos de aprendizagem surgem da curiosidade do aluno e sua posterior pesquisa e, partindo disso, trabalhar os conteúdos pertinentes ao ano. O quadro a seguir foi trabalhado na aula do Seminário Integrador III do curso de Pedagogia da UFRGS e mostra de forma muito clara e objetiva a diferença entre os dois e as bases teóricas que os sustentam. 
Como o empirismo prevalece na grande maiorias das salas de aula, a tendência dos professores é sempre dar a explicação, a matéria, a prova e a nota, escolhe o projeto, responde as perguntas sem ninguém ter lhe perguntado nada, desperdiçando oportunidades de explorar a curiosidade dos alunos e tornar isso campo fértil para a construção de conhecimento de forma significativa. Pedro Demo, no vídeo publicado pela Nova Escola (https://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw#action=share)  fala da importância da pesquisa e do quanto ela possibilita a construção do conhecimento.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Música na escola


Na interdisciplina  Música na Escola, conversávamos do quanto é precária a formação docente no que diz respeito à Música e ao uso da voz. Com a obrigatoriedade de trabalharmos a música na escola, os professores certamente se encontrarão em um impasse: Como trabalhar música com os alunos?
Muitos são as aprendizagens à cerca da música que podemos proporcionar aos nosso alunos: Diferentes ritmos, compasso, melodia,  grave/agudo, notas musicais, pautas, instrumentos, respiração adequada, uso da voz etc.
A música, assim como todas as Artes, desperta os mais diversos sentimentos nas pessoas.
A Educação precisa atender às necessidades das crianças, bem como despertar outras. é preciso trabalhar com a realidade dos alunos, mas também, apresentar novas realidades para eles.
Assim, poderemos revelar grandes talentos em nossas turmas.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A LITERATURA E O DESPERTAR DOS SENTIMENTOS




A literatura é patrimônio cultural da humanidade e direito de todos.
Conforme Foucambert, através da literatura podemos "pensar o pensamento", " Os professores precisam trabalhar para que cada vez mais pessoas tenham - nesta sociedade cada vez mais complexa e injusta - acesso à informação qualificada, condições de análise crítica e tomada de decisões".
"A leitura precisa 'faltar' ao sujeito para que ele a deseje. Como pode a leitura ser um falta? Poder ser 1 por necessidade de uma informação ou várias sobre um assunto em particular; 2 pelo prazer que se quer ter repetido; 3 por indicar os procedimentos e os elementos necessários para se produzir ou conseguir algo; 4 pelo tanto que se quer compreender determinada coisa; 5 por nos sentirmos muito identificados por algo ou algum personagem; 6 por termos sido 'encantados' pelo tema ou outra coisa por um outro que nos sabe levar a isso; 7 para tirar uma dúvida ou conformar algo; 8 para encontrar respostas; 9 porque, de alguma forma, aquela leitura é importante para alguém ou alguns com os quais queremos ter isso em comum; por causa do autor; 11 por possibilitar que sintamos que outros compartilham ou já compartilharam de dada experiência por que passamos; 12 para encontrar em palavras o que não soubemos traduzir do nosso pensamento; 13 por diversão; 14 para aprender algo que 'precisamos' saber;15 por ser muito importante para nós estarmos atualizados com respeito a algo; 16 por nos fazer viajar; 17 por amarmos animais ou flores ou algo assim; 18 por supormos que nos ensinará algo que nos fará mais felizes, 19 por dizer respeito a algo que vivemos; 20 por um certo fascínio por alguma personalidade biografada; 21 pela carga erótica da trama ; por crermos que nos ajudará a enterdernos melhor ; 23 para agradar a Deus; etc. etc." (COELHO, Maria Luiza Moreira. O labor subterrâneo das paixões e a Leitura.Porto Alegre. GEEMPA. 2ª EDIÇÃO.JULHO/2001.p.22 a 23.)
Como podemos observar, são inúmeras as formas que podemos despertar a falta da leitura em nossos alunos. Conforme Sara Pain, o professor precisa cavar as faltas para despertar o desejo no aluno.
Na aula presencial de Literatura , a professora disse que tinha como objetivo nos "tocar"ou seja, fazer-nos sentir algo com o material literário que levou para a aula. E, realmente, senti-me "tocada" pelos mais diversos sentimentos: Tristeza, alegria, estranhamento, identificação, melancolia, entre outros.
A literatura, assim como toda a Arte, tem a capacidade de fazer com que sintamos algo ao entrar em contato com ela.
"Literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta." In "Heróstrato e a Busca da Imortalidade"- Fernando Pessoa.
Conforme o que conversamos na aula, os professores precisam demonstrar sua paixão pela Literatura para despertar esse mesmo sentimento nos seus alunos.
Certa vez, a supervisora da escola perguntou para uma de minhas alunas, como tinha aprendido a ler e a aluna respondeu que aprendeu a ler através das leituras das histórias que a professora (nesse caso, eu) lia na aula despertando nela a vontade de ler também. Fiquei emocionada, pois essa situação confirma que contagiamos os alunos com nossa paixão pela Literatura. Por isso, os professores precisam ter consciência que não basta ler para os alunos, mas ler com paixão, com alegria, com entonação diferenciada, dando vida aos personagens e despertando os mais diversos sentimentos.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

BRINCAR É CONTEÚDO









Tenho observado, nesses meus 22 anos de magistério, que os professores, cada vez mais, tem  deixado  de fora de seu planejamento o ato de brincar. Apresentam um discurso que para dar conta do conteúdo não é possível abrir espaço para atividades lúdicas. Essa concepção é preocupante, pois desconhecem que brincar também é conteúdo. Acredito que carreguem consigo as heranças das escolas que frequentaram, onde o brincar não fazia parte do currículo.
“ As brincadeiras possibilitam aproximar-se do mundo de forma leve e explorá-lo sem medo, desempenhando vários papéis a criança socializa e aprende.Cada tipo de brincadeira corresponde a uma gama de atitudes e habilidades. A manipulação de objetos favorece a exploração espacial e o desenvolvimento cognitivo.”
FERRARIS, Ana Oliveiro. Agitação que faz bem. Mente Cérebro. São Paulo: EDIOURO DUETTO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII n° 216 jan/2011 (pp: 36-41)
              As atividades lúdicas além de tornar as aulas mais leves e divertidas, possibilitam aprendizagens importantes.
              Devido à insegurança instauradas nas grandes cidades, as crianças de hoje brincam sozinhas em suas casas, portanto, a escola assume um importante papel de propiciar aos alunos a brincadeira em grupo, só assim a brincadeira terá um efeito simbólico. “ O que mais conta é a dinâmica das relações durante as atividades lúdicas, o vínculo entre o conhecimento de si e do outro.”(CARNEIRO.Maria Angela Barbato).
              Na minha sala de aula, o brincar tem lugar garantido. Pois sempre soube da sua importância,  e com o material disponibilizado pela interdisciplina Ludicidade e Educação, ele assumirá um lugar de maior importância.
              Fico pensando e me angustia o fato e saber que minhas colegas, não dão a devida importância às atividades lúdicas e me questiono como fazer para sensibilizá-las. Nas reuniões pedagógicas semanais, sempre que é pertinente, compartilho o que tenho aprendido a respeito do assunto e proponho reflexões, mas percebo que não surte efeito significativo. Mas, seguirei fazendo a minha parte, para que mais crianças possam ter garantido o seu direito de brincar e que minhas colegas percebam que brincar é conteúdo importante do currículo.