quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O que é importante considerar no Planejamento Didático




Muitos aspectos precisamos levar em conta no momento de planejar nossas aulas.
Em uma postagem no meu blog eu me refiro a organização do tempo e o quanto isso influencia em um planejamento adequado. Mas é importante considerar muitos outros aspectos.

"Planejar é antecipar e projetar de modo consciente, organizado e coerente todas as etapas de uma determinada atividade que visa alcançar certos objetivos que levam a transformações concretas do que se pretende realizar. " (Rays, 2000)
A interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, propôs o estudo do texto de Rays que traz alguns desses aspectos que devemos levar em conta no ato de planejar:
a) A realidade social da escola é ponto de partida;
b) Retrato sócio cultural do educando que reflete seu mundo social e cultural, sua história e suas inquietações.
c) Objetivos de ensino aprendizagem e conteúdos de ensino:  É preciso ter como objetivo os verbos criar, refletir, debater, trocar, pesquisar, descobrir, buscar e não somente copiar e responder.
d) Procedimentos de Ensino Aprendizagem: Os procedimentos de ensino aprendizagem precisam ser coerentes com os objetivos que queremos alcançar. Pois se queremos formar pessoas autônomas, pesquisadoras, críticas, não é enchendo o quadro de coisas para copiarem e fazer perguntas depois que vamos conseguir. 
e)Avaliação da Aprendizagem: É importante para o desenvolvimento e diagnóstico permanente do processo de ensino aprendizagem, com vistas ao seu replanejamento e, consequentemente, à sua melhoria.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Brincar é importante



Eu sempre garanti em meu planejamento semanal um momento onde as crianças pudessem brincar livremente. Fiz uma publicação no blog  no início do curso e agora, concluo que eu estava certa. Brincar realmente, é importante. 
Percebo o quanto eles aprendem a conviver com os colegas enquanto brincam, negociam brinquedos e brincadeiras, aprendem a ser tolerantes, exercitam a empatia, conseguem superar seu egoísmo, aprendem muito.
Durante a hora do brinquedo, muitas vezes, eles escolhem jogos pedagógicos, e isso me deixa muito feliz, pois os jogos propostos são realmente divertidos, se não não escolheriam num momento de jogo livre e com possibilidade de brincar com outros brinquedos.

No Moodle, a interdisciplina de Ludicidade e Educação disponibilizou um texto de Bruna Molozzi que esclarece alguns pontos importantes sobre a relevância do brincar.


"No âmbito moral, a atividade lúdica possibilita o exercício da autonomia. No jogo, a criança aprende a tomar decisões, fazer escolhas e refletir sobre a realidade, construindo relações cada vez mais independentes e seguras, reduzindo a dependência do adulto. "


Ao brincar em grupo com seus próprios brinquedos, as crianças também se desenvolvem socialmente. Ao emprestar ou pegar emprestado o brinquedo com o colega, a criança aprende a compartilhar e também se torna mais responsável, no momento em que deve zelar pelo brinquedo do colega.

"O desenvolvimento intelectual refere-se ao aprendizado da criança, que não está somente ligado à situações formais, maçantes e desinteressantes. O jogo está diretamente relacionado ao aprendizado, pois ele promove situações onde a criança desenvolve a curiosidade, a capacidade de expressar seu pensamento, elaborar ideias, perguntar e problematizar situações vivenciadas."
A atividade lúdica ainda pode promover o aprendizado de conteúdos formais, como por exemplo, nos conhecimentos lógico-matemáticos, em jogos que envolvam a classificação, contagem, quantidades, comparações. Também na área da motricidade, com brincadeiras que envolvam correr, saltar, esconder-se, acompanhar um ritmo. No âmbito da linguagem, através de “trava-linguas”, parlendas, cantigas de roda, entre outros.

"A atividade lúdica deve estar presente no cotidiano da criança, tanto no espaço familiar como na escola, pois através do jogo a criança pode ter um desenvolvimento mais saudável a completo, que envolve a socialização, o desenvolvimento moral e construção cognitiva."
Desenvolvimento do sujeito através do jogo

(Bruna Molozzi) 

texto



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Registro e Reflexão

"O registro permite a sistematização de um estudo feito ou de uma situação de aprendizagem vivida. O registro é História,  memória individual e coletiva eternizada na palavra grafada. É o meio capaz de tornar o educador consciente de sua prática de ensino, tanto quanto do compromisso político que a reveste." 
                                                                                            Madalena Freire (1996)
Minha primeira postagem no blog fala da importância do registro.
Quando registramos o nosso pensamento, além de deixar impresso o que pensamos, refletimos ao escrever e refletimos novamente quando lemos o que escrevemos, sobretudo, se for algum tempo depois.
Esse exercício de refletir sobre o que escrevemos e pensamos nos enriquece e nos torna mais críticos em relação à nossa escrita e também à nossa prática docente. 
É possível perceber também o quanto crescemos enquanto escritores, a medida que avançamos no curso, vamos fundamentando com mais facilidade e competência aquilo que escrevemos.


FREIRE, Madalena .Observação, registro e reflexão. Instrumentos Metodológicos I. 2ª ED. São Paulo : Espaço Pedagógico, 1996.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA 2

Consciência Fonológica é a capacidade de segmentar de modo consciente as palavras em suas menores unidades, em sílabas e em fonemas. Constitui-se em um dos fatores que interferem na alfabetização, aquele que diz respeito aos aspectos estruturais da língua. No caso do Brasil, temos algumas particularidades entre escrita e som. Por exemplo: a letra A, antes de N ou M, fica anasalada e tem o som de Ã, como em CAMPO, DANDO, etc. Faz parte da consciência fonológica compreender essas particularidades.

No PEAD/2 estudamos sobre consciência fonológica em duas Interdisciplinas Linguagem e Educação e Fundamentos da Alfabetização. Com a releitura dos textos e apresentações disponibilizados pelas interdisciplinas, pude aprofundar o estudo e selecionar uma série de atividades para o planejamento de aula.
Percebo que esse é um aspecto que alguns alunos pouco avançaram, com isso pretendo intensificar o trabalho com atividades que desenvolvam essa consciência.

Consciência Fonológica Anos Iniciais

1ª etapa: Aprender a escutar
A) OUVINDO OS SONS
B) OUVINDO SEQUÊNCIA DE SONS
C) ESCONDENDO O SOM
D) OUVIR UM SOM E ASSOCIÁ-LO À SUA FONTE
E) DIFERENÇA ENTRE O QUE ESPERA OUVIR E O QUE OUVE
F) ESCUTAR E EXECUTAR AÇÕES SEQUENCIAIS

2ª etapa: Jogos com Rimas
3ª etapa: Frases e Palavras
4ª etapa: Consciência Silábica
5ª etapa: Aprendizagem do Alfabeto e alguns Fonemas
6ª etapa: Fonemas iniciais e finais
7ª etapa: Consciência fonêmica

Os Quatro Tipos de Conhecimento

De acordo com a professora da interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, Anna Piffero Rangel um dos problemas que fez com que o construtivismo não tivesse dado certo em muitas ocasiões, foi o fato de ignorar que existe apenas um tipo de conhecimento que é, como diz o construtivismo, um conhecimento interno do sujeito, e que tem seu próprio ritmo. Tanto Piaget como Kamii falam, há muito tempo, de três tipos de conhecimento: o social, o físico e o lógico-matemático. Hoje, com a  influência da Neurociência, outro tipo de conhecimento se tornou evidente: o conhecimento motor ou procedural. O papel do professor varia em relação a cada um desses tipos de conhecimentos. O professor que prepara a sua aula pensando nos 4 tipos de conhecimento consegue que seus alunos aprendam muito mais.
Os quatro tipos de conhecimento são: social, lógico-matemático, motor e físico.
Conhecimento FÍsico é aquele que pode-se ter a partir da manipulação direta com o objeto.
Conhecimento Lógico-Matemático é decorrente de um estabelecimento de relações e depende de conhecimentos sociais, físicos e motores para ocorrer. É uma construção interna e varia de pessoa pra pessoa, de acordo com a sua experiências e seu ritmo biológico.
Conhecimento Social: trata-se de uma convenção de um grupo social e varia de grupo para grupo,
Conhecimento motor ou procedural: esse aspecto não foi explorado por Piaget, mas é muito importante, pois trata-se de uma melhoria motora quando se faz um exercício. Quando aprendemos a dirigir, primeiramente, não conseguimos realizar com tranquilidade ações concomitantemente, pisa na embreagem, freia, troca de marcha, solta a embreagem e o freio e assim por diante, utilizamos muito o nosso neocortex, pois cada ação passa por ele como informação lógica e ordenada.À medida em que vamos repetindo esse exercício a informação não necessita mais do neocortex e são estabelecidas sinapses diretas em nível muscular e do cerebelo, encurtando o tempo de reação e aumentando a precisão dos movimentos. Quanto mais repetimos um exercício motor, mais automatizado ele se torna.
Na minha turma de primeiro ano, alguns alunos não tinham memorizado as letras do alfabeto e passei a planejar atividades que trabalhassem os quatro tipos de conhecimento e percebi muitos avanços com relação ao conhecimento das letras.
Referências:
RANGEL, Annamaria Píffero. Alfabetizar aos 6 anos.Mediação, Porto Alegre, 2008.