segunda-feira, 25 de setembro de 2017

OFICINA DE ESCRITA DE TEXTO

Na última aula presencial do Seminário Integrador VI, tivemos o prazer de participar de uma oficina de escrita de texto com a professora Ivany Souza Ávila (foto).
De uma forma muito descontraída fomos "soltando" a escrita.
As propostas de trabalho seguiram a seguinte sequência, em colorido estão os meus escritos:
1) Escreva tudo o que lhe vier à cabeça sem muito pensar:
cansaço, família, escrita, rapidez, concentração, casa, sol, verão, pai, saúde, aluno, escola, oficina, ideal, colegas, prazer, fácil, aquecimento, auditório, texto.
2) Escreva palavras selecionando-as:
escrita, ideias, prazer, sofrimento, linguagem, palavras, leitura, conhecimento, dificuldade, começo 
3) Escrever uma frase, período ou oração:
A linguagem nos constitui, mas como é difícil para algumas pessoas escrever suas ideias.
O começo de um texto é a parte mais difícil da escrita.
para escrevermos com mais facilidade precisamos ter algum conhecimento sobre o que queremos escrever.
A escrita envolve sofrimento e alegria.
4) A partir de uma palavra dita pela professora, que outras nos faz lembrar:
Sonho: Felicidade, filhos
Docência: ensinar, direito, alunos
Curso: conclusão, formatura, determinação
Conceito: construção, desconstrução
Escrita: ideias, coerência, referência      
5) Que sentimentos, ou sensações nos desperta as seguintes situações ou que palavras lembramos:
Vento no Rosto: liberdade
Pisar na areia: natureza 
Água do mar nos pés: frio
Horizonte: sonho
Barulho da água do mar: relaxamento
Pôr do sol: gratidão
Sabor de amora: felicidade
Lágrima: emoção, sofrimento
Sorriso de uma criança: pureza 

Com essa oficina pude vivenciar o prazer de escrever descompromissadamente. Pensei de como seria interessante propor para os alunos essa escrita sem regras, sem exigências. Para soltar a escrita, para preparar para escritas mais estruturadas. Muitas vezes, os professores pedem que os alunos escrevam sobre situações que nunca vivenciaram, que não fazem o menor sentido e ainda estipulam o número de linhas que precisam escrever, tornando a escrita um sofrimento. nessa aula aprendi que escrever é um exercício que requer aquecimento, preparação. 


  

terça-feira, 19 de setembro de 2017

MODELOS EPISTEMOLÓGICOS

Na interdisciplina de Psicologia II do PEAD/2 da UFRGS estudamos sobre os modelos epistemológicos da Aprendizagem:  Empirismo, Apriorismo e Construtivismo. No quadro acima é possível perceber o que caracteriza cada um dos modelos.
O empirismo é uma teoria que parte da ideia que o indivíduo chega na escola como uma tábula rasa,  que nada sabe e que através de explicações  ele passa a adquirir conhecimento. O Apriorismo defende a ideia de que tudo é genético, o indivíduo já nasce com a aprendizagem adormecida, com o dom para determinadas coisas, e tudo o que a escola precisa fazer é oportunizar situações para que a aprendizagem desperte dentro dele. O construtivismo trabalha com a ideia da ação sobre o objeto de conhecimento. O professor atua como um provocador, um mediador das aprendizagens, mas que através do contato com o meio social, e interagindo com o objeto, constrói conhecimento. O sujeito é protagonista da sua aprendizagem.
O modelo epistemológico que sigo em meu trabalho de alfabetização é o construtivismo. Todo o trabalho pedagógico se baseia no processo do aluno. O erro é ponto de partida. O jogo está presente sempre. Os alunos interagem com o objeto de conhecimento, confrontam hipóteses, conversam, discutem, ensinam uns aos outros. Acredito que a escola não precisa ser chata, pode ser interessante e divertida sem perder a seriedade.É muito triste ver salas de aula com alunos enfileirados, ouvindo o professor, copiando, reproduzindo, em silêncio, imóveis.

domingo, 17 de setembro de 2017

APRENDIZAGEM



Na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II estamos estudando sobre o conceito de aprendizagem e como ela acontece. Ao ler o texto A Aprendizagem Humana: processo de construção, de  Fernando Becker e Tânia Marques reforcei a minha ideia de que a aprendizagem ocorre através da ação. Partindo de uma perspectiva da Epistemologia Genética da Psicanálise que considera a herança genética e do meio físico e social na gênese e no desenvolvimento do conhecimento e da afetividade humana.
Para que o indivíduo aprenda ele precisa desejar aprender, e o desejo pressupõe um sentido, uma necessidade, uma falta e envolve questões afetivas. Freud diz que se aprende por amor a alguém. O sujeito aprende na ação com o objeto de conhecimento, na interação com o meio físico, e aprende aquilo que é significativo para ele, além disso, esse objeto de conhecimento precisa estar dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal, pois toda aprendizagem se dá apoiada em estruturas anteriormente construídas, ou seja, existem conceitos menos complexos que são pré-requisitos para a construção de conceitos mais complexos. Para Piaget aprender é criar estruturas de assimilação, é coordenar ações formando esquemas, é a tomada de consciência por parte do sujeito, possibilitando novas aprendizagens. “Cada novo patamar de desenvolvimento, conseguido devido ao processo de equilibração ou de abstração reflexionante e das aprendizagens anteriores, abre um mundo de possibilidades de aprendizagens que a escola deveria preencher em vez de insistir em transmitir verbalmente, conceitos inacessíveis à criança e ao adolescente e também, ao adulto.” Infelizmente, a escola ainda continua numa concepção da Psicologia Gestáltica (aprendizagem por insight) ou da Psicologia do Comportamento (estímulo –resposta), desconsiderando os conhecimentos que os alunos já trazem consigo. Com aulas expositivas, explicativas onde a ação é limitada à reprodução do que o professor diz ou escreve.
REFERÊNCIAS
BECKER, Fernando e MARQUES IWASKO, Tânia Beatriz. A Aprendizagem Humana: processo de construção.

domingo, 10 de setembro de 2017

O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA SOCIEDADE



O vídeo de Leandro Karnal traz a ideia de transformação na forma como a sociedade passou a se comunicar. Ele não classifica essa transformação como melhor e nem pior, mas diferente. Nem tudo que aparece na internet é verdadeiro, porém, as pessoas selecionam as verdades afetivas de identidade, ou seja,  acreditam naquilo que tem a ver com o que elas, sua personalidade, suas crenças, é uma seleção nada objetiva. Conforme Hohne:  “Dizia um professor de filosofia: ‘a inteligência humana é lenta’. Isto pode significar que passamos por um lento processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e alcançarmos a exata compreensão de uma mensagem.” Imagina as inúmeras mensagens que aparecem na internet, e  os vários compartilhamentos que as pessoas fazem, muito antes de compreender o que está sendo postado. É a geração do instantâneo, como menciona Baumann. Tudo é fluído, rápido e descartável.  Em função disso, postagem muito longas, argumentadas, baseadas em evidências, geralmente,  não são lidas. A escola precisa deixar de oferecer uma educação bancária onde oos alunos são meros receptores e os professores eternos explicadores  e transmissores de informações sem sentido para o aluno, trabalhar o pensamento crítico, fazendo com que reflitam sobra aquilo que aparece na mídia, nos livros, que se aprofundem, que se responsabilizem por aquilo que publicam.
Concordo que as redes sociais trouxeram muitos benefícios , pois é possível conversar, rever pessoas, pesquisar, aprender, comunicar de forma rápida e fácil, divulgar,  negociar, mas para as pessoas  que já tem uma certa idade ainda o mais importante é o contato pessoal, olho no olho, o que para os mais jovens, não tem a menor necessidade. Muitas vezes, eles nem conseguem falar pessoalmente o que dizem virtualmente.

Referência:


HÜHNE, Leda M. O ato de estudar. _____.
 

 O impacto das redes sociais na vida das pessoas – Leandro Karnal no Ponto a Ponto. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=crlhoz7IVeY