terça-feira, 27 de março de 2018

"O menininho"


                                                 “O menininho”
Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde.
No outro dia, quando o menininho estava ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
“Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro.
- Esperem, não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora nós iremos fazer um prato.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar.
E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola... 


Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...


Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...


Ao ler esse texto fico pensando o quão grande é minha responsabilidade enquanto professora. 
Como é triste perceber que a curiosidade de uma criança foi aniquilada na escola. Os professores insistem em manter os alunos enfileirados, copiando e repetindo o que dizem. O personagem central é o professor, é ele dá a nota, dá o conteúdo, ele determina a cor e a forma dos desenhos das crianças. Todos na "forma" quietos, mansos, dando a resposta certa.
Comênio há mais de 300 anos já trazia uma proposta pedagógica que até hoje buscamos e não alcançamos na escola. É preciso abrir espaço às pergunrtas, à curiosidade, à criação.



terça-feira, 20 de março de 2018

O NOSSO IDEAL DE ESCOLA

Na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, foi proposto que pensássemos numa escola ideal em outro planeta. Partindo disso, nosso grupo começou a pensar em muitas possibilidades.Porém, o que observamos é que não conseguimos pensar numa escola ideal muito diferente da que já temos, porém com tudo que falta nela.
Será porque não conseguimos pensar em uma escola que rompa completamente com os padrões? Ou porque não conhecemos outras possibilidades e trabalhamos com o que conhecemos? Ou porque nos constituímos, enquanto estudantes e educadores dentro desse formato e não conseguimos fugir desse modelo?
Muitas perguntas me vieram à cabeça, mas isso depois que um colega fez uma reflexão semelhante, pois na hora da atividade, nem pensamos nisso.

terça-feira, 13 de março de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM


Na interdisciplina de Linguagem e Educação estudamos sobre a aquisição da linguagem de acordo com os teóricos Skinner, Chomsky e Vigotsky. Elaboramos o esquema acima com base nos textos lidos,

terça-feira, 6 de março de 2018

"Escolas Democráticas"

Iniciamos o Eixo VI do PEAD assistindo ao vídeo acima "Escolas Democráticas". O curta nos remete a muitas reflexões e o que é mais preocupante, na minha opinião, é que muitas escolas ainda seguem esse modelo. Uma escola castradora da curiosidade, onde o centro é o professor, ele fala, e só ele, ele dá a matéria, dá a nota e os estudantes em silêncio copiam, reproduzem o que o professor deu e não há espaço para perguntas e novas ideias.
Eu, enquanto professora, procuro assumir uma posição de mediadora das aprendizagens. os estudantes trabalham sempre em grupo, trocam ideias, aprendem uns com os outros confrontando hipóteses e a pergunta do aluno é norteadora do trabalho.
Paulo Freire, em seu texto "À sombra de uma mangueira" coloca que toda e qualquer aprendizagem parte de uma pergunta, de uma curiosidade, como podemos deixá-la fora de nossas aulas?